quarta-feira, 28 de setembro de 2016

menos é mais (seguro)


Ai ai, Mundo, se tu soubesses, se tu sonhasses! Tenho tanto para te dizer! Mas o censor que há em mim não deixa. Ainda bem. Ia correr mal de certeza.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

menú do dia - pois, claro!



É isso mesmo que estão a pensar. Sou pouco original ao ponto de ter uma ardósia na cozinha para escrever tretas a giz. A ideia inicial era mesmo sermos organizadinhos e termos um menú semanal planeado com antecedência. Claro que isso raramente acontece e passamos a vida a preparar saladas de última hora com o que há à mão (acaba por correr  bem e isso é que interessa). Por outro lado, no dia-a-dia, o quadro acaba por ter mais piada para deixar recados parvos (e eu sou muito boa em coisas parvas!).

Mas, com a chegada do tempo frio (que, felizmente, tarda em chegar a nossa casa porque ela mantém-se quentinha naturalmente) sei que vai regressar também o apetite, a vontade de ficar mais por casa, ligar o forno e fazer coisas boas elaboradas. Não me importava que fosse sempre verão mas, já que não é possível (nem sustentável, ou sequer razoável), ando a esforçar-me para ficar animada com a chegada do Outono. Não há-de ser nada!

(esta minha conversa é tão recorrente, credo!)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

adeus Verão?



Aproveitar bem os últimos figos da temporada. Pelo menos para já. Sábado é dia de ir descobrir o que há de novo nos frutos e legumes da época (quem sabe não há ainda figos bons?). Se temos de nos despedir do Verão e abraçar o Outono (é mentirinha, para a semana parece que volta o calor! :) ), quero fazê-lo como deve ser e começar a planear bem as minhas compotas doces e conservas salgadas. Frascos a postos e aqui vamos nós!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

casa verde



A capacidade de sobrevivência e adaptação das plantas surpreende-me todos os Verões. Costumamos passar uma temporada grande fora de casa e elas ficam entregues à sua sorte, ninguém as vem regar. Claro que tento deixá-las abrigadas e que as rego abundantemente antes de sairmos, mas fecho sempre a porta de casa com a suspeita de que muitas delas não vão aguentar as temperaturas que Lisboa oferece em Agosto.
Ano após ano, sou surpreendida à chegada. É uma das razões pelas quais tenho alguma dificuldade em compreender quando alguém me diz que não tem sorte nenhuma com as plantas porque elas morrem todas. Aqui, portam-se com uma valentia admirável. A que está à direita, na fotografia de cima, resiste a tudo (incluindo todas as mudanças de casa) há mais de uma década. 






terça-feira, 13 de setembro de 2016

comer melhor, viver melhor



Associamos a Setembro o regresso dos miúdos à escola, o nosso ao trabalho e o de toda a família às rotinas. Para mim, este ano está a ser completamente diferente. Setembro trouxe-me sítios para descobrir, novos horários, pessoas para conhecer e, por enquanto, muito pouca rotina.

Uma das melhores coisas que estou a redescobrir é o prazer de poder voltar a fazer as minhas refeições em casa. É tão bom podermos escolher, sabermos de onde vêm e confiarmos na qualidade dos ingredientes que nos chegam à mesa. Se for descobrindo receitas que valham realmente a pena, partilho convosco. Vamos a isto?



sábado, 10 de setembro de 2016

Setembro, esse outro Janeiro



Já era tempo de regressar.
As férias foram muito boas mas há tempo para tudo. Setembro é mês de recomeços. Cá estou, a picar o ponto. E sim, venho cheia de vontade. 
Sejam bem vindos desse lado!


quinta-feira, 21 de julho de 2016

a uma semana


Marina do Parque das Nações, vista de bicicleta

Daqui a uma semana, precisamente, começam as minhas férias. Em rigor, começa uma nova etapa da minha vida. A grande decisão de que aqui vos falei por alto implica que, depois das férias, já não regresse ao mesmo trabalho. Digamos que, na balança de todas as escolhas, voltar a ter tempo para os outros (e para mim) pesou mais. E a possibilidade de me dedicar a algo novo, fresco e diferente de tudo o que já fiz até hoje. O desafio, o friozinho na barriga... 


Vai deixar de ser tão fácil ir trabalhar de bicicleta (numa cidade famosa pelas suas 7 colinas, eu tinha a sorte de trabalhar a 11km de ciclovia plana!) e esta vista fica "só" para os finais de tarde à janela. Mas há coisas boas em todo o lado e eu quero é abrir bem os olhos para estar atenta a elas!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

brunches, lunchiners, ou o que for...




O pequeno-almoço tardio generoso, que de "pequeno" não tem mais nada além do nome, e que substitui logo o almoço, é uma das minhas refeições preferidas. Chamam-lhe brunch e, desde que passámos a atribuir-lhe um nome, parece que ficou mais famoso. Só que não, ele já existia... era o pequeno almoço de fim de semana ou das férias, aquela refeição maravilhosa de quem não precisa de olhar para o relógio nem de se justificar por estar a comer ovos com salmão fumado ao pequeno almoço.

Com nome estrangeiro importado ou não, eu gosto muito de bruncheslunchiners e todas as outras fugas à rotina que me sugiram férias, nem que seja durante uma ou duas horas, num sábado quente entre duas semanas de trabalho. Vale a pena!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Obrigada Aristóteles!


A ler sobre ética (e descontextualizando completamente este excerto) sinto-me enquadrada.

