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sábado, 2 de fevereiro de 2019

local, sazonal, biológico, sem necessidade de rótulos e sem embalagens




Gosto de boa comida. Não necessariamente em quantidade, mas sou exigente na qualidade. Cá em casa, ambos gostamos de cozinhar e quem cozinha sabe que os ingredientes certos fazem toda a diferença. Acredito que "ser barato" não deveria nunca ser o critério quando falamos de alimentos - coisas que vão literalmente fazer parte do nosso corpo (e sim, neste contexto posso usar "literalmente" sem estar a ser ursa. Vão mesmo literalmente entrar nas nossas células e fazer parte de nós). Prefiro comprar menos, mas o melhor, do que trazer para casa coisas que não vão fazer bem a ninguém. E isto não implica necessariamente gastar mais. Felizmente, por enquanto, os melhores alimentos até são quase sempre os mais acessíveis. E isso é tão bom! Ainda por cima, quando escolhemos o que é local e sazonal, estamos a poupar o ambiente da poluição desnecessária dos transportes, a promover a economia da nossa região, a adquirir alimentos mais frescos e os mais saudáveis nessa altura do ano para o clima específico dessa zona geográfica. Uma opção, tantas implicações! Até parece fácil. Acho que muita gente não faz ideia de como se poderia sentir bem e ficar doente menos vezes se comesse só um bocadinho melhor. Os alimentos a sério não nascem com rótulos de ingredientes estranhos. Mas é possível que isto seja só eu armada em moralista e todos sabemos que não há paciência (nem espaço!) para mais moralistas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

acerca do equilíbrio




Comer pode ser um prazer mas, em última análise, os alimentos são o nosso combustível. Quando nos esquecemos dessa função essencial de nutrição e nos focamos apenas no prazer, acabamos por alimentar-nos de forma errada (acho que isso acontece em todas as áreas da vida, à mesa é só mais uma). Nós asneiramos bastante. E às vezes nem é por gulodice ou descontrolo, é só pela estética do momento. Que mesa é que não fica melhor com vinho? Que mesa não fica mais composta com pão e "entradinhas"? Que mesa não nos parece mais completa se houver sobremesa?

O frio lá fora também não ajuda.

O equilíbrio é tão difícil e tão necessário (a todas as áreas da vida).

sábado, 11 de agosto de 2018

Ser croma é pensar coisas destas. Pior é escrevê-las para toda a gente saber.




Nos meses de Verão, até a luz é melhor! Como é que uma pessoa consegue montar um puzzle se não tiver luz natural decente? Não consegue. Viva o Verão!

domingo, 26 de novembro de 2017

casa com aroma natural de pinho





Nunca tive uma árvore de Natal artificial em casa dos meus pais e, por isso, muito naturalmente, nunca me apeteceu ter uma em nossa casa. A ideia de um monte de plástico e arames no meio da sala provoca-me alguns arrepios. Até há alguns pinheiros artificias bonitos, concedo. Mas esses são caríssimos (ainda por cima gosto deles altos!) e depois nunca saberia bem onde o guardar de uns anos para os outros (mesmo desmontados ocupam bastante espaço) e, por isso, vou continuando a ter verdadeiros, com raiz. Uns pegam no solo depois do Natal e sobrevivem, outros nem por isso... mas são óptima lenha para a lareira. E, entretanto, cheira tão bem a pinheiro na nossa sala!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ritmos




Não sei como é convosco mas por aqui os dias têm chegado na catadupa habitual. Parecem-me sempre demasiadas as coisas para fazer em tão pouco tempo. Sinto que na cidade o relógio não dá tréguas. Como não quero passar os dias inteiros a correr, decidi correr o dobro durante parte do tempo para depois poder abrandar e aproveitar bem e com calma a outra parte. É uma estratégia como qualquer outra. Não é perfeita, mas estou a testá-la.

caril de chocos à casa

O jantar, mesmo quando é improvisado, encaixa na melhor parte do dia.

domingo, 27 de agosto de 2017

turistando por Lisboa




Aproveitar uns dias de férias na cidade que nos acolhe o ano inteiro também sabe bem. Se tanta gente escolhe Lisboa para passear nas suas férias, não há razão para não experimentarmos a sensação. :)


E aquela sensação boa de podermos demorar-nos mais nas tarefas habituais que até não são más de todo?


