sábado, 7 de setembro de 2013

um sábado em casa






Detenho-me por minutos a olhar para o rio e para as lãs, mas a primeira semana de trabalho depois das férias já me instilou novamente aquela sensação insuportável de urgência, como se abrandar fosse um crime porque há sempre  t u d o  por fazer. Detesto esta sensação. Gosto de conseguir parar sem pensar em trabalho. Só as férias me conseguem dar isso. Se calhar, devia viver sempre em férias. Ou viver sempre como se estivesse de férias! Será possível conseguir-se isso? Aprende-se?

A máquina de roupa já lavou, reguei as plantas, fiz o almoço, montei cortinados novos, arrumei a louça lavada e enchi a máquina da louça com a suja que já está a lavar, vou limpar o chão, estender a roupa lavada entretanto e o dia acaba... assim, num instante. Fiz tudo e não fiz nada. Mais valia ter parado!


8 comentários:

O meu pensamento viaja disse...

Olá, Raquel! Sou a Nina. Não sou bióloga, mas tirando isso, temos muito em comum.
Gostava muito que fôssemos seguidoras. Alvitre!
Beijo

Raquel Úria disse...

Olá Nina, bem vinda e que bom!

(Já fui espreitar o blog e hei-de voltar!)

Evy Percebes disse...

Os dias não dão para fazermos nada, bem podiam ser um bocadinho maiores ;) beijinhos

Rute Carla disse...

revi-me nesse sentimento de passar um dia e parecer que "fizémos tudo e não fizémos nada"! tenho aprendido que, na grande maioria das vezes, o urgente não precisa ser imediato e sim, mais valia ter parado.
um beijinho.

Isabel de Guimarães disse...

Há que ter a capacidade de parar um pouco e fazer algo que nos dê prazer e não apenas aquilo que é obrigação... :)

frascodememorias disse...

Na necessidade de resolver o urgente, fica para trás o importante. Disse-me a minha tia, mas parece que a Mafalda também diz esta máxima. Eu ainda não aprendi a solucionar esta questão... Só nas férias :-) Ana

Rebeca disse...

Se faço muita coisa na casa, canso. Se só faço o que gosto (costuro) penso que podia ter feito mais coisas em casa. A dúvida sempre me acompanha! Oh, onde está o meio termo?

Raquel Úria disse...

É mesmo isso, Rebeca!

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