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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

aproveitar enquanto dura



Ontem e hoje tivemos direito a um oásis de calor em fevereiro. Apesar destas extravagâncias meteorológicas não serem bom augúrio para a saúde do planeta, a verdade é que sabem bem. O inverno é tudo de mau, desculpem lá. É um mal muito necessário, bem sei.

Luto mesmo para conservar a minha sanidade mental nos dias frios. Na maior parte das vezes, perco-a.

Portanto: Bem vinda, Primavera! Sei que não vieste para ficar, mas ainda bem que vieste.



domingo, 3 de fevereiro de 2019

princípios e telas em branco



Gosto de mudanças de casa. Se calhar sou a única. Ouço muita gente dizer que odeia mudanças. Eu sei que encaixotar a vida toda, carregá-la e ter de limpar tudo a fundo em duas casas é um horror. Dá muito (muito, muito, muito) trabalho, é cansativo e esgotante - em particular para acumuladores nada minimalistas como nós. Mas tenho saudades de mudar de casa. Se calhar habituei-me. Gosto da novidade dos recomeços e descobertas. Voltar a encontrar o sítio certo para cada objeto. Abraçar novas vistas, criar novas rotinas. Os recomeços são cheios de esperança. Talvez para o ano.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

local, sazonal, biológico, sem necessidade de rótulos e sem embalagens




Gosto de boa comida. Não necessariamente em quantidade, mas sou exigente na qualidade. Cá em casa, ambos gostamos de cozinhar e quem cozinha sabe que os ingredientes certos fazem toda a diferença. Acredito que "ser barato" não deveria nunca ser o critério quando falamos de alimentos - coisas que vão literalmente fazer parte do nosso corpo (e sim, neste contexto posso usar "literalmente" sem estar a ser ursa. Vão mesmo literalmente entrar nas nossas células e fazer parte de nós). Prefiro comprar menos, mas o melhor, do que trazer para casa coisas que não vão fazer bem a ninguém. E isto não implica necessariamente gastar mais. Felizmente, por enquanto, os melhores alimentos até são quase sempre os mais acessíveis. E isso é tão bom! Ainda por cima, quando escolhemos o que é local e sazonal, estamos a poupar o ambiente da poluição desnecessária dos transportes, a promover a economia da nossa região, a adquirir alimentos mais frescos e os mais saudáveis nessa altura do ano para o clima específico dessa zona geográfica. Uma opção, tantas implicações! Até parece fácil. Acho que muita gente não faz ideia de como se poderia sentir bem e ficar doente menos vezes se comesse só um bocadinho melhor. Os alimentos a sério não nascem com rótulos de ingredientes estranhos. Mas é possível que isto seja só eu armada em moralista e todos sabemos que não há paciência (nem espaço!) para mais moralistas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Inverno, a quanto obrigas!



Com o frio que faz na rua, Janeiro é o mês em que menos me apetece sair de casa. Todas as alternativas a sair e congelar ou apanhar uma chuvada, me soam apelativas.

Muito logicamente, esta é também a altura do ano em que realmente apetece mexer em lãs e ficar perto de tecidos quentinhos. Encontrei uns novelos nacionais Ecofriendly que são 100% lã, em cores lindas, e têm sido uma companhia do caraças estas semanas. Uma das coisas que fiz (a mais simples) foram capas destas para sabonetes. Comprei sabonetes de alfazema com manteiga de karité, sem aditivos ou químicos de síntese nocivos e desnecessários, para rechear as capas de lã pura e isto é o esfoliante mais eficaz que já se viu. E perfumado! E amigo do ambiente e da pele. E bonito, vá! Estou orgulhosa da ideia.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

a árvore do ano passado




Sou uma pessoa do verão e do calor. A menos de 26ºC entro em hipotermia, por isso não sou o melhor exemplo a lidar com os meses frios. O pior é que o frio verdadeiro ainda nem se faz sentir, o inverno ainda não chegou e eu já estou farta dele há semanas! O que traz a estes meses do final do ano alguma distração e ilusão de aconchego são as luzinhas (as mantas e malhas não são ilusão) e por isso estou a aguentar-me para não montar uma árvore de Natal já em Novembro. Não seria a primeira .

Árvore de 2017



sábado, 11 de agosto de 2018

Ser croma é pensar coisas destas. Pior é escrevê-las para toda a gente saber.