E agora vou pegar nas malas e abalar, como se diz no Alentejo. Que as férias são curtas e há que aproveitar bem. Até já!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

leite de amêndoas (e bolachinhas com as sobras!)



Não tenho nenhuma restrição alimentar, nenhuma intolerância ou desconforto, nem nada contra o leite de vaca - mas também não tenho nenhuma razão para não gostar de leites vegetais. Na verdade, porque só compro leite de vaquinhas criadas em modo de produção biológico, o preço não fica assim tão abaixo do dos leites vegetais e essa deve ter sido a principal razão para ter começado a experimentar alternar entre ambos. Produtos de soja não consumo mas os leites de amêndoa, avelã, caju, aveia, trigo sarraceno, alpiste ou arroz, têm vindo a ganhar um lugarzinho generoso no meu coração. Mais ainda, desde que percebi como é fácil fazê-los em casa. E são só vantagens: não só somos nós que selecionamos os ingredientes que queremos usar e a qualidade deles, como, ainda por cima, o sabor fica incomparável. E aproveita-se tudo!


Leite de amêndoas

100g de amêndoas cruas com pele
1 tâmara medjool
água

É mesmo só isto! E até podia ser mais simples (a tâmara é só por causa da minha gulodice).

Coloco as amêndoas de molho em água durante a noite (num frasco no frigorífico) e depois de bem ensopadinhas é fácil apertá-las e retirar-lhes a pele. É fácil mas pode demorar um bocadinho. Cultivem a paciência. Aproveitem o tempo enquanto descascam as amêndoas para abrandarem e organizarem os pensamentos. :) 

Depois de bem descascadas, só têm de lhes acrescentar a tâmara (sem caroço), água (mais ou menos 1 litro) e triturar muito bem num robot de cozinha ou liquidificadora potente (com a varinha mágica também dá). E pronto! Podem filtrar com um pano poroso e têm a vossa bebida vegetal de amêndoas pronta. Há quem goste de acrescentar também uma pitada de sal, eu dispenso mas testem ao vosso gosto.


Com o que resta dentro do paninho que serve de filtro, depois de muito bem apertado e espremido, podem fazer bolachinhas de amêndoa. Juntei 1 ovo, 50g de manteiga, farinha de espelta e açúcar demerara, baunilha e uma pitada de sal. Não são a coisa mais saudável do mundo mas são deliciosas (e bem melhores que quaisquer bolachas compradas fora de casa!)

sábado, 5 de agosto de 2017

pudim de tapioca para animar as manhãs



Eu sei que há agora um hype em torno da tapioca e principalmente das crepiocas (crepes de tapioca). Parece-me bastante exagerado, uma vez que nem são assim tããão inacreditavelmente saborosas e há usos bem mais interessantes para a tapioca. A minha avó fazia muitas vezes tapioca quando eu era miúda - era cozida mais ou menos como se fosse um arroz doce mas com tapioca, grossa e previamente demolhada em água, em vez do arroz. A minha sogra prepara-a quase exactamente da mesma maneira, por isso, até há poucos anos, eu nem sequer sabia que havia outras formas (pelos vistos bem mais populares - no Brasil, principalmente).

A tapioca é fécula de mandioca, composta essencialmente por hidratos de carbono e sem valor nutricional considerável. Ou seja, tem muitas calorias mas poucos nutrientes que interessem. Posto isto, nem se percebe muito bem a popularidade recente - apesar de eu suspeitar que se deve ao facto de não ter glúten e ser versátil. Isso é. Até existem bebidas alcoólicas obtidas a partir da fermentação de tapioca! Mais, li algures que a tapioca é mesmo considerada património da humanidade. :)

Como eu não tenho nada contra os hidratos de carbono e acho que a melhor alimentação é a mais variada possível, nenhum alimento está completamente banido da nossa cozinha. Com conta, peso, medida e bom senso, todos são bem vindos (mas uns mais que outros, claro!).

