quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

memórias

Costuma-se dizer que todos os portugueses têm uma avó Maria. Não sou excepção. Curiosamente, a minha avó Maria era alemã (a outra avó, a portuguesa, não era Maria). No dia 7 do próximo mês faz 12 anos que ela nos deixou. É a pessoa que, até hoje, me faz mais falta e de quem sinto umas saudades absurdas. Não era uma senhora qualquer.

Esta semana voltei a pegar num livro que guardo há 12 anos, onde ela escreveu a história da sua vida (em alemão e em português). Acabou de o escrever poucos meses antes de partir e termina-o assim.

"Als die Kraft zu Ende ging
war es nicht Tod,
sondern Erlösung."

Qualquer coisa como:

"Quando as forças chegam ao fim,
não vem a morte,
mas libertação."

Eu avisei: não era uma senhora qualquer.

7 comentários:

R. disse...

:)
Tão bonito!
Gosto de avós!

Anónimo disse...

a libertação....a certeza da vida interna.....pelo menos para alguns....

Selma Tabita disse...

Este ano também faz 12 anos que morreu o meu avô. Também é a pessoa de quem mais saudades tenho! Mesmo bonito, ter um caderno com a nossa vida. Que herança tão ternurenta.

Ana Rute Oliveira Cavaco disse...

uau!
(e junto-me ao clube: este ano faz 12 anos que o meu avô paterno partiu)

Ana Mîrza disse...

Bem, este ano faz 15 anos que o nosso avô Zéca partiu para o Senhor! Igualmente Raquel, deixou inumeros poemas escritos em agendas. Cada pessoa da família tinha na dita agenda, no seu dia de anos, uma fotografia "roubada" e um poema a condizer. O meu era "A Romanita"... curiosamente vim a casar com um Romeno/Moldavo. Enfim, saudades :)

Ana Mîrza disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nani disse...

:)

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