Nos meses de Verão, até a luz é melhor! Como é que uma pessoa consegue montar um puzzle se não tiver luz natural decente? Não consegue. Viva o Verão!

sábado, 20 de janeiro de 2018

inverno




Hoje acordei e, enquanto orientava o pequeno almoço, fui para a janela fazer bolinhas de sabão. É bom ser um bocadinho criança. O dia está mesmo a pedi-las.

É sábado e o Sol está maravilhoso, 'bora ignorar o frio e ir para a rua?!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

almofadinhas com alfazema



Antes de mais, bem vindos a 2018! Estamos cá todos.
Tenho andado desaparecida daqui mas muito produtiva (e semi-prendada, vá!). Foi um final de ano muito bom - com muito trabalho mas também com muita família.

No coração do Inverno, os dias parecem mais curtos e os serões mais longos (provavelmente porque saímos menos de casa). O tempo continua a ser um recurso escasso e precioso mas tenho tentado usá-lo o melhor que sei. Comecei este ano como terminei o anterior: a costurar, bordar, tricotar e crochetar em grande ritmo... e a adorar fazê-lo! Mesmo coisas simples como estas mini-almofadas de alfazema para colocar em gavetas ou pendurar nos roupeiros (sabiam que a alfazema repele as traças e o seu aroma ajuda a relaxar e chamar o sono?) são um prazer enorme de fazer com as nossas próprias mãos. Apanhei as flores de alfazema no Verão, sequei-as à sombra cá em casa e têm um aroma muito mais intenso do que as que se encontram à venda. Nunca mais é Verão outra vez!  ;) Falta muito?







terça-feira, 28 de novembro de 2017

respigar


A zona onde trabalho tem várias casas com jardins e quintais grandes bem tratados. No final da Primavera e início do Verão, muitas árvores foram podadas e quase todos os dias encontrava ramos giros e flores em montes à beira dos passeios à espera de serem recolhidos. Eram lixo para quem os tinha descartado mas eu via potencial em muitos deles. A questão prática é que não dava para andar a recolher braças enormes e galhos de árvores, arrastá-los pela rua e levá-los para o trabalho. Até ao dia em que calhou estacionar o carro mesmo ao lado de um monte destes ramos maleáveis de um salgueiro-chorão. Vocês não têm ideia da quantidade de coroas que fiz! À vontade umas 30! Tenho-as usado para tudo e levado para todo o lado, são muito bonitas só por si mas também são muito versáteis porque podemos entrelaçar nelas todo o tipo de verdes, flores ou fitas e criar coroas únicas. Fica a ideia, para o caso de terem um quintal ou também passarem a vida a encontrar tesouros na rua.






domingo, 26 de novembro de 2017

casa com aroma natural de pinho





Nunca tive uma árvore de Natal artificial em casa dos meus pais e, por isso, muito naturalmente, nunca me apeteceu ter uma em nossa casa. A ideia de um monte de plástico e arames no meio da sala provoca-me alguns arrepios. Até há alguns pinheiros artificias bonitos, concedo. Mas esses são caríssimos (ainda por cima gosto deles altos!) e depois nunca saberia bem onde o guardar de uns anos para os outros (mesmo desmontados ocupam bastante espaço) e, por isso, vou continuando a ter verdadeiros, com raiz. Uns pegam no solo depois do Natal e sobrevivem, outros nem por isso... mas são óptima lenha para a lareira. E, entretanto, cheira tão bem a pinheiro na nossa sala!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ritmos




Não sei como é convosco mas por aqui os dias têm chegado na catadupa habitual. Parecem-me sempre demasiadas as coisas para fazer em tão pouco tempo. Sinto que na cidade o relógio não dá tréguas. Como não quero passar os dias inteiros a correr, decidi correr o dobro durante parte do tempo para depois poder abrandar e aproveitar bem e com calma a outra parte. É uma estratégia como qualquer outra. Não é perfeita, mas estou a testá-la.

caril de chocos à casa

O jantar, mesmo quando é improvisado, encaixa na melhor parte do dia.

sábado, 30 de setembro de 2017

o melhor da estação


Parece que ainda ontem começava Setembro e hoje já é tempo de nos despedirmos!

É difícil encontrar palavras para explicar a alegria que sinto por continuar calor e os dias estarem liiindos.

