sábado, 25 de fevereiro de 2017

Trufas de chocolate e avelã



Estas trufas não são propriamente uma sobremesa ou guloseima, são bolinhas energéticas cheias de nutrientes bons e ainda com a vantagem extra de saberem maravilhosamente.

Baseei-me numa receita do livro "Natural", da Joana Alves - mas inventei um bocadinho. Na verdade, tinha apenas um restinho de tâmaras em casa (4) e foi necessário adaptar a receita de acordo com essa limitação. Ficaram umas trufas tão boas!


Trufas de chocolate e avelã adapt.

50g de miolo de avelãs triturado
4 tâmaras Medjoul sem caroço
1 colher de chá de óleo de coco
2 colheres de sopa de cacau cru em pó
1/2 colher de chá de Canela em pó
1 pitada de sal marinho

Triturei tudo no processador. Fiz bolinhas e cobri, cada uma, com alguma das opções abaixo. Só isto!

Coberturas

Cacau cru em pó
Coco ralado
Miolo de avelã moído
Sementes de sésamo





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

overnight oats - as papas de aveia adormecidas


Overnight oats com frutos secos, sementes, cacau, canela, pólen, pepitas de cacau e sementes de cânhamo

Humm! Amanhã é sábado e vai estar Sol! Belisquem-me! Belisquem-me metaforicamente.

O melhor de os dias terem aquecido é o meu apetite voraz acalmar. Com frio, estou sempre com fome. Com calor, fico satisfeita com muito pouco e saciada durante horas. Sinto-me com mais energia e tudo parece mais fácil. Tudo. Não sei se isto acontece só comigo ou se há mais quem partilhe da sensação. Naturalmente, o nosso organismo precisa de mais energia para enfrentar as temperaturas baixas mas, no meu caso, é um exagero.

Todos os dias acordo mais cedo para poder tomar um bom pequeno almoço, sentada e sem correrias. Ainda assim, o pequeno almoço de sábado tem um encanto especial e é o meu preferido. Poder acordar mais tarde sem despertador não tem preço e, mesmo que muitas vezes não o faça, a liberdade de poder fazê-lo é tão boa!

Tenho andado a devorar overnight oats (como as da fotografia)- que não têm propriamente um nome em português que seja uma boa tradução, mas podem chamar-lhes "papas de aveia adormecidas", como faz muita gente. Há milhentas possibilidades e são mesmo boas e fáceis de preparar. São saudáveis e muito saciantes, além de se conservarem 2 ou 3 dias no frigorífico - e por isso bastar o tempo de uma preparação para se despacharem logo 2 ou 3 pequenos almoços.

Bom fim-de-semana!


sábado, 11 de fevereiro de 2017

pausa



Hoje não vou sair de casa e, cá dentro, o Inverno fez uma pausa.


living room é, literalmente, sala de VIVER





Sempre que páro por uns minutos a olhar bem para a confusão que vai na nossa sala, a primeira tendência é o desespero. A segunda é apetecer-me mudar de casa - o melhor pretexto para se começar do zero e arrumar tudo de raiz. Depois lembro-me que "living room" é literalmente um quarto para viver ou ser vivido. A confusão é um bom sinal, a prova de que não estamos parados e de que a vida continua a acontecer todos os dias por aqui. Casas habitadas são imperfeitas, certo? :)

Bom fim de semana!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Bolo de cacau e pistácios



Bolo de cacau e pistácios
3 ovos
150 a 200g de farinha de amêndoa
4 colheres de sopa bem cheias de farinha de espelta
4 colheres de sopa bem cheias de açúcar de coco
3 colheres de sopa de óleo de coco (em estado líquido)
1 mão cheia de pistácios descascados
1 colher de chá de fermento em pó
50g de cacau em pó

para untar a forma
(usei uma forma clássica de bolo inglês)
manteiga (ou azeite, margarina, qualquer óleo vegetal)
pão ralado (ou qualquer farinha)

para a cobertura
uma mão cheia de pistácios partidos para salpicar no fim
geleia de agáve
cacau em pó

