sexta-feira, 10 de outubro de 2014

arroz de pato sem pato em tolha de chita de Alcobaça



Ir a Alcobaça e não trazer chitas pareceu-me um absurdo. Sábado, ao fim da tarde, resolvi dar uma volta a pé sozinha na zona histórica para provar doces conventuais e procurar uma retrosaria. Ambas as decisões se provaram muito acertadas!

Encontrei lenços tradicionais lindos e chitas de Alcobaça com uma variedade que nem sequer esperava. Acabei por ter de me refrear e escolher apenas dois padrões com cores bastante diferentes. Comprei alguns metros de cada um mas ainda não tenho planos muito concretos para eles. O que já é certo é que uma boa parte serão toalhas de mesa. Estes padrões antigos lembram-me tanto a minha avó paterna, a avó portuguesa, a pessoa que toda a vida conheci vestida de preto e que, ao mesmo tempo, era quem mais gostava de cores garridas e padrões floridos. Ver a mesa assim trouxe-me tão boas memórias!




Fiz o que parece (e sabia a) arroz de pato mas usei, alternativamente, frango. Um peito de frango grandinho, cozido e desfiado. Para além de ser muito mais fácil de encontrar e mais acessível, é também muito menos gordo. Cozi o peito de frango em caldo de galinha com vinho branco e sumo de limão e depois usei esse caldo para cozinhar o arroz no forno. Ficou óptimo. Muito melhor do que esperava!

7 comentários:

a andorinha disse...

A ideia da toalha em chita é óptima. Acho que vou copiar. Posso? :)

Raquel Úria disse...

Sim, por favor! Nem sequer me atreveria a reclamar a originalidade da ideia para mim, a chita fica tão bem numa mesa corrida que parece que faz parte dela!

Rebeca disse...

Nossa, esse arroz estão com ótima aparência, deve estar delicioso!
As chitas de Alcobaça são mesmo lindas!
Por que sua avó só usava preto?
Bjs

Raquel Úria disse...

Rebeca: boa pergunta, eu devia ter explicado! A minha avó ficou viúva muito nova (eu nunca conheci o meu avô paterno) e a partir desse dia decidiu só vestir preto. Antes havia muita gente que fazia essa opção, nas zonas mais rurais era quase imposto culturalmente. É triste, não é? Logo ela que gostava tanto de cor!

vera ferraz disse...

Que bonita que ficou como toalha!

Bombom disse...

Vê lá que eu, tão velha e não sabia que Alcobaça era a terra das chitas.
Quando era pequena (nasci em 1943), lembro-me que todos os anos havia uma festa das Costureiras, dedicada às chitas em que no fim, havia uma passagem de modelos muito badalada nos jornais. Depois, com o aparecimento do nylon, as chitas foram destronadas e entraram em vias de extinção. Com as novas técnicas de tingimento as cores já devem ser mais fixas, o maior problema das antigas chitas. Fiquei com vontade de voltar a encontrá-las.
E gostei muito do teu Arroz de Pato "travestido" que ficou com um aspecto bem apetitoso. Boa semana. Bjs. Bombom

Val disse...

Raquel, a chita como toalha ficou lindíssima. Vou pedir licença para copiar tb. Conhecia as chitas mas não este padrão! bj

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