Não descarto experiências. Um destes dias mostro-vos duas formas de preparar as crepiocas que já testei (e repito ocasionalmente) e passo-vos as receitas. São agradáveis, fáceis de preparar e uma boa ideia para variarem os pequenos almoços, lanches ou sobremesas de vez em quando. Os recheios e coberturas é que fazem a diferença!

Voltando à tapioca da avó - que é a que usei aqui e a minha preferida. Comprei tapioca não hidratada em grânulos grandes (bolinhas com 3 a 6 cm de raio) e coloquei-a de molho em água fria durante cerca de 8h. A tapioca cresce bastante ao hidratar desta forma, por isso usem pouca quantidade (entre 50 a 100g chegam para adiantarem vários pequenos-almoços).

Escorri bem a água e levei a tapioca ao lume para cozer, mergulhada em leite de aveia. Usei leite de aveia porque era o que tinha à mão mas podem usar leite de vaca ou uma bebida vegetal que prefiram. Se o vosso objectivo for uma sobremesa (e não forem obcecados com a contagem das calorias) acrescentar leite de coco ou natas faz toda a diferença na cremosidade e sabor (eu juntei cerca de 100ml de natas frescas). Ao líquido da cozedura devem acrescentar os aromas que preferem: podem ser paus de canela, vagens de cardamomo, pedaços de casca de limão... eu escolhi uma vagem de baunilha cujo recheio já tinha usado noutras receitas. Adocem ao vosso gosto. Acho que fica mesmo mais saboroso se for pouco doce. Juntei duas colheres de açúcar integral de cana. Acrescentem também uma pitada de sal. Deixem ferver, mexendo sempre até engrossar (eu gosto de usar bastante líquido para os pedacinhos de tapioca ficarem mais diluídos e o "pudim" final solidificar menos e manter-se mais fluido e cremoso. Podem retirar do lume quando as bolinhas maiores de tapioca já estiverem translúcidas e sem o núcleo branco - quer dizer que cozeram completamente. Fica uma papa pegajosa e cheia de goma (ou não fosse a tapioca amido!), é normal. Depois de cozido, podem retirar o que acrescentaram para aromatizar e separar por copinhos. Pode-se comer mesmo assim, mas fica muito melhor depois de frio.

Nos meus copos, depois de arrefecerem bem, cobri cada um com puré de manga e sementes de cânhamo descascado. Acreditem, a mistura de texturas ficou perfeita!

Como disse acima, se preferirem, podem comer mesmo só a tapioca, sem mais nada e fica óptima. Também podem improvisar. Sirvam bem frio. 




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Os melhores dias do ano já cá estão!



Chegaram as festas e arraiais populares, o calor, os grelhados pelas ruas, flores e grinaldas coloridas a enfeitar as varandas, os jacarandás em flor por toda a cidade, as férias no horizonte e a feira do livro de Lisboa!

Este ano coloquei dois cadeirões de exterior na mini-varanda e não sobra espaço para mais nada. Claramente uma situação em que tive "mais olhos que barriga". :) Ainda assim, com muito boa vontade, é possível almoçarmos lá fora umas saladas leves e tudo o que não ocupe muito espaço e possa ser comido com o prato ao colo. :/ E o prazer de poder recostar-me naquelas almofadas ao pequeno almoço ou ao fim de alguns destes dias quentes também não é de desprezar.

