sábado, 25 de março de 2017

Não sou desperdício zero, mas gosto da contagem decrescente





Carregar frascos grandes de vidro não é das tarefas mais práticas e é, quanto a mim, um dos principais factores dissuasores para quem quer abraçar uma vida com menos plástico, menos desperdício e embalagens. Podemos ter a motivação certa mas é necessária uma força de vontade à prova de frustração (e braços tonificados) para se resistir à tentação da facilidade. E, convenhamos, em dias de muito trabalho, trânsito caótico, casas por arrumar, mil compromissos e sonos atrasados, é tão mais fácil ceder ao consumismo e fechar os olhos à quantidade de lixo descartável que trazemos para casa. O frio e a chuva vêm dificultar ainda mais a tarefa de resistirmos ao apelo do conforto. Mas é possível. Além disso, qualquer passo no sentido contribuirmos para um planeta com menos desperdício, vale sempre a pena. Nem que seja pelo sentimento de dever cumprido quando nos aninhamos ao final do dia!

O melhor? Reduzir, não só é bom para a nossa Terra, para o futuro, para os outros e para nós, mas é muito mais bonito. Para me incentivar a ser mais firme em alguns destes pequenos passos, peguei em retalhos que andavam cá por casa (restos de toalhas de mesa!) e fiz um saco de fundo largo (capaz de albergar confortavelmente os frascos maiores) com alças compridas e confortáveis para os ombros. Não é um saco que muda as circunstâncias, claro, mas, pelo menos, alegra-me os olhos e facilita-me um bocadinho os dias! 



o livro do HYGGE


Vendo. 10 euros.


Já li. Não faço questão de ficar com ele. "Passa a outro e não ao mesmo."

segunda-feira, 20 de março de 2017

balancete de contas




Este é o mês do meu aniversário e, lá está, queira ou não, acaba por ser sempre um tempo de balanço. Ponho-me a olhar para o que já passou, para o que aqui está agora e para o que ainda poderá vir. Mais do que isso, penso no que gostaria que o futuro trouxesse. Na verdade, é-me sempre mais fácil listar o que não quero na minha vida e aquilo de que não gosto, do que eleger exactamente o que quero. Não sei. É provável que já tenha menos anos por viver do que aqueles que já vivi e continuo sem saber o que quero fazer quando for grande. Não tenho grandes projectos e, pior que isso, não sei mesmo o que quero - por isso não é fácil delinear possíveis planos para o alcançar.

O que sei: que nada sei. :) Cada vez tenho mais consciência do quanto ainda não sei mas também me apercebo que há muitas coisas que não tenho mesmo nenhum interesse em saber.

Isto de andar um bocadinho à deriva é capaz de ser, em grande medida, uma questão geracional. Aquela clássica conversa: não temos "os empregos para toda a vida" das gerações anteriores, tirámos cursos que não sabemos bem como aplicar na vida real e vivemos um dia de cada vez à espera que a vida aconteça no futuro. Talvez isto seja só o SPM a falar. Até acho que vivo muito bem cada dia e, não fosse precisar tanto de 8 a 9h de sono diárias para funcionar, se calhar até tinha tempo para tudo o que gostaria.

Objectivos: Deus primeiro. Família antes dos amigos e ambos sempre antes do trabalho. Viver de-va-gar. Apreciar. Agradecer.

E a Primavera chegou esta manhã! Com mais ou menos brilho do Sol a espreitar por entre as núvens e apesar do frio e vento que regressaram, os dias vão crescendo e augurando a chegada de dias "mais longos" e das noites que apetecem. Vou esfregando as mãos em antecipação.

Bolo de requeijão com maple sirup

domingo, 19 de março de 2017

feijão-arroz




Não, não estou a falar de arroz com feijão, é mesmo uma leguminosa chamada feijão-arroz. Acho que poucos conhecem ou sabem da sua existência. Descobri-o há uns meses mas é dificílimo encontrar-se qualquer informação sobre ele - o que não deixa de ser estranho nesta era da informação, em que normalmente o difícil é triar entre tantos conteúdos disponíveis. Não, o feijão-arroz é maravilhoso e não se rendeu ao mundo virtual. Só o encontrei referido aqui.

Foi uma senhora beirã que me falou desta iguaria da sua aldeia natal na Beira Baixa e, como lhe disse que nunca antes tinha ouvido falar, muito simpaticamente trouxe-me um saquinho para podermos provar cá em casa. Adorei! É um grão branco e mais pequenino que o do feijão-frade (daí se entende o nome que resolveram chamar-lhe) mas o sabor é muito mais agradável.

Demolhei-o, cozi-o e acompanhei-o com um pesto tosco de cajus, manjericão, alho, malagueta, vinagre e azeite. Que delícia!

