terça-feira, 30 de maio de 2017

vestida por... mim!




No último fim de semana consegui terminar uma peça de roupa minimamente usável - apesar de  bastante imperfeita. É um vestido amarelo e ficou larguíssimo mas estou feliz na mesma (mais vale largo que apertado  - Am I right?). Usei um tecido baratinho porque tinha receio de estragar tudo e ser um desperdício, mas acabo por concluir que a tarefa teria corrido melhor se o tecido não fosse tão mau. Foi um teste. Com o tempo vamos lá!

Quando ainda andava a estudar (no 3º ciclo e no secundário) cheguei a ir várias vezes para a escola com roupas feitas por mim. Ainda hoje me questiono como é que isso era possível. Agradeço a paciência e benevolência da minha mãe por ter aturado a minha adolescência. Não sei como sobrevivi às parvoíces que fazia mas, por outro lado, tenho alguma pena de a idade nos trazer esta coisa a que chamam "bom senso" que nos faz tão mais retraídos. Este ano não há-de acabar sem que eu saia à rua com roupa feita por mim!




7 comentários:

Val disse...

É sempre uma primeira experiência, Raquel, à qual se seguirão outras, com certeza. Resultou num vestido vaporoso e bem romântico que decerto terá bastante uso nestes dias quentes que se avizinham. Sabes, considero-me criativa em certos campos, mas nunca para roupa, nem na adolescência, que como dizes, é uma época de liberdade e ousadia. Era capaz de sair com uma coisa mais extravagante e quando muito"repaginar" uma t shirt ou outra peça mas nunca me sentar à máquina e fazer algo do zero. Beijinho, Raquel!

Catarina disse...

Oh que vestido tão amoroso, perfeito para os dias quentes. Parabéns. Aos meus olhos está muito bonito e não lhe vejo imperfeições.
Acho maravilhoso quem costura as suas próprias roupas. Olho tantas vezes para a minha máquina de costura e penso: poderíamos ser tão mais próximas se eu não fosse tão preguiçosa!!!
Beijinho enorme

Debora disse...

Pois eu não vejo nenhum defeito!
Tenho muita vontade de aprender a costurar. Já ensaiei comprar uma máquina uma dúzia de vezes, mas desisto no último minuto. E se eu não levar jeito? E se for muito difícil? E se...?
Há quanto tempo você costura (tirando a fase da adolescência)?

faz bem aos olhos disse...

O vestido parece-me excelente! Na minha adolescência também fiz umas roupas para mim. Lembro-me especialmente de um colete que eu adorava usar com um tecido estampado, parecido com o do teu vestido, mas noutras cores. Mais tarde, e tenho tanta pena, ganhei aversão à costura, ainda não percebi muito bem porquê mas de facto não sei o que é costurar há anos. Depois vejo peças como este teu vestido e fico a pensar "oh Ana, então e não te atiras de cabeça a outra peça de roupa porquê!???" :))

Raquel Úria disse...

Oh Val, aposto que com o teu jeito, criatividade e acabamentos perfeitinhos, podias fazer roupa bem gira! Basta começar... :)

Raquel Úria disse...

Obrigada, Catarina! :) São mesmo esses olhos que são generosos! Mas podia ter ficado pior, é verdade! ahahah

Raquel Úria disse...

Não é muito difícil, Débora, não é mesmo! É uma questão de escolher peças mais simples para começar e fazer as experiências que forem necessárias até acertar - pode até correr bem à primeira! :)

Eu aprendi a costurar sozinha, como em quase tudo na vida. Gosto da descoberta. A minha mãe tinha uma máquina de costura em casa que era usada muito raramente para fazer umas bainhas em cortinados ou calças mas sempre coisas muito simples. Eu achava a a máquina linda e resolvi começar a explorá-la. Era das singer antigas, não eléctrica e com mesa, tinha correias e uma pedalaria grande que tínhamos de pressionar para produzir a energia mecânica. Depois quando comprei uma eléctrica tudo ficou mais fácil... mas menos romântico. :)

Coragem! :)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...