quarta-feira, 27 de maio de 2020

já podemos acordar?



Finalmente, entreguei a declaração de rendimentos para efeitos de cálculo do IRS. É uma dor de cabeça anual que tenho (porque a nossa é bastante chata e não vem pré-preenchida), por isso vou adiando. Já está. Menos um peso sobre os ombros. Nem acredito. Agora era só amanhã acordar e esta pandemia ter sido apenas um pesadelo para a vida estar uma maravilha. Mais de 30 graus, o Verão a chegar e a declaração de IRS entregue - isto sem covid era até bom demais para ser verdade.

sábado, 28 de março de 2020

receita para tempos de emergência (e todos os outros)



O Couscous (ou Cuscus, como preferirem) tem estado no meu top de preferências culinárias dos últimos dias. Muito graças à receita base, tão simples mas tão deliciosa, da Marta Horta Varatojo. Se o couscous não faz parte da vossa alimentação habitual (mas mesmo que faça!) dêem uma oportunidade a esta receita e vão ver que é uma descoberta muito boa. É saboroso, nutritivo e muito prático por ser tão rápido de preparar. Além disso, também fica óptimo depois de frio em refeições subsequentes. Couscous de qualidade, se possível bio, faz toda a diferença. E é uma verdadeira refeição de conforto, como receber um abraço (em tempos de distanciamento social).



terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Dia da Panqueca


É hoje o Dia da Panqueca, cá em casa houve panquecas. Fui adaptando a receita ao longo dos anos e agora é mais frequente usar farinha de espelta. Também já aprendi que se deve usar manteiga sem sal e acrescentar sal marinho. De resto, por mais variações saudáveis que apareçam, nada bate a velhinha receita clássica e vou regressando a ela de vez em quando.

Para aproveitar muitas groselhas que tinha no congelador (desde o final do Verão passado, quando foi a época delas), fiz geleia de groselha e ficou uma maravilha. Combinação aprovada.

Feliz Dia da Panqueca!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

perspectiva


É sábado e estou de folga. Desde que comecei a ter de trabalhar alguns sábados, a minha perspectiva acerca dos fins-de-semana mudou muito. Mudou muito também a minha atitude para com os profissionais com quem me cruzo fora de horas, quando não estou a trabalhar mas eles estão. Antes era uma idiota. Vivi a maior parte da minha vida a assumir que os serões e os fins-de-semana eram uma coisa boa garantida. Sabia que não era assim para toda a gente mas agia como se fosse (desligava o cérebro para isso). E sentia como se fosse. E tanta gente trabalha fora de horas! Se acordamos às 6h da manhã e ainda estamos a preguiçar por casa mas ligamos a rádio ou a TV, há quem esteja lá em direto para nos animar a manhã ou contar as novidades do dia (e muitos mais escondidos para que esses cheguem até nós). Farmácias, hospitais, quartéis de bombeiros, restaurantes, padarias, grande parte da indústria, algumas lojas, mercados... tudo a funcionar para que uns quantos privilegiados achem que a sexta-feira à tarde é o momento mais incrível da semana!

domingo, 19 de janeiro de 2020

amúos de janeiro



Janeiro é o mês de que menos gosto no ano inteiro. É um mês frio, húmido, com dias curtos e que passo cheia de alergias, tosse, dores de garganta, catarro... envelheço 10 anos todos os invernos. O Natal já passou, falta demasiado para o Verão e, se não fossem dias como o de hoje - em que o Sol e céu azul através das janelas nos fazem acreditar que talvez esteja um bocadinho calor lá fora - eu desesperava.