Vejo-vos mais logo pelas ruas de Lisboa?




quinta-feira, 18 de maio de 2017

Papas de aveia - sem limites :)



As papas de flocos de aveia são uma daquelas coisas que sempre fizeram parte da minha vida. A minha mãe fazia-as, a minha avó também, habituei-me a prepará-las de mil e uma maneiras mas nunca lhes dei grande  atenção por serem tão habituais lá em casa. Fáceis de fazer, saborosas, rápidas e muito saciantes, eram a escolha frequente nos dias em que apetecia um pequeno almoço mais substancial ou quando faltavam ideias para despachar o jantar. Durante muito tempo, as minhas preferidas eram as que fazíamos ao jeito do arroz doce: flocos cozidos em leite com um pau de canela, raspa de limão e açúcar integral de cana. Hoje já não sou grande fã de misturar canela e limão, mas antes era assim mesmo que gostava! Cozidas em água também não aprecio, ficam pouco cremosas. Mas agora não faltam alternativas de leites vegetais bem saborosos como os de amêndoa, avelã, caju, arroz ou mesmo de aveia (tentem fazer em casa porque são mesmo fáceis ou tenham atenção e evitem comprar os que tenham açúcares adicionados).

Nunca abandonei completamente a aveia mas, durante uns tempos, apeteciam-me mais as papas não cozidas - as "overnight oats" como estas de que vos cheguei a falar - que ficam a amolecer durante a noite e nos esperam prontinhas ao pequeno almoço. Recentemente redescobri o prazer de uma boas papas cozidas e cremosas porque percebi que não há muitos limites para a criatividade - e a aveia é mais bem digerida depois de cozida. Há versões que não acabam e podemos sempre inventar e descobrir novas formas de as melhorar.

Na imagem, a preferida do momento: com curcuma e cardamomo, entre várias outras coisas deliciosas. Fica boa e bonita, além de nos fazer muito bem. Dá para prepararmos doses maiores e despacharmos logo vários pequenos almoços de uma vez ou um lanche/almoço pronto a levar (se colocarmos num frasco, fica fácil de transportar).

Uma descoberta boa que fiz com a Catarina Beato no workshop na Maria Granel foi a maravilha que é adicionar uma colher de sopa de farinha de coco e/ou farinha de batata doce às papas porque ficam muito mais cremosas e o sabor também sai a ganhar.

Estou rendida. É bom voltar aos sabores de sempre e encontrar aquele conforto do que nos é familiar sem que deixe de nos surpreender todas as vezes!


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domingo, 19 de março de 2017

feijão-arroz




Não, não estou a falar de arroz com feijão, é mesmo uma leguminosa chamada feijão-arroz. Acho que poucos conhecem ou sabem da sua existência. Descobri-o há uns meses mas é dificílimo encontrar-se qualquer informação sobre ele - o que não deixa de ser estranho nesta era da informação, em que normalmente o difícil é triar entre tantos conteúdos disponíveis. Não, o feijão-arroz é maravilhoso e não se rendeu ao mundo virtual. Só o encontrei referido aqui.

Foi uma senhora beirã que me falou desta iguaria da sua aldeia natal na Beira Baixa e, como lhe disse que nunca antes tinha ouvido falar, muito simpaticamente trouxe-me um saquinho para podermos provar cá em casa. Adorei! É um grão branco e mais pequenino que o do feijão-frade (daí se entende o nome que resolveram chamar-lhe) mas o sabor é muito mais agradável.

Demolhei-o, cozi-o e acompanhei-o com um pesto tosco de cajus, manjericão, alho, malagueta, vinagre e azeite. Que delícia!

Se já conhecem o feijão-arroz e sabem onde o posso encontrar sem ter de me fazer à estrada "pelos caminhos de Portugal" à procura, agradeço. Caso nunca tenham provado, recomendo!

domingo, 12 de março de 2017

ainda da festa do último fim-de-semana



Mesas muito informais, ao ar livre, em dia de chuva. A noiva escolheu a simplicidade absoluta: margaridas e gipsofila (Gypsophila). Juntei-lhes vidros transparentes (frascos, jarras, garrafas...), fibras naturais (juta) e algumas conchas e búzios (via-se o mar ao fundo) em combinações assimétricas e aleatórias. Para quê complicar? Simples, simples, simples. ♥





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

overnight oats - as papas de aveia adormecidas


Overnight oats com frutos secos, sementes, cacau, canela, pólen, pepitas de cacau e sementes de cânhamo

Humm! Amanhã é sábado e vai estar Sol! Belisquem-me! Belisquem-me metaforicamente.