Tão bom ainda não ter sido preciso ir buscar a roupa de Inverno! Sou daquelas pessoas que mudam a roupa do roupeiro duas vezes por ano. Estou a escrever que "sou daquelas pessoas" e, na verdade, não faço ideia se é uma coisa só minha ou se há mais gente que o faz. Tenho uma caixa gigante onde: durante os meses quentes arrumo todas as camisolas, casacos, calças grossas e vestidos de manga comprida; durante os meses frios arrumo tudo o que faça lembrar a praia e todos os vestidinhos leves e roupa de Verão. Gosto de ter espaço no armário e nas gavetas (e irrita-me um bocado mexer em camisolas de lã ou tecidos quentes quando está calor). É mais fácil encontrar tudo e este processo tem também a vantagem de não deixar que existam aquelas peças que estão lá no fundo do armário e até nos esquecemos que as temos. Isso aqui não existe. Duas vezes por ano, dou uma volta a tudo, vejo o que faz sentido, o que precisa ser arranjado, o que posso oferecer. Há também um lado quase ritual de interiorização da mudança de estação que me sabe bem. A melhor parte: quase todas as vezes dou por mim feliz da vida a encontrar coisas que já não me lembrava que tinha - é um bocadinho como ir comprar roupa nova mas sem precisar de pagar ou sair de casa!

Por enquanto, só as noites é que refrescaram e há esse lado bom de já não custar ligar o forno e começar a apetecer-nos cozinhar com tempo e fazer bolos para animar a semana. A mim já apetece!


Entretanto (enquanto os bolos arrefecem), parece que se avizinha uma semana de temperaturas acima dos 30ºC e eu acho é que ainda vou molhar os pés e passeá-los na areia para a despedida!

terça-feira, 18 de julho de 2017

considerações sobre o veraneio



Desde há vários anos, tinha sempre a obrigatoriedade de gozar as minhas férias em Agosto. Nada contra. Gostava era de, além de Agosto, ter também Junho, Julho e Setembro livres. :) E depois umas duas semanas na Páscoa, mais duas no Natal... (sim, eu sonho alto!)

Regressemos ao mundo real. Tendo que escolher, sempre achei que Junho e Setembro seriam os melhores meses. Este ano estou a testar parcialmente a minha teoria mas ainda a meio do estudo, já acho que férias recortadas não proporcionam o mesmo descanso. Não chegamos a sentir aquela vontade ligeira de regressar, não sentimos saudades e voltamos ainda a precisar de distância da realidade quotidiana. Como uma noite em que não durmamos as horas necessárias, sabem? Vocês como fazem?

Entretanto, o desafio é aproveitar Lisboa o melhor possível nos tempos livres durante os meses de Julho e Agosto - e fugir tantos fins de semana quantos for possível! Essencialmente, queria dizer-vos que vou andar mais por aqui e tentar voltar a ter alguma assiduidade erva-cidreiresca. (sim, eu sonho alto!)

Bom Verão, gente!


(todos os meses e estações do ano escritos em maiúsculas são propositados porque essa regra do Acordo Ortográfico irrita-me particularmente)


terça-feira, 30 de maio de 2017

vestida por... mim!




No último fim de semana consegui terminar uma peça de roupa minimamente usável - apesar de  bastante imperfeita. É um vestido amarelo e ficou larguíssimo mas estou feliz na mesma (mais vale largo que apertado  - Am I right?). Usei um tecido baratinho porque tinha receio de estragar tudo e ser um desperdício, mas acabo por concluir que a tarefa teria corrido melhor se o tecido não fosse tão mau. Foi um teste. Com o tempo vamos lá!

Quando ainda andava a estudar (no 3º ciclo e no secundário) cheguei a ir várias vezes para a escola com roupas feitas por mim. Ainda hoje me questiono como é que isso era possível. Agradeço a paciência e benevolência da minha mãe por ter aturado a minha adolescência. Não sei como sobrevivi às parvoíces que fazia mas, por outro lado, tenho alguma pena de a idade nos trazer esta coisa a que chamam "bom senso" que nos faz tão mais retraídos. Este ano não há-de acabar sem que eu saia à rua com roupa feita por mim!




sexta-feira, 5 de maio de 2017

considerações climatéricas e outras secas




Só hoje é que me consegui despedir da página mais bonita do calendário Mollie Makes. Abril foi tão bom, caramba! Que mês! Não foi bom para a agricultura e também não é muito sensato ficar feliz com o que podem bem ser consequências muito palpáveis do aquecimento global, mas o "Abril chuvas mil" habitual não é tão saboroso como esta primavera a pedir praia. Acho que vêm agora mais alguns dias de chuva e pode ser que a seca equilibre. É que, na verdade, agora sim deveriam estar a chegar os dias quentes em que começa a apetecer dar uns mergulhos. Ao contrário de quase toda a gente, ainda não pus nem um pé na areia (descalço, pelo menos) e estou a precisar. Bora lá, Maio!

