Este ano, uma vez mais, agradecemos juntos. Na quinta-feira passada, celebrou-se em vários países o Thanksgiving. Na Igreja Baptista da Graça, juntámos-nos para jantar e pudemos ouvir contar a História que deu origem a esta celebração. Foi tão bom!
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domingo, 27 de novembro de 2016
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Natal 2015
(Fotografias desfocadas tiradas com o telemóvel. Dêem-me o desconto!)
Estou em férias desde quinta-feira e tem sido tão bom (e estava a precisar tanto!) que até me esqueci que tinha um blog! O tempo tem sido gerido entre algumas das coisas que mais prazer me dão (como cozinhar para uma casa cheia, ler de manhã, ver filmes pela noite dentro, fazer embrulhos, decorar mesas, pintar frascos, fazer biscoitos...) e outras que nem por isso (arrumações, limpezas, viagens longas de automóvel...). Se quiserem a receita destes biscoitos, é a mesma que inventei há uns anos e encontram-na aqui.
Com ou sem férias, desejo que o vosso Natal tenha sido muito bonito.
"É que um menino nos nasceu, um Filho nos foi dado. Deus colocou a soberania sobre os seus ombros. Os Seus títulos são: Conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da paz. Ele vai alargar o Seu domínio e governar em paz total, sobre o trono de David e sobre o seu reino. Vai estabelecê-lo e consolidá-lo com a justiça e o direito, desde agora e para sempre. É isto mesmo que vai realizar o Senhor do Universo, com todo o zelo." da Bíblia Sagrada, no livro de Isaías 9:5-6
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
abrandar a vida até à velocidade certa
Uma das coisas que muita gente esquece na correria dos dias é que tudo conta. Eu também me esqueço. Não há nada no nosso dia, por mais insignificante, que não contribua para, no final, sentirmos que foi um bom dia. O despertador que não toca, o elevador que não vem, o fecho que encrava, o salpico de café na camisola mesmo antes de sairmos, a vizinha que não responde quando a cumprimentamos, o vento que nos vira o guarda-chuva, o carro que não pega. São tantas as coisas que começam a condicionar o nosso dia logo de manhã! Mesmo que não sejam necessariamente nenhuma das anteriores, existem e são detalhes. Mas contam. São mesmo minhoquices porque, na verdade, muitos de nós nem fazemos ideia do que são problemas a sério. Quem sabe o que são problemas a sério, vê os seus dias menos condicionados por ninharias... mas elas não deixam totalmente de pesar na balança.
Da mesma maneira, as coisas boas também pesam. Equilibram. É por isso que eu tento lembrar-me tantas vezes da importância dos pequenos gestos de amor, aqueles insignificantes, que à primeira vista parecem perda de tempo. Prepararmos um pequeno almoço bonito para a família à mesa e com velas num dia de semana parece uma parvoíce. Tanta coisa para fazer, uma correria contra o tempo - e em casas com crianças, então, nem se compara a azáfama! Mas tentem por um dia. Só um dia! A toalha bonita pode ficar na mesa já no dia anterior à noite. Tudo o que não precise de frigorífico ou de ser preparado na hora também pode ficar já na mesa. Vão buscar um castiçal ou umas velas simples pequeninas e os guardanapos de pano. De manhã: cereais, torradas, café, fruta... e está feito. Bastam 10 minutos juntos à mesa - sentados mesmo - e o dia vai ser todo melhor!
Para mim, é também o momento ideal para agradecer a Deus mais um dia de vida e confiar n'Ele para tudo o que ainda esteja por vir.
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sábado, 4 de abril de 2015
o oásis que está a ser esta Páscoa
Os dias têm estado maravilhosos em Lisboa, com céu azul e temperaturas a rondar os 30ºC. Porque este é literalmente "Sol de pouca dura", tenho desfrutado muito da nossa varanda, aproveitado para ser turista na cidade em que vivo e andado muito a pé. O que gosto mais nestes dias de calor e luz é como me mostram que preciso de tão pouco para ficar de medidas cheias. Andar a pé e prestar atenção ao que nos rodeia é gratuito e não sujeito a taxas ou impostos. Poucas coisas sabem e fazem tão bem. Apreciar o silêncio, reconhecer a nossa insignificância e agradecer a Deus por tudo.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Natal 2014
A espera...
O pequeno almoço de dia 24, em família:
O início da preparação para o jantar:
A manhã do dia de Natal:
A tarde do dia de Natal:
Não há fotografias dos outros momentos (nem sequer da mesa posta!) porque estava ocupada a vivê-los e nem me lembrei de mais nada. Acho que é bom sinal!
Espero que o vosso Natal também tenha sido bom. Obrigada a quem, de diferentes formas, nos fez chegar bons desejos, retribuo-os em dobro! Beijinhos!
"Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.
E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo:
é que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." Lucas 2:8-11 (Bíblia Sagrada)
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domingo, 30 de novembro de 2014
1º domingo do Advento
Este tempo que antecede o Natal é, para mim, um tempo de muita calma e paz. Altura de recolhimento, silêncios, abrandamento, contemplação. Advento é espera atenta e é esperança viva. É mais ou menos o oposto da forma como quase toda a gente à minha volta parece insistir em viver o Natal. Nem sabem o que perdem!
