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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

aproveitar enquanto dura



Ontem e hoje tivemos direito a um oásis de calor em fevereiro. Apesar destas extravagâncias meteorológicas não serem bom augúrio para a saúde do planeta, a verdade é que sabem bem. O inverno é tudo de mau, desculpem lá. É um mal muito necessário, bem sei.

Luto mesmo para conservar a minha sanidade mental nos dias frios. Na maior parte das vezes, perco-a.

Portanto: Bem vinda, Primavera! Sei que não vieste para ficar, mas ainda bem que vieste.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

almofadinhas com alfazema



Antes de mais, bem vindos a 2018! Estamos cá todos.
Tenho andado desaparecida daqui mas muito produtiva (e semi-prendada, vá!). Foi um final de ano muito bom - com muito trabalho mas também com muita família.

No coração do Inverno, os dias parecem mais curtos e os serões mais longos (provavelmente porque saímos menos de casa). O tempo continua a ser um recurso escasso e precioso mas tenho tentado usá-lo o melhor que sei. Comecei este ano como terminei o anterior: a costurar, bordar, tricotar e crochetar em grande ritmo... e a adorar fazê-lo! Mesmo coisas simples como estas mini-almofadas de alfazema para colocar em gavetas ou pendurar nos roupeiros (sabiam que a alfazema repele as traças e o seu aroma ajuda a relaxar e chamar o sono?) são um prazer enorme de fazer com as nossas próprias mãos. Apanhei as flores de alfazema no Verão, sequei-as à sombra cá em casa e têm um aroma muito mais intenso do que as que se encontram à venda. Nunca mais é Verão outra vez!  ;) Falta muito?







terça-feira, 28 de novembro de 2017

respigar


A zona onde trabalho tem várias casas com jardins e quintais grandes bem tratados. No final da Primavera e início do Verão, muitas árvores foram podadas e quase todos os dias encontrava ramos giros e flores em montes à beira dos passeios à espera de serem recolhidos. Eram lixo para quem os tinha descartado mas eu via potencial em muitos deles. A questão prática é que não dava para andar a recolher braças enormes e galhos de árvores, arrastá-los pela rua e levá-los para o trabalho. Até ao dia em que calhou estacionar o carro mesmo ao lado de um monte destes ramos maleáveis de um salgueiro-chorão. Vocês não têm ideia da quantidade de coroas que fiz! À vontade umas 30! Tenho-as usado para tudo e levado para todo o lado, são muito bonitas só por si mas também são muito versáteis porque podemos entrelaçar nelas todo o tipo de verdes, flores ou fitas e criar coroas únicas. Fica a ideia, para o caso de terem um quintal ou também passarem a vida a encontrar tesouros na rua.






domingo, 26 de novembro de 2017

aproveitando o embalo


É possível (e altamente provável) que esteja a exagerar na quantidade de posts que podia bem ter escrito espaçados ao longo do mês em vez de todos de rajada neste serão. Apeteceu-me hoje. E é tão bom escrever com vontade! Mesmo que sejam disparates.

Ora, queria partilhar convosco uma coisa tão boa quanto simples - e essas são quase sempre as melhores!

Ando apaixonada por vegetais no forno. Todos e quaisquer vegetais (aliás, podem incluir fungos também - porque os cogumelos ficam deliciosos assados!), desde que comestíveis, são uma maravilha no forno. Mas, para simplificar, deixo-vos uma ideia prática para experimentarem esta semana - caso não sejam já muito fãs disto, como eu.



Couve-flor assada

Basta lavarem bem e separarem os floretes de couve-flor (aqui usei uma branca e uma roxa, mas qualquer uma fica boa) e colocarem-nos num tabuleiro regados com azeite, sal marinho e cominhos em pó.  Só isto! Podem ser generosos com os cominhos. Assem até os talos começarem a ficar bem tenros e tudo a caramelizar. Uma taça bem cheia disto e sou uma miúda feliz.

Podem também guardar alguns floretes mais bonitinhos para enfeitar e triturar todos os outros para obterem um creme de couve-flor delicioso (usar uma bocadinho de leite - pode ser vegetal - para obter a consistência cremosa que se preferir). E é só isto!  Uma das melhores sopas que há. Delicioso de qualquer maneira, só vos digo!




segunda-feira, 3 de abril de 2017

Há vida na varanda












Antes de começar a escrever aqui alguma coisa, hoje, dei-me mesmo ao trabalho de ir com uma fita métrica tirar as medidas à nossa mini-varanda. Tem 2,3m por 1,4m. Pouco mais de 3m2. Tudo para vos poder assegurar que é MESMO pequena e que, independentemente do pouco espaço que possam ter disponível, é possível terem uma pequena horta ou jardim em casa. Ainda por cima, a nossa fica num ventoso 9º andar e virada para o frio norte! Não há desculpas, portanto. :)

Posso garantir que poucas coisas sabem tão bem como vermos as nossas plantas todas a florirem e podermos ir apanhar ervas aromáticas ou flores comestíveis directamente da terra para a cozinha. Isto na cidade tem um valor incalculável! Claro que há quem tenha mesmo quintais e jardins (ou varandas/terraços com espaço decente) em plena cidade e seja mais fácil, mas não é preciso muito mais que vontade e um bocadinho de dedicação (nem é assim tanta! Mesmo só um bocadinho).

