sexta-feira, 29 de abril de 2016

É hoje!


fotografia  da Rita Carmo

Hoje saiu disco novo. Logo à noite, no Teatro São Luiz, há concerto de lançamento. Ele não fica nervoso com estas coisas. Eu fico.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

sinais de vida



Tenho tentado dar sinal de vida por estes lados mas acabo por ficar parada a olhar para a janela em branco durante alguns minutos, dedos a pairar imóveis sobre as teclas e, entretanto, lembro-me sempre de alguma coisa melhor para fazer. 

Escrever só por escrever não tem grande interesse (e é o que estou a fazer agora, afinal!) mas os dias até têm sido bem ocupados e não falta o que partilhar, só me tem faltado vontade. Sabem do que falo?

Finalmente, resolvi-me a fazer o upload desta fotografia manhosa, torta e tirada com o telemóvel para tentar acabar com o bloqueio da "folha em branco" e vir dizer um "olá" ao mundo. Portanto: Olá!

O mês está quase no fim e a meteorologia a por-se em consonância com a altura do ano. Acabou-se (parece-me!) o  clássico "Abril, águas mil" e chegou a primavera como deve ser. A minha mini-super-horta da varanda está produtiva como nunca antes, os dias a pedirem que volte à bicicleta como meio de transporte e a parecerem novamente mais longos. Os passeios voltam a apetecer e até cozinhar sabe melhor com o Sol a espreitar (vou escrevendo esta lista enquanto tento interiorizá-la e convencer-me dela! Pode ser que resulte.).

Vamos a isto!


sexta-feira, 15 de abril de 2016

sossegar o desassossego


"Sábio é quem monotoniza a existência, pois então cada pequeno incidente tem um privilégio de maravilha. O caçador de leões não tem aventura para além do terceiro leão. Para o meu cozinheiro monótono uma cena de bofetadas na rua tem sempre qualquer coisa de apocalipse modesto. Quem nunca saiu de Lisboa viaja ao infinito no carro até Benfica, e, se um dia vai a Sintra, sente que viajou até Marte. O viajante que percorreu toda a terra não encontra mais de cinco mil milhas em diante novidade, porque encontra só coisas novas; outra vez a novidade, a velhice do eterno novo, mas o conceito abstracto de novidade ficou no mar com a segunda delas."
Livro do Desassossego
Reflexões sobre a Arte
Bernardo Soares

terça-feira, 5 de abril de 2016

na horta


com a mão na massa

Não sei o que se passa comigo por estes dias mas anda a ser difícil resistir ao apelo da terra. Nunca antes tinha sentido tanto a falta de ter um jardim ou quintal em casa. Na verdade, gosto muito de viver em apartamentos porque são mais quentes que as casas térreas, menos húmidos, com menos aranhas e formigas a entrarem por todo o lado e são mais seguros - entre várias outras vantagens que só descobri quando saí de casa dos pais aos 18 anos, mas de que nunca mais prescindi.

Só que este ano já enchi a varanda com vasos, tal como a sala e a cozinha, mas continua a saber-me a pouco. Do que gosto mesmo é dos espaços abertos, do campo e do contacto com a terra a sério e não a fingir. E não me importo com o trabalho duro, a sério que não. Dizem que quem trabalha por gosto não se cansa mas eu sei que isso não é verdade. Só que há cansaço e... cansaço. Gostava de passar os dias assim.

Tenho de repensar o que quero fazer quando for grande.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Boa semana!




De regresso ao trabalho. As segundas-feiras são sempre um bocadinho traumáticas portanto nem sei bem o que dizer das que se seguem a uma semana de férias. Prefiro programar o cérebro para pensar nisso o mínimo possível e focar-me no tanto que há para fazer. O dia há-de passar num instante e, não fosse esta chuva, a mudança de hora já trouxe os anoiteceres cada vez mais tardios que começam a auspiciar o Verão.

Entretanto, um bom pequeno-almoço faz maravilhas pelo meu dia.

Há poucas coisas pelas quais valha tanto a pena acordar mais cedo!


sexta-feira, 1 de abril de 2016

ovos pintados



Já que ando no tópico "ovos", deixem-me mostrar-vos alguns dos que pintei este ano e pode ser que vos entusiasmem a experimentar. É uma atividade muito divertida e relativamente rápida. Não tem propriamente um objetivo funcional mas, who cares?

Usei tintas acrílicas para pintar e paus de espetada para segurar os ovos durante o processo. Na minha opinião, ficaram muito giros. Acho mesmo que até gosto mais deles pintados do que tingidos mas pode ser só pelo efeito da novidade (quase de certeza que é isso, porque os outros têm um ar menos artificial que costumo preferir). E é isto!

Alguma vez pintaram ovos? 


ciclos e estações


Há três anos, neste dia, nada mudava muito. :)

arranjos primaveris



Um grande arranjo com ramos de salgueiro podados no início da primavera e com ovos pendurados, era um clássico em casa dos meus avós maternos, todos os anos por esta altura.

Mãe e avó ensinaram-me a furar cada ovo nas duas extremidades com uma agulha e muito cuidado, soprar o conteúdo para fora (e aproveitá-lo para fazer bolos, claro!), lavar muito bem o interior e depois cozer as cascas em água com corante natural (por exemplo cascas de cebola, ou beterraba) ou folhinhas de corante alimentar. Depois deixávamo-los secar, prendíamos-lhes uma fita a cada um e estavam prontos a enfeitar a casa. A minha avó também costumava tingir alguns ovos cozidos com o conteúdo e que iam para a mesa e eram mesmo comidos! Fazíamos isto praticamente todos os anos.

