quinta-feira, 8 de novembro de 2018

a árvore do ano passado




Sou uma pessoa do verão e do calor. A menos de 26ºC entro em hipotermia, por isso não sou o melhor exemplo a lidar com os meses frios. O pior é que o frio verdadeiro ainda nem se faz sentir, o inverno ainda não chegou e eu já estou farta dele há semanas! O que traz a estes meses do final do ano alguma distração e ilusão de aconchego são as luzinhas (as mantas e malhas não são ilusão) e por isso estou a aguentar-me para não montar uma árvore de Natal já em Novembro. Não seria a primeira .

Árvore de 2017



acerca do equilíbrio




Comer pode ser um prazer mas, em última análise, os alimentos são o nosso combustível. Quando nos esquecemos dessa função essencial de nutrição e nos focamos apenas no prazer, acabamos por alimentar-nos de forma errada (acho que isso acontece em todas as áreas da vida, à mesa é só mais uma). Nós asneiramos bastante. E às vezes nem é por gulodice ou descontrolo, é só pela estética do momento. Que mesa é que não fica melhor com vinho? Que mesa não fica mais composta com pão e "entradinhas"? Que mesa não nos parece mais completa se houver sobremesa?

O frio lá fora também não ajuda.

O equilíbrio é tão difícil e tão necessário (a todas as áreas da vida).

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bodas de Cristal



Casámos há 15 anos. Completam-se hoje que, curiosamente, é Dia Mundial dos Animais. Casar, aprender a viver casado e continuar casado, é comparável a domar um animal selvagem. A efeméride não fica a despropósito. Tem sido tão bom e tão mau! Tão maravilhoso e tão terrível! Amo-o muito mais hoje do que em 2003 e não imagino a minha vida sem ele. É o melhor companheiro de viagem que poderia desejar. Deus foi muito engenhoso quando nos juntou. E é isto. Até daqui a mais 15!

sábado, 11 de agosto de 2018

Ser croma é pensar coisas destas. Pior é escrevê-las para toda a gente saber.




Nos meses de Verão, até a luz é melhor! Como é que uma pessoa consegue montar um puzzle se não tiver luz natural decente? Não consegue. Viva o Verão!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Quadrados de millet tufado






Achei que era o dia de voltar. Estava com saudades.



Ainda não tive férias este ano. Aliás, mudei de trabalho no finalzinho de Fevereiro e, legalmente, ainda nem sequer tenho direito a férias para já. Para quem passa o ano inteiro a sonhar com a praia, o Sol e tempo de qualidade... isto é duro, gente!




A minha técnica de sobrevivência passa por fingir que os finais de dia (quando não são passados a trabalhar) são férias. Ajuda muito! Sou fácil de enganar (principalmente quando quero muito, muito ser enganada). Finais de dia a passear, numa esplanada, em fugida até à praia, a jantar num sítio diferente, cocktails na varanda... tudo serve. Até experimentar receitas novas divertidas, como estes quadradinhos de millet puffs. Muito fáceis, muito bons e relativamente saudáveis. Aliás, a receita é do livro "Nem acredito que é saudável", da muito querida Sara Oliveira (autora do blog com o mesmo nome do livro) que tive o prazer de conhecer durante os meus tempos na Maria Granel. Os quadradinhos ficam uma delícia mas não precisam de acreditar em mim: experimentem vocês e comprovem.




Entretanto, vamo-nos encontrando mais por aqui.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

inverno a ser inverno, precisa-se





Está verdadeiramente frio. Completa-se este ano uma década desde que viemos morar em Lisboa e não tenho memória de dias tão frios como estes por cá. Também não me lembro de um ano em que chovesse tão pouco e isso, apesar de me saber bem, tem-me preocupado cada vez mais. As barragens estão todas no limite, precisamos de água nos rios e de chuva para purificar o ar. Já falta pouco mais de um mês para chegar a Primavera!

Alguém por aí que conheça a dança da chuva?



sábado, 20 de janeiro de 2018

inverno




Hoje acordei e, enquanto orientava o pequeno almoço, fui para a janela fazer bolinhas de sabão. É bom ser um bocadinho criança. O dia está mesmo a pedi-las.