Amanhã é o tal dia, a segunda-feira mais temida do ano. A "blue monday" é um mito, uma ideia fabricada e, ao que parece, não existe um dia mais deprimente do ano. Mas, convenhamos, a existir teria mesmo de ser uma segunda-feira e, sim, teria de ser em janeiro. Cada vez mais pessoas optam por marcar férias em janeiro e viajar para o hemisfério sul. Nunca consegui e acho que preciso de qualquer coisa assim para me reconciliar com esta altura do ano. Estou constipada desde o dia 23 de dezembro. O meu corpo não está adaptado a temperaturas abaixo dos 26ºC. E eu sei que todas as estações do ano são importantes e muito necessárias mas a teoria é uma coisa muito bonita e a vida real é outra história.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

sobretudo sobre nada



Na vida, tenho a sensação de controlamos muito pouco do que nos acontece. Podemos, até certo ponto, escolher o que fazer ou como nos queremos sentir apesar das nossas circunstâncias, mas não controlamos muito. Reagimos. Ou não. Seguimos caminho. Ora, se a vida já nos prende e condiciona tanto, qual é o interesse de nos auto-condicionarmos naquilo em que podíamos ser livres? Acho que é muito por isso que este blog continua a ser esta seca confusa e sem objetivo. Sobretudo, sobre nada.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

volver



Aquela altura mais nostálgica do ano a chegar e lembro-me que em tempos tive um blog. Passo cá e deprimo um bocadinho com este abandono, a falta de critério recente... enfim. Abro a janela para escrever um novo post e sai isto que aqui vai. Esta espécie de lamento arrastado e melancólico. Eu garanto-vos que não sou esta pessoa. Até posso ser pior mas, seguramente, não sou esta. Devia dar a volta, ter um propósito, saber ao que venho (e dizer ao que venho). É isso, acho que devia saber para que serve o erva cidreira, ter um objetivo. Tipo: aqui encontram receitas assim e assado. Ou sugestões de não sei o quê. Ou então não. Isto do registo confessional meio "querido diário" é um tédio. Peço desculpa. Vou pensar o que fazer e já vos digo. Depois vocês decidem se estão para me aturar. Eu, hoje, não estou.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

aproveitar enquanto dura



Ontem e hoje tivemos direito a um oásis de calor em fevereiro. Apesar destas extravagâncias meteorológicas não serem bom augúrio para a saúde do planeta, a verdade é que sabem bem. O inverno é tudo de mau, desculpem lá. É um mal muito necessário, bem sei.

Luto mesmo para conservar a minha sanidade mental nos dias frios. Na maior parte das vezes, perco-a.

Portanto: Bem vinda, Primavera! Sei que não vieste para ficar, mas ainda bem que vieste.



domingo, 3 de fevereiro de 2019

princípios e telas em branco



Gosto de mudanças de casa. Se calhar sou a única. Ouço muita gente dizer que odeia mudanças. Eu sei que encaixotar a vida toda, carregá-la e ter de limpar tudo a fundo em duas casas é um horror. Dá muito (muito, muito, muito) trabalho, é cansativo e esgotante - em particular para acumuladores nada minimalistas como nós. Mas tenho saudades de mudar de casa. Se calhar habituei-me. Gosto da novidade dos recomeços e descobertas. Voltar a encontrar o sítio certo para cada objeto. Abraçar novas vistas, criar novas rotinas. Os recomeços são cheios de esperança. Talvez para o ano.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

local, sazonal, biológico, sem necessidade de rótulos e sem embalagens




Gosto de boa comida. Não necessariamente em quantidade, mas sou exigente na qualidade. Cá em casa, ambos gostamos de cozinhar e quem cozinha sabe que os ingredientes certos fazem toda a diferença. Acredito que "ser barato" não deveria nunca ser o critério quando falamos de alimentos - coisas que vão literalmente fazer parte do nosso corpo (e sim, neste contexto posso usar "literalmente" sem estar a ser ursa. Vão mesmo literalmente entrar nas nossas células e fazer parte de nós). Prefiro comprar menos, mas o melhor, do que trazer para casa coisas que não vão fazer bem a ninguém. E isto não implica necessariamente gastar mais. Felizmente, por enquanto, os melhores alimentos até são quase sempre os mais acessíveis. E isso é tão bom! Ainda por cima, quando escolhemos o que é local e sazonal, estamos a poupar o ambiente da poluição desnecessária dos transportes, a promover a economia da nossa região, a adquirir alimentos mais frescos e os mais saudáveis nessa altura do ano para o clima específico dessa zona geográfica. Uma opção, tantas implicações! Até parece fácil. Acho que muita gente não faz ideia de como se poderia sentir bem e ficar doente menos vezes se comesse só um bocadinho melhor. Os alimentos a sério não nascem com rótulos de ingredientes estranhos. Mas é possível que isto seja só eu armada em moralista e todos sabemos que não há paciência (nem espaço!) para mais moralistas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Inverno, a quanto obrigas!