Se já conhecem o feijão-arroz e sabem onde o posso encontrar sem ter de me fazer à estrada "pelos caminhos de Portugal" à procura, agradeço. Caso nunca tenham provado, recomendo!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Modernidade, pós-modernidade e "isto" que se lhes seguiu



Foi em Setembro que ficámos órfãos de gatos.
Na altura, foi tão duro que nem sequer me apetecia falar muito sobre o assunto. Não é que apeteça agora mas... passou meio ano e a informação já assentou, já parece real. Para quem nunca teve animais em casa, deve ser mesmo difícil compreender isto.

O mais estranho é que ainda não me habituei à ideia de que somos pessoas sem animais.

Casámos em 2003 e, desde então, sempre tivemos gatos. Primeiro eram dois, depois chegaram a ser cinco e seis por curtos períodos de tempo, foram três durante vários anos, depois só duas e, mais recentemente, apenas uma gatinha. Claro que sempre soubemos que eles têm uma esperança média de vida muito inferior à nossa mas, mesmo assim, não estava preparada. Mais de seis meses depois, ainda é frequente acontecer parecer-nos vê-la enroscadinha a dormitar em algum canto - para depois percebermos que é só uma camisola ou umas botas... na penumbra, tudo nos lembra aquela pequena. Tenho saudades, mas nunca mais quero passar por uma despedida daquelas. A vida continua. Mas diferente. Tão diferente! Numas coisas bem pior, noutras muito mais fácil.

(Agora façam como eu e divirtam-se a imaginar o ar de alguém que tivesse vivido há alguns séculos a ler este texto. Pronto, há muita gente contemporânea que reagirá da mesma maneira. Eu compreendo.)

domingo, 12 de março de 2017

ainda da festa do último fim-de-semana



Mesas muito informais, ao ar livre, em dia de chuva. A noiva escolheu a simplicidade absoluta: margaridas e gipsofila (Gypsophila). Juntei-lhes vidros transparentes (frascos, jarras, garrafas...), fibras naturais (juta) e algumas conchas e búzios (via-se o mar ao fundo) em combinações assimétricas e aleatórias. Para quê complicar? Simples, simples, simples. 





terça-feira, 7 de março de 2017

making of de uma festa ao ar livre - placas de sinalização





Como vos tinha dito, estive nos últimos dias a ajudar a organizar e decorar o casamento de amigos. A parte mais fácil e divertida da planificação da festa: pintar, pregar e espalhar as placas de sinalização pelo espaço. A maior dificuldade foi saber exactamente em que direcção apontar porque tínhamos planeado toda a festa na esperança de que não chovesse e, até ao último momento, não sabíamos com o que contar. Choveu. Bastante. Toda a manhã e até momentos antes da cerimónia começar. Foi necessário mudar a localização de quase tudo mas correu bem e acabou por ser uma correria emocionante. Tudo está bem quando acaba bem. :)



sexta-feira, 3 de março de 2017

wedding planner wannabe



Domingo casam amigos e eu estou em modo wedding planner (mas sem férias pelo meio). Isso tem implicado que, nos últimos tempos, todos os bocadinhos tenham vindo a ser muito bem aproveitados para planear, medir, fazer contas, procurar e comprar materiais, lavar frascos, cortar madeira, colecionar conchas, pensar em conjugações de flores...

No percurso, tenho feito descobertas mesmo giras e encontrado (ainda mais) ideias que quero muito tentar colocar em prática assim que tenha oportunidade. Não era tão bom podermos dedicar-nos a tempo inteiro a dar asas à criatividade? De vez em quando, pelo menos. Podia ser uma semana por mês! É que nem tudo são rosas. Descobri a mais dura de todas as tarefas do Universo: tirar rótulos de garrafas.

Amanhã vai, finalmente, conjugar-se tudo e tomar forma. Domingo é dia de festa! :)

Vou tentar orientar-me para, com a correria, não me esquecer de fotografar. Estou ansiosa!

Bom fim de semana!




quarta-feira, 1 de março de 2017

Olá Março, ainda bem que vieste!



Janeiro e Fevereiro são aquele bloqueio mental! É Inverno e parece que não acontece nada. As boas notícias? Já passaram. Por este ano estão arrumados e agora podemos seguir para o que interessa.  :)

É muito assim que o meu cérebro processa este início de ano (um bocado como um mergulho em que temos de suster a respiração por um bocado), um mal necessário.

2017 que se prepare. Agora é que começa a festa!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Trufas de chocolate e avelã



Estas trufas não são propriamente uma sobremesa ou guloseima, são bolinhas energéticas cheias de nutrientes bons e ainda com a vantagem extra de saberem maravilhosamente.

