quarta-feira, 27 de novembro de 2019

sobretudo sobre nada



Na vida, tenho a sensação de controlamos muito pouco do que nos acontece. Podemos, até certo ponto, escolher o que fazer ou como nos queremos sentir apesar das nossas circunstâncias, mas não controlamos muito. Reagimos. Ou não. Seguimos caminho. Ora, se a vida já nos prende e condiciona tanto, qual é o interesse de nos auto-condicionarmos naquilo em que podíamos ser livres? Acho que é muito por isso que este blog continua a ser esta seca confusa e sem objetivo. Sobretudo, sobre nada.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

volver



Aquela altura mais nostálgica do ano a chegar e lembro-me que em tempos tive um blog. Passo cá e deprimo um bocadinho com este abandono, a falta de critério recente... enfim. Abro a janela para escrever um novo post e sai isto que aqui vai. Esta espécie de lamento arrastado e melancólico. Eu garanto-vos que não sou esta pessoa. Até posso ser pior mas, seguramente, não sou esta. Devia dar a volta, ter um propósito, saber ao que venho (e dizer ao que venho). É isso, acho que devia saber para que serve o erva cidreira, ter um objetivo. Tipo: aqui encontram receitas assim e assado. Ou sugestões de não sei o quê. Ou então não. Isto do registo confessional meio "querido diário" é um tédio. Peço desculpa. Vou pensar o que fazer e já vos digo. Depois vocês decidem se estão para me aturar. Eu, hoje, não estou.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

aproveitar enquanto dura



Ontem e hoje tivemos direito a um oásis de calor em fevereiro. Apesar destas extravagâncias meteorológicas não serem bom augúrio para a saúde do planeta, a verdade é que sabem bem. O inverno é tudo de mau, desculpem lá. É um mal muito necessário, bem sei.

Luto mesmo para conservar a minha sanidade mental nos dias frios. Na maior parte das vezes, perco-a.

Portanto: Bem vinda, Primavera! Sei que não vieste para ficar, mas ainda bem que vieste.



domingo, 3 de fevereiro de 2019

princípios e telas em branco



Gosto de mudanças de casa. Se calhar sou a única. Ouço muita gente dizer que odeia mudanças. Eu sei que encaixotar a vida toda, carregá-la e ter de limpar tudo a fundo em duas casas é um horror. Dá muito (muito, muito, muito) trabalho, é cansativo e esgotante - em particular para acumuladores nada minimalistas como nós. Mas tenho saudades de mudar de casa. Se calhar habituei-me. Gosto da novidade dos recomeços e descobertas. Voltar a encontrar o sítio certo para cada objeto. Abraçar novas vistas, criar novas rotinas. Os recomeços são cheios de esperança. Talvez para o ano.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

local, sazonal, biológico, sem necessidade de rótulos e sem embalagens




Gosto de boa comida. Não necessariamente em quantidade, mas sou exigente na qualidade. Cá em casa, ambos gostamos de cozinhar e quem cozinha sabe que os ingredientes certos fazem toda a diferença. Acredito que "ser barato" não deveria nunca ser o critério quando falamos de alimentos - coisas que vão literalmente fazer parte do nosso corpo (e sim, neste contexto posso usar "literalmente" sem estar a ser ursa. Vão mesmo literalmente entrar nas nossas células e fazer parte de nós). Prefiro comprar menos, mas o melhor, do que trazer para casa coisas que não vão fazer bem a ninguém. E isto não implica necessariamente gastar mais. Felizmente, por enquanto, os melhores alimentos até são quase sempre os mais acessíveis. E isso é tão bom! Ainda por cima, quando escolhemos o que é local e sazonal, estamos a poupar o ambiente da poluição desnecessária dos transportes, a promover a economia da nossa região, a adquirir alimentos mais frescos e os mais saudáveis nessa altura do ano para o clima específico dessa zona geográfica. Uma opção, tantas implicações! Até parece fácil. Acho que muita gente não faz ideia de como se poderia sentir bem e ficar doente menos vezes se comesse só um bocadinho melhor. Os alimentos a sério não nascem com rótulos de ingredientes estranhos. Mas é possível que isto seja só eu armada em moralista e todos sabemos que não há paciência (nem espaço!) para mais moralistas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Inverno, a quanto obrigas!



Com o frio que faz na rua, Janeiro é o mês em que menos me apetece sair de casa. Todas as alternativas a sair e congelar ou apanhar uma chuvada, me soam apelativas.

Muito logicamente, esta é também a altura do ano em que realmente apetece mexer em lãs e ficar perto de tecidos quentinhos. Encontrei uns novelos nacionais Ecofriendly que são 100% lã, em cores lindas, e têm sido uma companhia do caraças estas semanas. Uma das coisas que fiz (a mais simples) foram capas destas para sabonetes. Comprei sabonetes de alfazema com manteiga de karité, sem aditivos ou químicos de síntese nocivos e desnecessários, para rechear as capas de lã pura e isto é o esfoliante mais eficaz que já se viu. E perfumado! E amigo do ambiente e da pele. E bonito, vá! Estou orgulhosa da ideia.

2019



Estamos em janeiro, sinto que ainda não é completamente ao lado desejar-vos um bom ano novo a todos. Já cai mal, sejamos honestos, mas ainda é tolerável se forem boas pessoas e o dia vos tiver corrido bem. A mim está a correr. É dia de folga. Esse conceito que me foi estranho durante toda a vida e agora aprendi a apreciar. Era uma daquelas pessoas que deliram com as sextas-feiras à tarde. O prenúncio de dois dias inteirinhos de "total" liberdade é uma das coisas mais bonitas da vida. Agora trabalho muitos sábados e estou a aprender a apreciar outras coisas igualmente mágicas: como a folga num dia útil.