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sábado, 18 de outubro de 2014
12 meses no calendário
Chegados ao décimo mês do ano, 5/6 de 2014 já passaram por nós!
Janeiro é o famoso mês das resoluções, dos recomeços. É também, frequentemente, o mês em que essas mesmas resoluções caem por terra. Mês do regresso à realidade a que se segue o Fevereiro cheio de depressões e em que toda a gente já desespera pela Primavera que ainda demora a chegar. Passa um par de meses e as "limpezas de Primavera" são um clássico. É incrível a quantidade de artigos com sugestões, dicas e listas que se encontram online a propósito disso.
Depois vem aquela altura do ano em que toda a gente parece obcecada com o corpo e vem a avalanche das dietas milagrosas e dos exercícios infalíveis. Mil e uma propostas por todo o lado.
Passa o Verão. Ai que saudades do Verão!
Chega Setembro e muita gente que se rege pelo calendário escolar fala novamente em "início do ano". Apesar de trabalhar num colégio, não consigo ver Setembro como um início, para mim é o final do Verão e por isso é mais um mês. Começam os bombardeios com coisas natalício-comerciais misturadas com o execrável halloween e só tenho vontade de hibernar. Cá em casa não há lugar para o halloween nem para o natal comercial.
Novembro é o mês de fazer merendeiras para oferecer no Dia do Pão por Deus e tempo de gratidão e Thanksgiving. Em Outubro, apesar do mês já ir a meio, estou a pensar instituir as "revoluções de Outono". Uma espécie de "Limpezas de Primavera" mas mais profundas. Sinto que tudo cá em casa pede renovação. Estou um bocadinho cansada de ver as coisas erradas nos sítios errados. Preciso de uma revolução. E como a palavra tão bem expressa, não é nada superficial, revolucionar é mudar mesmo: substituir móveis, pintar tectos, alterar candeeiros, deitar fora tapetes, acrescentar almofadas, trocar os sítios. Mudar! E daqui a um mês e meio, aí sim, podemos começar a falar de Natal, mas do Natal com maiúsculas e que não tem nada a ver com velhos gordos de barbas, doces, família ou presentes. É claro que guardo muito boas memórias dos últimos Invernos, dos jantares passados em família, das coisas bonitas que apetece oferecer a quem se gosta, da criatividade que chega quando as noites se alongam e a chuva e o frio convidam a serões em casa com as pessoas mais aconchegadinhas umas às outras... tudo isso é bom, mas o Natal não é isso. O que celebramos todos os anos com renovado entusiasmo é a verdadeira história do Natal: o facto de Deus ter habitado entre nós e se ter dado em Jesus para realizar a maior (e mais dura) história de reconciliação que alguma vez existiu. Só assim é que pode (e deve) ser Natal o ano inteiro!
terça-feira, 29 de abril de 2014
parentalidade e tabús pessoais
No mundo dos blogues há muita maternidade. Muita paternidade. Muita parentalidade. Em alguns sítios até demasiada. Discute-se tudo até ao ínfimo detalhe, toda a gente tem opiniões e muitos as debitam constantemente. Não sou mãe, logo, por razões óbvias, não é um tópico que me chame particularmente a atenção. A rúbrica Motherhood Mondays da Joanna Goddard é das poucas que leio porque vem no meio de vários outros temas genéricos que me despertam uma espécie de curiosidade sociológica. A mais recente entrada nesse tópico teve uma colaboração da Mara Kofoed de A blog about love e abordou o inesperado "What if you can't have a baby?".
Não me identifico com a autora em vários aspetos, nem encaro as questões da mesma forma, porque não acredito que nós humanos sejamos a medida de todas as coisas, nem que as respostas estejam dentro de nós. A minha fé leva-me num percurso distinto. Sinto-me em paz e cultivo a gratidão pela minha vida como ela é - e não como eu gostaria que fosse. É por isso que me identifiquei muito com:
"we're trying to cultivate as much excitement and hope as we can for a life that looks nothing like we had planned."
No filme "The Village" (em português, "A Vila") de M. Night Shyamalan havia a referência a "those we don't speak of". Muitos de nós temos tabus pessoais que constituem "aqueles sobre os quais não falamos" na nossa vida. No meu caso, o facto de não termos filhos é o tal assunto que nunca puxei e evito o mais possível. Não por me custar ou ser desagradável mas, principalmente, porque não sei o que dizer. Sempre quis ter filhos e sempre achei que viria a ter uma família grande mas isso não aconteceu e nós fomo-lo aceitando.
Desde há pouco menos de 2 anos trabalho com crianças diariamente e, se há características notáveis das crianças, a falta de pudor e filtro são algumas delas. Dizem o que pensam e perguntam o que querem. É por isso frequente perguntarem-me se tenho filhos e à resposta "não" reagirem com um espantado "Porquê?". Já houve tempo em que essas perguntas me incomodaram mais. Agora respondo "Porque não" e mudo de assunto, mas já por várias vezes fiquei enternecida ao perceber que o espanto deles é carinhoso por acharem que os nossos filhos seriam uns sortudos. Fico mesmo enternecida. E quem sabe um dia? Se Deus quiser.
sábado, 19 de abril de 2014
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
do Advento, da espera e do Natal diário
"o Senhor (...) no futuro, cobrirá de glória o caminho ao longo do mar, o país a leste do Jordão e a Galileia dos estrangeiros. O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras e uma luz brilhou para eles.