Baseei-me numa receita do livro "Natural", da Joana Alves - mas inventei um bocadinho. Na verdade, tinha apenas um restinho de tâmaras em casa (4) e foi necessário adaptar a receita de acordo com essa limitação. Ficaram umas trufas tão boas!


Trufas de chocolate e avelã adapt.

50g de miolo de avelãs triturado
4 tâmaras Medjoul sem caroço
1 colher de chá de óleo de coco
2 colheres de sopa de cacau cru em pó
1/2 colher de chá de Canela em pó
1 pitada de sal marinho

Triturei tudo no processador. Fiz bolinhas e cobri, cada uma, com alguma das opções abaixo. Só isto!

Coberturas

Cacau cru em pó
Coco ralado
Miolo de avelã moído
Sementes de sésamo





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

overnight oats - as papas de aveia adormecidas


Overnight oats com frutos secos, sementes, cacau, canela, pólen, pepitas de cacau e sementes de cânhamo

Humm! Amanhã é sábado e vai estar Sol! Belisquem-me! Belisquem-me metaforicamente.

O melhor de os dias terem aquecido é o meu apetite voraz acalmar. Com frio, estou sempre com fome. Com calor, fico satisfeita com muito pouco e saciada durante horas. Sinto-me com mais energia e tudo parece mais fácil. Tudo. Não sei se isto acontece só comigo ou se há mais quem partilhe da sensação. Naturalmente, o nosso organismo precisa de mais energia para enfrentar as temperaturas baixas mas, no meu caso, é um exagero.

Todos os dias acordo mais cedo para poder tomar um bom pequeno almoço, sentada e sem correrias. Ainda assim, o pequeno almoço de sábado tem um encanto especial e é o meu preferido. Poder acordar mais tarde sem despertador não tem preço e, mesmo que muitas vezes não o faça, a liberdade de poder fazê-lo é tão boa!

Tenho andado a devorar overnight oats (como as da fotografia)- que não têm propriamente um nome em português que seja uma boa tradução, mas podem chamar-lhes "papas de aveia adormecidas", como faz muita gente. Há milhentas possibilidades e são mesmo boas e fáceis de preparar. São saudáveis e muito saciantes, além de se conservarem 2 ou 3 dias no frigorífico - e por isso bastar o tempo de uma preparação para se despacharem logo 2 ou 3 pequenos almoços.

Bom fim-de-semana!


sábado, 11 de fevereiro de 2017

pausa



Hoje não vou sair de casa e, cá dentro, o Inverno fez uma pausa.


living room é, literalmente, sala de VIVER





Sempre que páro por uns minutos a olhar bem para a confusão que vai na nossa sala, a primeira tendência é o desespero. A segunda é apetecer-me mudar de casa - o melhor pretexto para se começar do zero e arrumar tudo de raiz. Depois lembro-me que "living room" é literalmente um quarto para viver ou ser vivido. A confusão é um bom sinal, a prova de que não estamos parados e de que a vida continua a acontecer todos os dias por aqui. Casas habitadas são imperfeitas, certo? :)

Bom fim de semana!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Bolo de cacau e pistácios



Bolo de cacau e pistácios
3 ovos
150 a 200g de farinha de amêndoa
4 colheres de sopa bem cheias de farinha de espelta
4 colheres de sopa bem cheias de açúcar de coco
3 colheres de sopa de óleo de coco (em estado líquido)
1 mão cheia de pistácios descascados
1 colher de chá de fermento em pó
50g de cacau em pó

para untar a forma
(usei uma forma clássica de bolo inglês)
manteiga (ou azeite, margarina, qualquer óleo vegetal)
pão ralado (ou qualquer farinha)

para a cobertura
uma mão cheia de pistácios partidos para salpicar no fim
geleia de agáve
cacau em pó

Notas
O bolo é muito pouco doce mas a cobertura compensa.
A geleia de agáve e o cacau em pó para a cobertura devem ser doseados consoante a quantidade e consistência pretendidas. Começar com pouca geleia e eventualmente acrescentar mais, se necessário, depois de o cacau começar a envolver-se (é preciso alguma persistência porque não se dissolve logo).
Na massa, se estiver demasiado seca podem acrescentar geleia de agave (ou de arroz ou xarope de ácer) e se demasiado líquida, joguem com a quantidade da farinha e acrescentem uma colher ou duas.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

mãe é mãe


Recebi um e-mail da minha mãe a dizer que não escrevo no blog há muito tempo e que isso a deixa preocupada. Tinha de vir picar o ponto. Está melhor assim?

Ainda falta muito para a Primavera?




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