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

adenda ao post anterior


Eu não estou de férias. Só para ficar claro (e mais incrível!). :)

terça-feira, 11 de abril de 2017

dias bons, estes





Faltam só uns dias para a Páscoa. O tempo tem estado maravilhoso, com céu azul e um calor que só lembra férias (hoje, 29ºC em Lisboa!). Não esperava tanto de Abril. Tem sido perfeito. Tenho aproveitado muito bem o meu tempo e estou com aquela sensação rara de estar a conseguir adiantar muitas das coisas que passava a vida a adiar. Sabe tão bem!

Esta semana já fiz cortinados novos para todas as janelas da sala, furos na parede para alguns quadros que precisavam de espaço, remendos e arranjos em roupa que estava há demasiado tempo a pedir atenção, limpezas várias (até no lado de fora das janelas!), experimentei receitas novas, transplantei as minhas nespereiras que estavam mesmo a precisar de vasos maiores e hoje semeei as alfaces e cenouras que havemos de comer no Verão. Em maré produtiva, é aproveitar!


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Há vida na varanda












Antes de começar a escrever aqui alguma coisa, hoje, dei-me mesmo ao trabalho de ir com uma fita métrica tirar as medidas à nossa mini-varanda. Tem 2,3m por 1,4m. Pouco mais de 3m2. Tudo para vos poder assegurar que é MESMO pequena e que, independentemente do pouco espaço que possam ter disponível, é possível terem uma pequena horta ou jardim em casa. Ainda por cima, a nossa fica num ventoso 9º andar e virada para o frio norte! Não há desculpas, portanto. :)

Posso garantir que poucas coisas sabem tão bem como vermos as nossas plantas todas a florirem e podermos ir apanhar ervas aromáticas ou flores comestíveis directamente da terra para a cozinha. Isto na cidade tem um valor incalculável! Claro que há quem tenha mesmo quintais e jardins (ou varandas/terraços com espaço decente) em plena cidade e seja mais fácil, mas não é preciso muito mais que vontade e um bocadinho de dedicação (nem é assim tanta! Mesmo só um bocadinho).

Bem sei que em "Abril, águas mil" e que "Março ventoso, abril chuvoso" mas vamos aproveitar um dia de cada vez - e esta semana prevê-se maravilhosa!

sábado, 25 de março de 2017

Não sou desperdício zero, mas gosto da contagem decrescente





Carregar frascos grandes de vidro não é das tarefas mais práticas e é, quanto a mim, um dos principais factores dissuasores para quem quer abraçar uma vida com menos plástico, menos desperdício e embalagens. Podemos ter a motivação certa mas é necessária uma força de vontade à prova de frustração (e braços tonificados) para se resistir à tentação da facilidade. E, convenhamos, em dias de muito trabalho, trânsito caótico, casas por arrumar, mil compromissos e sonos atrasados, é tão mais fácil ceder ao consumismo e fechar os olhos à quantidade de lixo descartável que trazemos para casa. O frio e a chuva vêm dificultar ainda mais a tarefa de resistirmos ao apelo do conforto. Mas é possível. Além disso, qualquer passo no sentido contribuirmos para um planeta com menos desperdício, vale sempre a pena. Nem que seja pelo sentimento de dever cumprido quando nos aninhamos ao final do dia!

O melhor? Reduzir, não só é bom para a nossa Terra, para o futuro, para os outros e para nós, mas é muito mais bonito. Para me incentivar a ser mais firme em alguns destes pequenos passos, peguei em retalhos que andavam cá por casa (restos de toalhas de mesa!) e fiz um saco de fundo largo (capaz de albergar confortavelmente os frascos maiores) com alças compridas e confortáveis para os ombros. Não é um saco que muda as circunstâncias, claro, mas, pelo menos, alegra-me os olhos e facilita-me um bocadinho os dias! 



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