O melhor de os dias terem aquecido é o meu apetite voraz acalmar. Com frio, estou sempre com fome. Com calor, fico satisfeita com muito pouco e saciada durante horas. Sinto-me com mais energia e tudo parece mais fácil. Tudo. Não sei se isto acontece só comigo ou se há mais quem partilhe da sensação. Naturalmente, o nosso organismo precisa de mais energia para enfrentar as temperaturas baixas mas, no meu caso, é um exagero.

Todos os dias acordo mais cedo para poder tomar um bom pequeno almoço, sentada e sem correrias. Ainda assim, o pequeno almoço de sábado tem um encanto especial e é o meu preferido. Poder acordar mais tarde sem despertador não tem preço e, mesmo que muitas vezes não o faça, a liberdade de poder fazê-lo é tão boa!

Tenho andado a devorar overnight oats (como as da fotografia)- que não têm propriamente um nome em português que seja uma boa tradução, mas podem chamar-lhes "papas de aveia adormecidas", como faz muita gente. Há milhentas possibilidades e são mesmo boas e fáceis de preparar. São saudáveis e muito saciantes, além de se conservarem 2 ou 3 dias no frigorífico - e por isso bastar o tempo de uma preparação para se despacharem logo 2 ou 3 pequenos almoços.

Bom fim-de-semana!


domingo, 8 de janeiro de 2017

Pavlova de maracujá



Já tinha saudades. Pavlova de maracujá era a sobremesa mais assídua nas festas e refeições especiais cá em casa durante um tempo mas agora não a fazia há anos. Esta semana comprei maracujás e apeteceu-me recriar esta maravilha. Nem me lembrava do bom que fica o contraste entre o doce do merengue e o ácido do maracujá! Não devíamos esquecer-nos de coisas assim. Um hábito a retomar (de vez em quando, pelo menos!), sem dúvida!

Pavlova de maracujá

3 claras
12 colheres de sopa de açúcar
1/2 vagem de baunilha
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de chá de vinagre de sidra
200 ml de natas
1 colher de chá de açúcar
5 maracujás

Alterei um bocadinho as quantidades (e alguns ingredientes) mas a preparação é a mesma que descrevi aqui, na primeira vez que a fiz. Continuo a recomendar. Muito.





sábado, 17 de dezembro de 2016

uma casa portuguesa



Demolhar demoradamente grão e bacalhau, mudar as águas umas quantas vezes, lavar e cortar uma gigante couve portuguesa, cozer tudo em separado (mas acrescentar uns ovos biológicos bem amarelinhos no centro) e depois servir com muito azeite, cebola e salsa. Acompanhar com broa de milho e um vinho tinto do Dão. Dia ganho.

Cá em casa somos muito portugueses nisto, não precisamos de emigrar para passar a dar valor aos pratos tradicionais. Mas é impossível ter uma refeição assim na mesa e não nos lembrarmos com muito carinho e saudade de todos os amigos que, pelas mais diversas razões, vivem agora noutros países. Sabemos as saudades que têm disto. É duro, gente, estamos convosco!

domingo, 20 de novembro de 2016

prioridades: comer bem e devagar



Os meus almoços nos dias úteis são sempre tardios (por volta das 15h ou 15h30, às vezes mais tarde). Podia almoçar mais cedo se não fizesse questão de me sentar e comer devagar, mas faço. Tenho tentado preparar sempre refeições rápidas e saudáveis mas já estou a assustar-me por antecipação com a chegada do frio a sério. No Inverno não apetecem tanto as saladas frias e sou muito menos criativa. Começam a apetecer-me pratos que demoram muito mais tempo a preparar...

Podemos saltar já para a Primavera? Vá lá!