Acrescentaste a alegria, ó Senhor, aumentaste o júbilo. Rejubilam diante de ti como se alegram no tempo das ceifas, como rejubilam ao repartirem os despojos. Tal como outrora (...) também agora quebras o jugo da opressão que pesa sobre o teu povo, a vara que lhes rasga os ombros e o bastão do capataz de trabalhos forçados. A bota inimiga que pisa o solo com arrogância e a capa enrolada tingida de sangue, serão queimadas e pasto do fogo. É que um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. Deus colocou a soberania sobre os seus ombros. Os seus títulos são: Conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da paz. Ele vai alargar o seu domínio e governar em paz total, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino. Vai estabelecê-lo e consolidá-lo com a justiça e o direito, desde agora e para sempre. É isto mesmo o que vai realizar o Senhor do Universo, com todo o zelo."
(Profecia do livro de Isaías, séc. VIII a.C., do Antigo Testamento, na Bíblia)
domingo, 31 de março de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
1º Domingo do Advento
Hoje foi dia de acendermos a 1ª das quatro velas do Advento. Porque as coisas boas parecem sempre passar por nós a correr, sei que preciso de lhes prestar uma atenção redobrada. Gosto muito do Natal e deste período que o antecede. Mais ainda do que no resto do ano, tento que seja um tempo de reflexão, silêncios, leituras bem mastigadas e conversas sem pressa. É o tempo de focar as lentes. É tão fácil darmos por nós a ver a vida passar em vez de a vivermos realmente. O Advento recorda-nos daquilo que é importante e Verdadeiro. O Advento acorda-nos e reforça a importância de não nos voltarmos a deixar dormitar.
domingo, 11 de novembro de 2012
da seriedade da vida
Hoje foi o dia em que uma grande amiga, uma das pessoas mais preciosas que tenho o privilégio de ter na minha vida, perdeu o seu pai. Um dia de luto, de despedidas, abraços e de proximidade. Nada como a morte nos abre tanto os olhos e coloca a um canto os pequenos problemas ridículos que tantas vezes empolamos no nosso dia a dia. Nada como a morte para nos lembrar por que é que estamos vivos.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
o desejado descanso
Estou cada vez menos adepta da tendência generalizada para se delirar com as sextas-feiras e reclamar das segundas. Já fui uma grande impulsionadora desse movimento, mas agora reconheço que é um tipo de pensamento negativo que torna o trabalho uma coisa má em vez de o reconhecer como a coisa tão boa que é (ou deve ser). E a forma como olhamos para algo ou alguém tem um poder muito superior ao que normalmente suspeitamos. Esperarmos o melhor de alguém, é meio caminho andado para essa pessoa se superar quando está connosco. Desconfio que, começarmos por encarar o trabalho como uma oportunidade em vez de uma obrigação, também pode mudar tudo. E, acreditem, o novo trabalho é realmente trabalhoso e não está a ser uma tarefa fácil aprender a viver com muito menos do que estava habituada, mas estou empenhada em manter-me positiva o máximo tempo que conseguir. Ainda assim, todo este discurso é só uma introdução para acabar a reconhecer que já há muito não desejava tanto a chegada de um fim de semana. Nem o feriado chegou para compensar o cansaço. Preciso que estes próximos dois dias me pareçam uma eternidade. Alguém sabe como é que isso se consegue?
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sábado, 2 de junho de 2012
despedidas
| (esta fotografia foi tirada numa zona do aeroporto em que não se pode fotografar - sou uma fora da lei sem vergonha) |
quinta-feira, 31 de maio de 2012
sombras
Precisava de passar uma tarde deitada à sombra numa manta estendida sobre relva e a ouvir o crepitar de água a correr num rio. Era SÓ isto. E um livro. E esquecer-me do relógio em casa para ver se também me esquecia de outras coisas más e tristes que nos atropelam sem que tenhamos para onde fugir. Mas aprendemos com tudo, até com os atropelos. Lá diz o meu pai: "o que tem que ser, tem muita força".
quinta-feira, 12 de abril de 2012
vida a cores
É Primavera e por isso há cor que começa a surgir um pouco por todos os lados: nos jardins, nos campos, nas árvores. Os ovos e os pintaínhos lembram-nos a renovação e os ciclos da natureza, a novidade. Os coelhos são famosos por se reproduzirem abundantemente e, por isso, naturalmente, também nos remetem para a ideia de vida. Para mim, estas coisas têm a ver com a Primavera e essa alegria associada à certeza de a seguir a cada Inverno haver nova explosão de vida, a seguir a cada noite vir uma nova manhã.
A Páscoa é outra coisa, muito maior e mais importante.
A Páscoa é tudo o que interessa.
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