Bem sei que em "Abril, águas mil" e que "Março ventoso, abril chuvoso" mas vamos aproveitar um dia de cada vez - e esta semana prevê-se maravilhosa!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

pausa



Hoje não vou sair de casa e, cá dentro, o Inverno fez uma pausa.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

mãe é mãe


Recebi um e-mail da minha mãe a dizer que não escrevo no blog há muito tempo e que isso a deixa preocupada. Tinha de vir picar o ponto. Está melhor assim?

Ainda falta muito para a Primavera?




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

embrace the cold







Têm estado uns dias verdadeiramente invernosos, daqueles que nos congelam os dedos, os pés... e, no meu caso, até o cérebro. Não é segredo que não sou fã do frio (bem pelo contrário, é até um assunto bastante recorrente e maçador que não consigo evitar - sou uma seca!).

Relativizando: na semana passada alguém me relembrou da importância destes dias consecutivos de temperaturas muito baixas para controlar algumas pragas agrícolas. Muitas das criaturinhas responsáveis pela destruição de várias culturas, não resistem ao frio. A natureza a funcionar e a regular-se a si própria é uma coisa bonita o suficiente para me fazer suportar uns quantos dias de frio glaciar com um sorriso no rosto. E acreditem, se eu consigo, todos conseguem.

Além disso... já faltou mais para a Primavera.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

aninhar - v. pron. Recolher-se em ninho. Agasalhar-se; conchegar-se.




Estou recostada no sofá, ao lado do pinheiro de Natal iluminado, embrulhada numa manta e com o portátil no colo a ver ( fi-nal-men-te) Gilmore girls - A Year in the Life. Se uma caneca de chá preto com especiarias acabada de fazer tivesse pernas e viesse ter comigo sozinha, o fim de tarde era perfeito. Assim, está quase lá! :)

Tive de clicar "pause" para vos vir dizer como o cheirinho a pinheiro natural a espalhar-se pela sala é bom. É mesmo! Se também se pudesse clicar "pause" na vida, este era um daqueles momentos em que gostava de demorar-me um bocadinho mais!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

a - bran - dar


grinalda natural (laranja, gengibre e maçã desidratados, folhas de louro e de oliveira, paus de canela, estrelas de anis, caules de cavalinha, fio de juta e agulha)

A minha falta de assiduidade por aqui não é voluntária. Não tenho tido tempo para nada e nem imaginam o quanto me custa aceitar isso - principalmente no Advento, em que seria suposto abrandar. Ainda não me rendi. Hei-de conseguir acalmar. Hoje, por exemplo, decidi-me e tirei parte da tarde para desacelerar. Fui escolher um pinheiro natural com calma e fiquei até há pouco a abrir as caixas de enfeites e a decorá-lo. Soube tão bem! Chegou a 6 de Dezembro - nunca na vida tinha deixado para tão tarde - mas como fica até 6 de Janeiro, ainda temos um mês inteirinho para usufruir dele.

E estou delirante porque o jantar de consoada da família vai ser cá em casa este ano. Quem me conhece sabe que isto é das melhores notícias que me podem dar. :)
Vai ser bonito.

domingo, 23 de outubro de 2016

pró-BIO



Sempre dei muita atenção aos ingredientes que entram cá em casa (só não controlo todos porque a casa não é só minha e eu não sou assim tão bossy - ainda por cima, com o tempo, ele tem vindo a descobrir um certo talento para a cozinha...) e apesar de ter fases em que não cozinho propriamente as receitas mais saudáveis do mundo, pelo menos os ingredientes são os melhores. Razão pela qual, mais facilmente como demais e me excedo em casa, do que fora. Sei o que tenho no prato!

Tenho vindo a aperceber-me que a questão de o gosto se educar é muito real. Cada vez mais me apetecem os alimentos que sei que me fazem bem e menos os que não acrescentam nada.

Não vão ver-me para aqui a agitar bandeiras a favor ou contra determinado alimento (tenho muito pouca paciência para as modas alimentares e as palermices de agora meio mundo ter a mania que é alérgico ao mesmo) mas tenho a certeza que a melhor dieta alimentar é a mais variada possível e que todos devíamos poder comer bio. Tudo bio. Nenhum alimento é bom em excesso e também nada faz assim tanto mal em doses pequenas (excepto em casos muito específicos de doenças, claro), mas tudo devia ser bio. E, sempre que possível, devíamos ter tempo para fazer em casa de raiz e fugir dos alimentos processados (e dos rótulos com muitos ingredientes!).