Salada de quinoa branca com alface, manjericão, ovos cozidos, mini-tomates chucha, azeitonas e mozzarella

sábado, 19 de novembro de 2016

tech-free por uns dias



O meu telemóvel deixou de funcionar no sábado por causa de uma queda (passo a vida nisto!) e estive quase toda a semana sem o substituir.
Acho sempre graça a passar uns dias sem telemóvel para perceber se ainda sei viver sem este excesso de tecnologia à nossa volta. Gosto muito da liberdade que se começa a sentir ao fim de 2 ou 3 dias (no início só temos a sensação de que o mundo nos está a passar ao lado). Ganhamos muito tempo. Os dias parecem mais longos.

É um bom exercício, recomendo.


domingo, 23 de outubro de 2016

pró-BIO



Sempre dei muita atenção aos ingredientes que entram cá em casa (só não controlo todos porque a casa não é só minha e eu não sou assim tão bossy - ainda por cima, com o tempo, ele tem vindo a descobrir um certo talento para a cozinha...) e apesar de ter fases em que não cozinho propriamente as receitas mais saudáveis do mundo, pelo menos os ingredientes são os melhores. Razão pela qual, mais facilmente como demais e me excedo em casa, do que fora. Sei o que tenho no prato!

Tenho vindo a aperceber-me que a questão de o gosto se educar é muito real. Cada vez mais me apetecem os alimentos que sei que me fazem bem e menos os que não acrescentam nada.

Não vão ver-me para aqui a agitar bandeiras a favor ou contra determinado alimento (tenho muito pouca paciência para as modas alimentares e as palermices de agora meio mundo ter a mania que é alérgico ao mesmo) mas tenho a certeza que a melhor dieta alimentar é a mais variada possível e que todos devíamos poder comer bio. Tudo bio. Nenhum alimento é bom em excesso e também nada faz assim tanto mal em doses pequenas (excepto em casos muito específicos de doenças, claro), mas tudo devia ser bio. E, sempre que possível, devíamos ter tempo para fazer em casa de raiz e fugir dos alimentos processados (e dos rótulos com muitos ingredientes!).

Há tanto a fazer e tanta coisa que pode melhorar! Por exemplo, não concordam que os restaurantes portugueses servem doses individuais que chegam para 2 a 3 pessoas? E que se servissem quantidades racionais e aproveitassem bem o potencial dos alimentos, podiam usar produtos de melhor qualidade e continuar a ter lucro?

Conhecem/recomendam restaurantes que SÓ usem produtos provenientes de agricultura biológica?



terça-feira, 13 de setembro de 2016

comer melhor, viver melhor



Associamos a Setembro o regresso dos miúdos à escola, o nosso ao trabalho e o de toda a família às rotinas. Para mim, este ano está a ser completamente diferente. Setembro trouxe-me sítios para descobrir, novos horários, pessoas para conhecer e, por enquanto, muito pouca rotina.

Uma das melhores coisas que estou a redescobrir é o prazer de poder voltar a fazer as minhas refeições em casa. É tão bom podermos escolher, sabermos de onde vêm e confiarmos na qualidade dos ingredientes que nos chegam à mesa. Se for descobrindo receitas que valham realmente a pena, partilho convosco. Vamos a isto?



segunda-feira, 11 de julho de 2016

brunches, lunchiners, ou o que for...




O pequeno-almoço tardio generoso, que de "pequeno" não tem mais nada além do nome, e que substitui logo o almoço, é uma das minhas refeições preferidas. Chamam-lhe brunch e, desde que passámos a atribuir-lhe um nome, parece que ficou mais famoso. Só que não, ele já existia... era o pequeno almoço de fim de semana ou das férias, aquela refeição maravilhosa de quem não precisa de olhar para o relógio nem de se justificar por estar a comer ovos com salmão fumado ao pequeno almoço.

Com nome estrangeiro importado ou não, eu gosto muito de brunches, lunchiners e todas as outras fugas à rotina que me sugiram férias, nem que seja durante uma ou duas horas, num sábado quente entre duas semanas de trabalho. Vale a pena!

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