É sábado e o Sol está maravilhoso, 'bora ignorar o frio e ir para a rua?!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

almofadinhas com alfazema



Antes de mais, bem vindos a 2018! Estamos cá todos.
Tenho andado desaparecida daqui mas muito produtiva (e semi-prendada, vá!). Foi um final de ano muito bom - com muito trabalho mas também com muita família.

No coração do Inverno, os dias parecem mais curtos e os serões mais longos (provavelmente porque saímos menos de casa). O tempo continua a ser um recurso escasso e precioso mas tenho tentado usá-lo o melhor que sei. Comecei este ano como terminei o anterior: a costurar, bordar, tricotar e crochetar em grande ritmo... e a adorar fazê-lo! Mesmo coisas simples como estas mini-almofadas de alfazema para colocar em gavetas ou pendurar nos roupeiros (sabiam que a alfazema repele as traças e o seu aroma ajuda a relaxar e chamar o sono?) são um prazer enorme de fazer com as nossas próprias mãos. Apanhei as flores de alfazema no Verão, sequei-as à sombra cá em casa e têm um aroma muito mais intenso do que as que se encontram à venda. Nunca mais é Verão outra vez!  ;) Falta muito?







terça-feira, 28 de novembro de 2017

respigar


A zona onde trabalho tem várias casas com jardins e quintais grandes bem tratados. No final da Primavera e início do Verão, muitas árvores foram podadas e quase todos os dias encontrava ramos giros e flores em montes à beira dos passeios à espera de serem recolhidos. Eram lixo para quem os tinha descartado mas eu via potencial em muitos deles. A questão prática é que não dava para andar a recolher braças enormes e galhos de árvores, arrastá-los pela rua e levá-los para o trabalho. Até ao dia em que calhou estacionar o carro mesmo ao lado de um monte destes ramos maleáveis de um salgueiro-chorão. Vocês não têm ideia da quantidade de coroas que fiz! À vontade umas 30! Tenho-as usado para tudo e levado para todo o lado, são muito bonitas só por si mas também são muito versáteis porque podemos entrelaçar nelas todo o tipo de verdes, flores ou fitas e criar coroas únicas. Fica a ideia, para o caso de terem um quintal ou também passarem a vida a encontrar tesouros na rua.






domingo, 26 de novembro de 2017

aproveitando o embalo


É possível (e altamente provável) que esteja a exagerar na quantidade de posts que podia bem ter escrito espaçados ao longo do mês em vez de todos de rajada neste serão. Apeteceu-me hoje. E é tão bom escrever com vontade! Mesmo que sejam disparates.

Ora, queria partilhar convosco uma coisa tão boa quanto simples - e essas são quase sempre as melhores!

Ando apaixonada por vegetais no forno. Todos e quaisquer vegetais (aliás, podem incluir fungos também - porque os cogumelos ficam deliciosos assados!), desde que comestíveis, são uma maravilha no forno. Mas, para simplificar, deixo-vos uma ideia prática para experimentarem esta semana - caso não sejam já muito fãs disto, como eu.



Couve-flor assada

Basta lavarem bem e separarem os floretes de couve-flor (aqui usei uma branca e uma roxa, mas qualquer uma fica boa) e colocarem-nos num tabuleiro regados com azeite, sal marinho e cominhos em pó.  Só isto! Podem ser generosos com os cominhos. Assem até os talos começarem a ficar bem tenros e tudo a caramelizar. Uma taça bem cheia disto e sou uma miúda feliz.