Notas
O bolo é muito pouco doce mas a cobertura compensa.
A geleia de agáve e o cacau em pó para a cobertura devem ser doseados consoante a quantidade e consistência pretendidas. Começar com pouca geleia e eventualmente acrescentar mais, se necessário, depois de o cacau começar a envolver-se (é preciso alguma persistência porque não se dissolve logo).
Na massa, se estiver demasiado seca podem acrescentar geleia de agave (ou de arroz ou xarope de ácer) e se demasiado líquida, joguem com a quantidade da farinha e acrescentem uma colher ou duas.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

mãe é mãe


Recebi um e-mail da minha mãe a dizer que não escrevo no blog há muito tempo e que isso a deixa preocupada. Tinha de vir picar o ponto. Está melhor assim?

Ainda falta muito para a Primavera?




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

embrace the cold







Têm estado uns dias verdadeiramente invernosos, daqueles que nos congelam os dedos, os pés... e, no meu caso, até o cérebro. Não é segredo que não sou fã do frio (bem pelo contrário, é até um assunto bastante recorrente e maçador que não consigo evitar - sou uma seca!).

Relativizando: na semana passada alguém me relembrou da importância destes dias consecutivos de temperaturas muito baixas para controlar algumas pragas agrícolas. Muitas das criaturinhas responsáveis pela destruição de várias culturas, não resistem ao frio. A natureza a funcionar e a regular-se a si própria é uma coisa bonita o suficiente para me fazer suportar uns quantos dias de frio glaciar com um sorriso no rosto. E acreditem, se eu consigo, todos conseguem.

Além disso... já faltou mais para a Primavera.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

blue monday - essa aldrabice tão fiável




Não sei se já ouviram falar dessa espécie de mito urbano que é a existência de um dia no ano que é oficialmente o mais deprimente de todos - a blue monday. É obviamente uma cena meio absurda de psicologia barata, mas tem graça. Normalmente calha na terceira segunda-feira de Janeiro - existe uma fórmula e tudo, que se baseia em vários parâmetros para calcular o dia a que calhará em cada ano. É a chamada pseudo-ciência ou banha da cobra, mas eu tenho de reconhecer que todos os meses de Janeiro inteirinhos me parecem bastante deprimentes (como o resto do Inverno, em geral) e todas as segundas-feiras também. É por isso que sempre achei piada a esta teoria. Foi hoje. Faltam pouco menos de duas horas para terminar. O mais intrigante é que, aparentemente, estatísticas comprovam que neste dia há um pico no número de currículos enviados e no de suicídios. O Inverno é duro no hemisfério norte. Mas calma porque,  pela mesma lógica, algures em meados de Junho, há-de chegar o dia mais feliz do ano.





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

costurar animais em tecido - o meu elefante!



De vez em quando preciso de actividades manuais para desanuviar. Quase todas as semanas me proponho fazer uma ou duas coisas manuais novas mas nem sempre gosto do resultado final. No caso deste elefante, gostei. Está fofo, não está? Acho que ficou tão roliço e gordinho que é mesmo engraçado. Mesmo elefante. :)

Também correu bem um pinguim que fiz há uns anos. Dessa vez ofereci-o como presente mas agora falta-me coragem. A miúda em mim quer ficar com ele.






domingo, 8 de janeiro de 2017

Pavlova de maracujá



Já tinha saudades. Pavlova de maracujá era a sobremesa mais assídua nas festas e refeições especiais cá em casa durante um tempo mas agora não a fazia há anos. Esta semana comprei maracujás e apeteceu-me recriar esta maravilha. Nem me lembrava do bom que fica o contraste entre o doce do merengue e o ácido do maracujá! Não devíamos esquecer-nos de coisas assim. Um hábito a retomar (de vez em quando, pelo menos!), sem dúvida!