Com o frio que faz na rua, Janeiro é o mês em que menos me apetece sair de casa. Todas as alternativas a sair e congelar ou apanhar uma chuvada, me soam apelativas.

Muito logicamente, esta é também a altura do ano em que realmente apetece mexer em lãs e ficar perto de tecidos quentinhos. Encontrei uns novelos nacionais Ecofriendly que são 100% lã, em cores lindas, e têm sido uma companhia do caraças estas semanas. Uma das coisas que fiz (a mais simples) foram capas destas para sabonetes. Comprei sabonetes de alfazema com manteiga de karité, sem aditivos ou químicos de síntese nocivos e desnecessários, para rechear as capas de lã pura e isto é o esfoliante mais eficaz que já se viu. E perfumado! E amigo do ambiente e da pele. E bonito, vá! Estou orgulhosa da ideia.

2019



Estamos em janeiro, sinto que ainda não é completamente ao lado desejar-vos um bom ano novo a todos. Já cai mal, sejamos honestos, mas ainda é tolerável se forem boas pessoas e o dia vos tiver corrido bem. A mim está a correr. É dia de folga. Esse conceito que me foi estranho durante toda a vida e agora aprendi a apreciar. Era uma daquelas pessoas que deliram com as sextas-feiras à tarde. O prenúncio de dois dias inteirinhos de "total" liberdade é uma das coisas mais bonitas da vida. Agora trabalho muitos sábados e estou a aprender a apreciar outras coisas igualmente mágicas: como a folga num dia útil.

Que 2019 seja como um dia de folga ou a véspera de alguma coisa que se deseja muito! Aproveitem bem.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

a árvore do ano passado




Sou uma pessoa do verão e do calor. A menos de 26ºC entro em hipotermia, por isso não sou o melhor exemplo a lidar com os meses frios. O pior é que o frio verdadeiro ainda nem se faz sentir, o inverno ainda não chegou e eu já estou farta dele há semanas! O que traz a estes meses do final do ano alguma distração e ilusão de aconchego são as luzinhas (as mantas e malhas não são ilusão) e por isso estou a aguentar-me para não montar uma árvore de Natal já em Novembro. Não seria a primeira .

Árvore de 2017



acerca do equilíbrio




Comer pode ser um prazer mas, em última análise, os alimentos são o nosso combustível. Quando nos esquecemos dessa função essencial de nutrição e nos focamos apenas no prazer, acabamos por alimentar-nos de forma errada (acho que isso acontece em todas as áreas da vida, à mesa é só mais uma). Nós asneiramos bastante. E às vezes nem é por gulodice ou descontrolo, é só pela estética do momento. Que mesa é que não fica melhor com vinho? Que mesa não fica mais composta com pão e "entradinhas"? Que mesa não nos parece mais completa se houver sobremesa?

O frio lá fora também não ajuda.

O equilíbrio é tão difícil e tão necessário (a todas as áreas da vida).

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bodas de Cristal



Casámos há 15 anos. Completam-se hoje que, curiosamente, é Dia Mundial dos Animais. Casar, aprender a viver casado e continuar casado, é comparável a domar um animal selvagem. A efeméride não fica a despropósito. Tem sido tão bom e tão mau! Tão maravilhoso e tão terrível! Amo-o muito mais hoje do que em 2003 e não imagino a minha vida sem ele. É o melhor companheiro de viagem que poderia desejar. Deus foi muito engenhoso quando nos juntou. E é isto. Até daqui a mais 15!

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