Que 2019 seja como um dia de folga ou a véspera de alguma coisa que se deseja muito! Aproveitem bem.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

a árvore do ano passado




Sou uma pessoa do verão e do calor. A menos de 26ºC entro em hipotermia, por isso não sou o melhor exemplo a lidar com os meses frios. O pior é que o frio verdadeiro ainda nem se faz sentir, o inverno ainda não chegou e eu já estou farta dele há semanas! O que traz a estes meses do final do ano alguma distração e ilusão de aconchego são as luzinhas (as mantas e malhas não são ilusão) e por isso estou a aguentar-me para não montar uma árvore de Natal já em Novembro. Não seria a primeira .

Árvore de 2017



acerca do equilíbrio




Comer pode ser um prazer mas, em última análise, os alimentos são o nosso combustível. Quando nos esquecemos dessa função essencial de nutrição e nos focamos apenas no prazer, acabamos por alimentar-nos de forma errada (acho que isso acontece em todas as áreas da vida, à mesa é só mais uma). Nós asneiramos bastante. E às vezes nem é por gulodice ou descontrolo, é só pela estética do momento. Que mesa é que não fica melhor com vinho? Que mesa não fica mais composta com pão e "entradinhas"? Que mesa não nos parece mais completa se houver sobremesa?

O frio lá fora também não ajuda.

O equilíbrio é tão difícil e tão necessário (a todas as áreas da vida).

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bodas de Cristal



Casámos há 15 anos. Completam-se hoje que, curiosamente, é Dia Mundial dos Animais. Casar, aprender a viver casado e continuar casado, é comparável a domar um animal selvagem. A efeméride não fica a despropósito. Tem sido tão bom e tão mau! Tão maravilhoso e tão terrível! Amo-o muito mais hoje do que em 2003 e não imagino a minha vida sem ele. É o melhor companheiro de viagem que poderia desejar. Deus foi muito engenhoso quando nos juntou. E é isto. Até daqui a mais 15!

sábado, 11 de agosto de 2018

Ser croma é pensar coisas destas. Pior é escrevê-las para toda a gente saber.




Nos meses de Verão, até a luz é melhor! Como é que uma pessoa consegue montar um puzzle se não tiver luz natural decente? Não consegue. Viva o Verão!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Quadrados de millet tufado






Achei que era o dia de voltar. Estava com saudades.



Ainda não tive férias este ano. Aliás, mudei de trabalho no finalzinho de Fevereiro e, legalmente, ainda nem sequer tenho direito a férias para já. Para quem passa o ano inteiro a sonhar com a praia, o Sol e tempo de qualidade... isto é duro, gente!




A minha técnica de sobrevivência passa por fingir que os finais de dia (quando não são passados a trabalhar) são férias. Ajuda muito! Sou fácil de enganar (principalmente quando quero muito, muito ser enganada). Finais de dia a passear, numa esplanada, em fugida até à praia, a jantar num sítio diferente, cocktails na varanda... tudo serve. Até experimentar receitas novas divertidas, como estes quadradinhos de millet puffs. Muito fáceis, muito bons e relativamente saudáveis. Aliás, a receita é do livro "Nem acredito que é saudável", da muito querida Sara Oliveira (autora do blog com o mesmo nome do livro) que tive o prazer de conhecer durante os meus tempos na Maria Granel. Os quadradinhos ficam uma delícia mas não precisam de acreditar em mim: experimentem vocês e comprovem.




Entretanto, vamo-nos encontrando mais por aqui.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

inverno a ser inverno, precisa-se





Está verdadeiramente frio. Completa-se este ano uma década desde que viemos morar em Lisboa e não tenho memória de dias tão frios como estes por cá. Também não me lembro de um ano em que chovesse tão pouco e isso, apesar de me saber bem, tem-me preocupado cada vez mais. As barragens estão todas no limite, precisamos de água nos rios e de chuva para purificar o ar. Já falta pouco mais de um mês para chegar a Primavera!

Alguém por aí que conheça a dança da chuva?



sábado, 20 de janeiro de 2018

inverno




Hoje acordei e, enquanto orientava o pequeno almoço, fui para a janela fazer bolinhas de sabão. É bom ser um bocadinho criança. O dia está mesmo a pedi-las.

É sábado e o Sol está maravilhoso, 'bora ignorar o frio e ir para a rua?!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

almofadinhas com alfazema



Antes de mais, bem vindos a 2018! Estamos cá todos.
Tenho andado desaparecida daqui mas muito produtiva (e semi-prendada, vá!). Foi um final de ano muito bom - com muito trabalho mas também com muita família.

No coração do Inverno, os dias parecem mais curtos e os serões mais longos (provavelmente porque saímos menos de casa). O tempo continua a ser um recurso escasso e precioso mas tenho tentado usá-lo o melhor que sei. Comecei este ano como terminei o anterior: a costurar, bordar, tricotar e crochetar em grande ritmo... e a adorar fazê-lo! Mesmo coisas simples como estas mini-almofadas de alfazema para colocar em gavetas ou pendurar nos roupeiros (sabiam que a alfazema repele as traças e o seu aroma ajuda a relaxar e chamar o sono?) são um prazer enorme de fazer com as nossas próprias mãos. Apanhei as flores de alfazema no Verão, sequei-as à sombra cá em casa e têm um aroma muito mais intenso do que as que se encontram à venda. Nunca mais é Verão outra vez!  ;) Falta muito?







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