Pavlova de maracujá

3 claras
12 colheres de sopa de açúcar
1/2 vagem de baunilha
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de chá de vinagre de sidra
200 ml de natas
1 colher de chá de açúcar
5 maracujás

Alterei um bocadinho as quantidades (e alguns ingredientes) mas a preparação é a mesma que descrevi aqui, na primeira vez que a fiz. Continuo a recomendar. Muito.





sábado, 17 de dezembro de 2016

uma casa portuguesa



Demolhar demoradamente grão e bacalhau, mudar as águas umas quantas vezes, lavar e cortar uma gigante couve portuguesa, cozer tudo em separado (mas acrescentar uns ovos biológicos bem amarelinhos no centro) e depois servir com muito azeite, cebola e salsa. Acompanhar com broa de milho e um vinho tinto do Dão. Dia ganho.

Cá em casa somos muito portugueses nisto, não precisamos de emigrar para passar a dar valor aos pratos tradicionais. Mas é impossível ter uma refeição assim na mesa e não nos lembrarmos com muito carinho e saudade de todos os amigos que, pelas mais diversas razões, vivem agora noutros países. Sabemos as saudades que têm disto. É duro, gente, estamos convosco!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

aninhar - v. pron. Recolher-se em ninho. Agasalhar-se; conchegar-se.




Estou recostada no sofá, ao lado do pinheiro de Natal iluminado, embrulhada numa manta e com o portátil no colo a ver ( fi-nal-men-te) Gilmore girls - A Year in the Life. Se uma caneca de chá preto com especiarias acabada de fazer tivesse pernas e viesse ter comigo sozinha, o fim de tarde era perfeito. Assim, está quase lá! :)

Tive de clicar "pause" para vos vir dizer como o cheirinho a pinheiro natural a espalhar-se pela sala é bom. É mesmo! Se também se pudesse clicar "pause" na vida, este era um daqueles momentos em que gostava de demorar-me um bocadinho mais!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

a - bran - dar


grinalda natural (laranja, gengibre e maçã desidratados, folhas de louro e de oliveira, paus de canela, estrelas de anis, caules de cavalinha, fio de juta e agulha)

A minha falta de assiduidade por aqui não é voluntária. Não tenho tido tempo para nada e nem imaginam o quanto me custa aceitar isso - principalmente no Advento, em que seria suposto abrandar. Ainda não me rendi. Hei-de conseguir acalmar. Hoje, por exemplo, decidi-me e tirei parte da tarde para desacelerar. Fui escolher um pinheiro natural com calma e fiquei até há pouco a abrir as caixas de enfeites e a decorá-lo. Soube tão bem! Chegou a 6 de Dezembro - nunca na vida tinha deixado para tão tarde - mas como fica até 6 de Janeiro, ainda temos um mês inteirinho para usufruir dele.

E estou delirante porque o jantar de consoada da família vai ser cá em casa este ano. Quem me conhece sabe que isto é das melhores notícias que me podem dar. :)
Vai ser bonito.

domingo, 27 de novembro de 2016

bolo de cacau e outras coisas boas



Sou um bocadinho obcecada com cacau. Não sou daquelas pessoas que não resistem a chocolates, mas o amargo do cacau puro... esse sim, é capaz de me tentar!


Bolo de cacau saudável (sem glúten, sem lactose, sem sacarose...)

50g de cacau
3 ovos
125ml de água quente
150g de farinha de amêndoa
200g de açúcar de coco
150ml azeite

Misturar tudo e levar ao forno a 180º durante cerca de 30 a 40 minutos (o tempo depende da forma escolhida).

Se o acharem pouco doce, polvilhem com açúcar de confeiteiro e arruínem o adjectivo "saudável". Ou então não, aguentem firmes!


Dia de Acção de Graças - Thanksgiving Day



Este ano, uma vez mais, agradecemos juntos. Na quinta-feira passada, celebrou-se em vários países o Thanksgiving. Na Igreja Baptista da Graça, juntámos-nos para jantar e pudemos ouvir contar a História que deu origem a esta celebração. Foi tão bom!



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