Agora continuo a fazer o mesmo sozinha mas vou introduzindo algumas novidades (o Pinterest tem grande parte da culpa) e tenho conseguido, com algum sucesso, guardar os ovos de uns anos para outros. Continuo a só ter um forrado com tecido e fitas mas, pelo menos, é dos que resistem ainda. Este ano, em vez de os tingir, optei por pintar. Na fotografia abaixo já tinha acrescentado um branco (o mais acima de todos) e um azul vivo (á direita) que foram pintados este ano e levaram purpurinas prateadas. Na última fotografia, que se vê com mais pormenor, todos os ovos vieram de anos anteriores. Aguentaram-se muito bem. Ninguém diria, certo?



quinta-feira, 31 de março de 2016

coisas dos dias e do tempo



Esta semana tenho mini-férias mas o Samuel resolveu apanhar uma gripe daquelas que deixam qualquer um de rastos e acabámos por ter de ajustar os nossos planos para ficarmos por casa o tempo quase todo.

Até ver, tenho aproveitado para dar passeios a pé na vizinhança, organizar a casa (eu sei, grande seca!), dedicar tempo às plantas, ler e fazer mais algumas das coisas que raramente consigo encaixar no dia-a-dia normal. Está a ser bom - apesar daquela angústia do regresso ao trabalho me acompanhar o tempo todo, os dias parecerem passar a voar e ter uma pessoa cheia de febre em casa dias a fio não ser propriamente animador. Angústias à parte, até tenho feito algumas coisas giras. E ontem tive o aniversário mais descontraído da minha vida. A varanda está apetecível. Melhor parte: as alfaces que semeei na semana passada já estão a germinar!



sábado, 19 de março de 2016

os dias estão a crescer!



O vento intenso, que é inevitável em andares altos, obriga-nos a trazer todas as plantas para dentro de casa e a não usar a varanda durante os meses mais frios. Se durante uma parte considerável do ano é como se não tivéssemos mesmo varanda, a meados de Março posso começar a planear a melhor maneira de voltar a aproveitar aqueles ínfimos metros quadrados. É uma varanda verdadeiramente pequenina, mesmo das mais modestas que existem, mas valorizo-a tanto e faço tantas coisas "lá fora" que acabo por usufruir dela como se fosse um grande terraço!

A mesa vai continuar cá dentro enquanto a chuva se mantiver mas hoje já levei algumas plantas para lá. Plantei alfaces, beterrabas, coentros e morangueiros; semeei salsa e estou muito animada com o tempo quente que aí vem. Espero que não demore!




quinta-feira, 17 de março de 2016

tarteletes com ovo inteiro



Andava há tempos com vontade de experimentar fazer isto. Preparar as tarteletes como habitualmente (são mesmo uma refeição relativamente frequente cá por casa) mas, depois, partir um ovo inteiro sobre cada uma em vez de as rechear com ovos batidos. Um salpico de sal marinho fino e pimenta moída na altura por cima, forno q.b., et voilà!

Experimentem, fica bonito.



agricultora (por uma semana)



Estou a trabalhar com um grupo de vinte e poucos alunos, num projecto de hortas urbanas biológicas. Para inspiração, começámos a semana na Quinta do Arneiro e dificilmente haveria melhor escolha. Foi inspirador, saudável, didáctico e uma verdadeira experiência para todos os sentidos. Pudemos andar no meio dos canteiros a provar um pouco de tudo, a aprender, descobrir sabores novos e flores comestíveis. 

Cresci no campo e é onde me sinto em casa. Os cheiros, as cores, os sabores... mesmo com trabalho árduo e horários exigentes, tudo o que é amigo da terra me parece sempre mais leve e óbvio. A naturalidade de estarmos no sítio certo, rodeados do que nos faz bem.





segunda-feira, 7 de março de 2016

Limpezas de Primavera



Fazia muito (muito, muito, muito) tempo que não passava um dia inteiro sem sair de casa e sem ter trabalho para fazer. Sábado foi esse dia. Resolvi começar a "Spring Cleaning". Além das habituais máquinas de roupa para lavar e secar, louça por arrumar, roupas de cama para mudar e muitas coisas para limpar, o Sol intenso convenceu-me a trocar já os móveis da sala para a posição de Verão (com um divã e almofadões em frente das janelas grandes da sala para começar a aproveitar bem os finais de tarde cada vez mais longos) e iniciaram-se as limpezas na varanda para voltarmos a usar o espaço lá fora.


À excepção do pequeno almoço com calma (enquanto ainda havia mesa em frente à janela da sala!), o dia foi todo em velocidade de cruzeiro, mas muito produtivo e saboroso. Daqueles dias em que nos sentimos mesmo bem quando por fim nos deixamos cair exaustos no sofá com a sensação da missão cumprida. Jantámos lasanha caseira feita a 4 mãos e acompanhada por um bom vinho, numa sala com ar de nova. Foi um dia melhor que muitas mini-férias.

Boa semana de SOl!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016



Ofereci uma pedrinha da praia ao Tomás (6 anos). Pergunta-me, com os olhos a brilhar:

- Posso ficar com ela para sempre?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

#ninjadotricot



Uma camisola inteira de seguida, sem ter de tirar nunca as agulhas e só com ponto liga foi o necessário para me convencer. Agora posso dizer que já tricotei uma camisola. Ninguém precisa de saber que foi o modelo mais básico do mundo e em tamanho bebé.

Se também não são virtuosos nas agulhas mas até gostavam de fazer alguma coisa que se visse, deixo-vos as instruções do Creativa Atelier, que me serviram de orientação. Duvido que encontrem mais fácil (mas se encontrarem, digam-me por favor!) e esta, apesar de simples, fica muito gira. Recomendo!



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