"No que respeita a virtudes morais (prudência, justiça, coragem, temperança), Aristóteles caracteriza cada uma como um meio entre os dois extremos do excesso e da deficiência. Uma pessoa corajosa, por exemplo, não é nem imprudente (um excesso) nem cobarde (uma deficiência); uma pessoa corajosa tem a correcta disposição para assumir os riscos e para, ao mesmo tempo, recear proceder dessa maneira."
Humberto D. Rosa, em Bioética para as Ciências Naturais

Sou só corajosa. Obrigada Aristóteles!

terça-feira, 5 de julho de 2016

posts que falam, falam e não dizem nada



Acho que, com a idade, vamos sendo cada vez mais cautelosos. É provável que seja o acumular de sabedoria e experiência que nos torne mais ponderados - e a cautela seja só a consequência natural. Gosto de pensar que sim. Na prática, apercebo-me que arrisco muito menos hoje do que há 10 ou 15 anos e em quase todas as áreas da vida. Talvez também por ir aprendendo a ser mais serena e grata pelo que tenho, em vez de continuar sempre insatisfeita à procura de ninguém sabe bem o quê. Mas também me sinto menos aventureira e, em geral, mais medrosa. Ora, se é a excepção que confirma a regra, a minha excepção está a acontecer. Na semana passada, tomei uma decisão daquelas arrojadas que nos viram a vida ao contrário. Agora estou a processá-la. Ao entusiasmo mistura-se, a tempos, um medo quase inexplicável do desconhecido. Se contassem à Raquel com 20 anos (sim, estou a referir-me ao meu "eu passado" e na terceira pessoa, isto aconteceu), cheia de gosto pela novidade, que haveria de, um dia, sentir-se assim insegura, ela não iria acreditar.
Dito isto: siga! :)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

sítios onde apetece ficar






Sábado, em Coimbra, entrei neste espaço (que nem sei como se chama ou a quem pertence) e senti-me em casa. Podia trabalhar num lugar assim. Mais do que paredes e objectos, há sítios que parecem respirar e onde a criatividade entra e circula a maior velocidade. O caos organizado é uma das minhas coisas preferidas de sempre. E Coimbra!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

viver mais devagar - viver mais



Ouve-se muitas vezes por aí que "parar é morrer". Deixem que vos diga: não parar é a verdadeira tragédia dos nossos tempos. Por estes dias, tenho sentido (mais ainda que o habitual) urgência em abrandar. Parar. Saborear os minutos. Viver a sério. Estou em contagem decrescente para as férias.

terça-feira, 21 de junho de 2016

A minha receita de amêijoas com leite de coco




Na frigideira (ou num tacho largo) coloquei uma noz de manteiga e duas colheres de sopa de azeite. Acrescentei 3 dentes de alho laminados, 1 colher de sopa de gengibre fresco ralado, 3 folhas de lima kaffir cortada em tiras, uma malagueta sem sementes picada e 1kg de amêijoas frescas. À medida que as conchas iam abrindo, em lume médio, acrescentei 100ml de leite de coco e misturei. Antes de servir, reguei com sumo de limão (pode usar-se lima) e salpiquei generosamente com coentros. Se for necessário, pode rectificar-se o sal com molho de soja.

Servir com pão estaladiço e cerveja bem fresquinha, de preferência numa mesa ao ar livre!


quinta-feira, 16 de junho de 2016

por estes dias, a mini-varanda é o sítio preferido cá em casa



Aparecer menos por aqui pode ter muitas razões mas há duas preponderantes e quase opostas: estar demasiado cansada ou andar ocupada com muitas coisas boas. Felizmente, a desculpa para as ausências recentes tem mesmo sido a segunda. O calor é o meu melhor combustível.



Quanto a vocês não sei, mas tudo me sabe melhor quando chega este tempo bom de Sol a brilhar e céu azul, com termómetros acima dos 20ºC. Até a comida estival é melhor! Mais saudável e mais simples. 

Apetecem mais as saladas, os sumos de fruta, os alimentos que se comem crus, pouco cozinhados e sem grande elaboração. Os gelados... ai, os gelados... é tudo bom! Credo, não consigo ser imparcial nisto das alturas do ano, desculpem. :) Até a roupa que vestimos é mais simples no Verão! Os dias são mais longos e as noites agradáveis. Não há meias para lavar! Nem são necessários guarda-chuvas! É mesmo tudo bom!


terça-feira, 31 de maio de 2016

escolhas da semana IX - pode fazer-se TUDO com paletes?



A resposta é: quase.

As paletes são paradigmáticas do "ter mais ideias que tempo". Quase de um momento para outro, uma coisa tão banal, acessível e que passava despercebida nas suas muitas utilizações quotidianas, saltou para a ribalta e parece poder ser transformada e aproveitada para se fazer quase tudo numa casa ou jardim. E não é só uma questão de baixo custo, eu gosto muito a sério do efeito rústico dos móveis em pinho! 

Fiz uma selecção das minhas ideias preferidas. Num dos lugares cimeiros surgem as camas. Não faltam ideias nem alternativas mas dou-vos o exemplo mais simples de todos na fotografia acima. Podem ver outros exemplos aqui. Inspirem-se.

Agora o número 1 do meu top pessoal, a minha utilização preferida para reaproveitar paletes: estantes de parede. Estas abaixo são mesmo giras mas suspeito que não são muito fáceis de fazer:



Dentro deste tipo de estantes ou prateleiras de parede fechadas (não sei bem o que lhes chamar) há várias variantes e o número de utilizações possíveis é quase ilimitado. Ora vejam outro exemplo:




Grande pinta, não tem?

E, para terminar, uma mesa de apoio. Assim, perfeita. 


Sei que já viram muitas outras ideias noutros sítios, por isso, fiquem à vontade para partilhar as melhores. Eu agradeço.
(acho que agradecemos todos!)

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