Podem também guardar alguns floretes mais bonitinhos para enfeitar e triturar todos os outros para obterem um creme de couve-flor delicioso (usar uma bocadinho de leite - pode ser vegetal - para obter a consistência cremosa que se preferir). E é só isto!  Uma das melhores sopas que há. Delicioso de qualquer maneira, só vos digo!




low maintenance me


@elsabillgren

Encontrei esta cozinha num instagram que é de sonho e podia mudar-me já para lá. É tão simples e informal, sem nada muito elaborado, nada moderna... mas mesmo como gostava que fosse a minha! E, vamos lá ser sinceros, não é difícil ter uma cozinha assim! Nada aqui é propriamente proibitivo. É tão bom ter gostos acessíveis!

casa com aroma natural de pinho





Nunca tive uma árvore de Natal artificial em casa dos meus pais e, por isso, muito naturalmente, nunca me apeteceu ter uma em nossa casa. A ideia de um monte de plástico e arames no meio da sala provoca-me alguns arrepios. Até há alguns pinheiros artificias bonitos, concedo. Mas esses são caríssimos (ainda por cima gosto deles altos!) e depois nunca saberia bem onde o guardar de uns anos para os outros (mesmo desmontados ocupam bastante espaço) e, por isso, vou continuando a ter verdadeiros, com raiz. Uns pegam no solo depois do Natal e sobrevivem, outros nem por isso... mas são óptima lenha para a lareira. E, entretanto, cheira tão bem a pinheiro na nossa sala!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ponto Jasmim - corrida de obstáculos em crochet



Não pegava numa agulha de crochet há vários meses. Esta semana cruzei-me no Pinterest com fotografias deste Ponto Jasmim e resolvi dar uma hipótese ao tutorial em espanhol (!) do vídeo no link. É mais difícil do que esperava - na primeira vez que olhei para ele pensei que não devia custar nada a fazer, estava mesmo enganada! Mas depois de se perceber a lógica é muito giro e até custa parar! Acho que até estou a gostar mais disto precisamente por não ter sido fácil à primeira. Não faço a mais pequena ideia do destino que hei-de dar ao que está a sair daqui, mas o ponto é bem giro, não é? Ou se calhar não é e são só os meus olhos maternais depois de um parto difícil! ;) Se também gostam de desafios, recomendo! Experimentem.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

alguma coisa parece não bater certa




Sei que nós temos memória curta e uma tendência para dramatizar. Por "nós", podem entender "humanos", "mulheres", "portugueses" - o que preferirem! - porque as generalizações valem o que valem (muito pouco). Mas apercebo-me muitas vezes da minha própria memória curta em vários contextos - quer quando encontro textos que escrevi na adolescência e que sou incapaz de me imaginar a escrever, como quando percebo que a minha memória seletiva dourou acontecimentos concretos do passado. Ora, um blogue que escrevemos há anos (este tem mais de 11, imaginem!) tem esse lado bom de nos trazer a verdade à memória por permitir que recorramos aos arquivos e facilmente confirmemos como era a vida em meses e semanas de outros anos (com um bocado de paciência, há outras redes sociais que permitem o mesmo).

Hoje estava a almoçar uma salada na varanda, com manga curta, cheia de calor, e não há como não ter a sensação de que alguma coisa não está bater certa. É quase Novembro! É normal estarem mais de 30ºC no final de Outubro? Por saber dessa tendência para esquecer depressa, pensei que talvez sim, talvez não fosse assim tão absurdo nem tão diferente dos últimos anos. Fui tentar confirmar. Já encontrei um 5 de Novembro em que escrevi "enquanto o frio a sério não chega" mas as mantinhas, os pratos de forno, as botas e os casacos das fotografias de Outubros passados, fazem-me suspeitar que, apesar dos céus azuis com Sol a brilhar intensamente, não é mesmo nada normal estar tanto calor. Claro que é assustador! Não é inesperado mas os efeitos do aquecimento global são daquelas previsões que, no fundo, desejávamos com muita força que não se confirmassem. E têm-se confirmado. Não param de se confirmar.



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ritmos




Não sei como é convosco mas por aqui os dias têm chegado na catadupa habitual. Parecem-me sempre demasiadas as coisas para fazer em tão pouco tempo. Sinto que na cidade o relógio não dá tréguas. Como não quero passar os dias inteiros a correr, decidi correr o dobro durante parte do tempo para depois poder abrandar e aproveitar bem e com calma a outra parte. É uma estratégia como qualquer outra. Não é perfeita, mas estou a testá-la.

caril de chocos à casa

O jantar, mesmo quando é improvisado, encaixa na melhor parte do dia.

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