Há tanto a fazer e tanta coisa que pode melhorar! Por exemplo, não concordam que os restaurantes portugueses servem doses individuais que chegam para 2 a 3 pessoas? E que se servissem quantidades racionais e aproveitassem bem o potencial dos alimentos, podiam usar produtos de melhor qualidade e continuar a ter lucro?

Conhecem/recomendam restaurantes que SÓ usem produtos provenientes de agricultura biológica?



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

adeus Verão?



Aproveitar bem os últimos figos da temporada. Pelo menos para já. Sábado é dia de ir descobrir o que há de novo nos frutos e legumes da época (quem sabe não há ainda figos bons?). Se temos de nos despedir do Verão e abraçar o Outono (é mentirinha, para a semana parece que volta o calor! :) ), quero fazê-lo como deve ser e começar a planear bem as minhas compotas doces e conservas salgadas. Frascos a postos e aqui vamos nós!


terça-feira, 5 de abril de 2016

na horta


com a mão na massa

Não sei o que se passa comigo por estes dias mas anda a ser difícil resistir ao apelo da terra. Nunca antes tinha sentido tanto a falta de ter um jardim ou quintal em casa. Na verdade, gosto muito de viver em apartamentos porque são mais quentes que as casas térreas, menos húmidos, com menos aranhas e formigas a entrarem por todo o lado e são mais seguros - entre várias outras vantagens que só descobri quando saí de casa dos pais aos 18 anos, mas de que nunca mais prescindi.

Só que este ano já enchi a varanda com vasos, tal como a sala e a cozinha, mas continua a saber-me a pouco. Do que gosto mesmo é dos espaços abertos, do campo e do contacto com a terra a sério e não a fingir. E não me importo com o trabalho duro, a sério que não. Dizem que quem trabalha por gosto não se cansa mas eu sei que isso não é verdade. Só que há cansaço e... cansaço. Gostava de passar os dias assim.

Tenho de repensar o que quero fazer quando for grande.

quinta-feira, 31 de março de 2016

coisas dos dias e do tempo



Esta semana tenho mini-férias mas o Samuel resolveu apanhar uma gripe daquelas que deixam qualquer um de rastos e acabámos por ter de ajustar os nossos planos para ficarmos por casa o tempo quase todo.

Até ver, tenho aproveitado para dar passeios a pé na vizinhança, organizar a casa (eu sei, grande seca!), dedicar tempo às plantas, ler e fazer mais algumas das coisas que raramente consigo encaixar no dia-a-dia normal. Está a ser bom - apesar daquela angústia do regresso ao trabalho me acompanhar o tempo todo, os dias parecerem passar a voar e ter uma pessoa cheia de febre em casa dias a fio não ser propriamente animador. Angústias à parte, até tenho feito algumas coisas giras. E ontem tive o aniversário mais descontraído da minha vida. A varanda está apetecível. Melhor parte: as alfaces que semeei na semana passada já estão a germinar!



quinta-feira, 17 de março de 2016

agricultora (por uma semana)



Estou a trabalhar com um grupo de vinte e poucos alunos, num projecto de hortas urbanas biológicas. Para inspiração, começámos a semana na Quinta do Arneiro e dificilmente haveria melhor escolha. Foi inspirador, saudável, didáctico e uma verdadeira experiência para todos os sentidos. Pudemos andar no meio dos canteiros a provar um pouco de tudo, a aprender, descobrir sabores novos e flores comestíveis. 

Cresci no campo e é onde me sinto em casa. Os cheiros, as cores, os sabores... mesmo com trabalho árduo e horários exigentes, tudo o que é amigo da terra me parece sempre mais leve e óbvio. A naturalidade de estarmos no sítio certo, rodeados do que nos faz bem.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

um bouquet de... couves



A minha formação é na área da biotecnologia vegetal e, apesar de mais frequentemente vermos a Biologia associada aos animais, aquilo que me apaixona a sério são as plantas. Desde as adaptações de algumas espécies a climas inóspitos, ao uso criativo de outras para alimentação humana, passando pelas plantas e flores que nos enchem os olhos, quase tudo me interessa e fascina no reino vegetal.

Sempre preferi as plantas no seu habitat natural mas gosto de ter muito verde em casa e, sem quintal neste momento, a melhor alternativa são os vasos. Mais raramente, oferecem-me (ou compro) flores frescas e, apesar de terem uma vida curta, há que reconhecer que são um verdadeiro anti-depressivo natural. Tudo melhora com flores em casa!

Um destes dias, o inesperado aconteceu: recebi um bouquet de couves. :)



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