sexta-feira, 3 de outubro de 2014

sobrinhos


Os sobrinhos, por ordem decrescente de idades: Pedro, Marta, Júlia, Zé e Tiago

Tendo em conta que eu só tenho um irmão e o meu marido só tem uma irmã, as contas da natalidade não vão nada mal na família. Temos 5 sobrinhos.

Por razões geográficas (mas também pelo difícil que é juntar 5 crianças e mantê-las minimamente sossegadas alguns segundos em simultâneo), nunca tínhamos conseguido tirar uma fotografia com todos. Foi no final de Julho que se reuniram as condições improváveis e a Selma conseguiu a proeza de nos tirar, não só uma, mas, várias fotografias com todos. Não há nenhuma em que estejamos todos direitinhos, alinhados e sorridentes mas a vida também não é sempre direitinha, alinhada e sorridente. Com crianças não há monotonia!

São as fotografias perfeitas da vida real.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

porta-chaves de pendurar ao pescoço





No colégio onde trabalho precisamos de andar sempre com chaves. São várias as portas que é preciso abrir e fechar ao longo do dia.

Não é muito prático andar com chaves na mão e muitos dos vestidos que uso nem sequer têm bolsos, por isso, as fitas porta-chaves para pendurar ao pescoço são ideais. Uma colega pediu-me que lhe fizesse uma e aproveitei a deixa para fazer também para mim. Esta é a fita da Rita. Ficou feminina e leve, não acham? No fundo, é um "projecto" mesmo muito simples de executar e praticamente todo o mérito está nos tecidos que se escolhem. Acho que vou fazer vários para poder variar conforme as cores que esteja a usar nesse dia. É muito piroso?


saladas todos os dias, todo o ano



Gosto tanto de saladas cruas que, nos dias em que janto sozinha, jantar só salada é o mais normal. Na última vez excedi-me e jantei salada a acompanhar outra salada! :) Muito italianas e o mais básicas possível. Aliás, tão básicas que é mais ou menos ridículo partilhar as "receitas". Mas é isto:

Salada de tomate-chucha-mini com manjericão e mozzarella
É mesmo só isto. Tomate-chucha pequeno cortado a meio ou esmagado, mozzarella desfiada toscamente com as mãos e folhas de manjericão acabadas de apanhar. Temperar com sal marinho, vinagre balsâmico de modena e azeite virgem extra. Quanto mais ingredientes forem provenientes de agricultura biológica, tanto melhor a salada (vou ter de voltar a este detalhe nada pequeno, um dia em breve, com o tempo que me merece). Cá em casa, exceptuando o queijo, esta salada é uma presença quase diária à mesa.

Salada de rúcula com queijo da ilha (S. Jorge)
Também é mesmo só isto. Cama de rúcula e, por cima, queijo da ilha lascado (uso um descascador de batatas para isso). Originalmente usa-se parmesão mas eu tinha queijo da ilha em casa e acho que fica igualmente bom. Temperar apenas com umas gotinhas do balsâmico (muito pouco) e um azeite bom. Não precisa de sal. É quase ridículo chamar a isto uma receita, não é?!

Pão de centeio a acompanhar é perfeito. E um vinho verde branco fresquinho!

Bem vindo Outubro!

sábado, 27 de setembro de 2014

um temporal por dia, não sabe o bem que lhe fazia!




Ontem e hoje puderam observar-se arcos-íris muito nítidos sobre o Tejo. Estes são de ontem.

Hoje à tarde, muito antes do arco-íris, o céu começou a escurecer, deixou de se ver a outra margem e o nevoeiro cerrado "crescia" rapidamente na nossa direcção. Relâmpagos e trovões a sucederem-se e a aproximarem-se. O vento forte como nunca antes tinha sentido aqui começou a assobiar pelas frinchas de todas as janelas e portas da casa. A temperatura baixou. A gata veio esconder-se ao pé de mim. O rio ficou cheio de ondas e, por fim, a chuva abateu-se sobre esta zona de Lisboa com uma força que metia medo. Aliás, eu estava sozinha em casa e senti MESMO medo (até liguei para ele e a seguir para a minha mãe... só pr'a verem bem a mariquinhas que aqui anda!). A chuva grossa com o vento forte foram tão agrestes durante alguns minutos que faziam a água saltar do lado de dentro das janelas! Tive de recorrer a lençóis de banho para estancar a água que entrava por baixo das caixilharias dos janelões da sala e da cozinha!

Pouco mais de dez minutos depois, o dia parecia outro: o Sol brilhava, via-se o céu azul por entre nuvens brancas, ficou calor e o arco-íris voltou a aparecer. Amanhã parece que há mais. Viver neste país tropical é uma emoção! ;)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

babete grande - DIY





O sobrinho Tiago vai-se revelando uma adorável máquina de sorrisos e baba. Os sorrisos ficam todos para nós mas, quanto ao resto... "babetes precisam-se". Voltei a este tecido de que gosto tanto, aos moldes, à tesoura, à máquina de costura e às linhas. Para babetes grandes uso como molde um dos babetes do ikea. Continua a ser verdade que acabar alguma coisa feita pelas nossas mãos é um prazer difícil de explicar. Oferecer o que fomos nós que fizemos, nem se fala.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Outono - a época dos acessórios pouco acessórios



Balanço provisório do primeiro dia de Outono: muitas nuvens escuras por Lisboa, alguma chuva intercalada por raios de Sol bastante convincentes. De repente, a sucessão de dias chuvosos já vai tão prolífera que, continuar a insistir em malas coloridas ou sacos de pano não é razoável.

Ainda me vai faltando entusiasmo para sacar já os collants e, por isso, com raríssimas excepções, as últimas semanas têm sido de calças e mais calças. Esta altura do ano é mesmo aborrecida. Há uma vantagem: nunca se demora muito a decidir o que vestir de manhã. Acho que é mesmo a única. Por outro lado, já fui buscar as botas ao armário há algum tempo e os acessórios com arzinho de Outono começam a ganhar lugar nos favoritos da semana. Écharpes, brincos, pregadeiras, malas... continuam a chamar-se acessórios mas são quase essenciais nesta altura do ano em que a melancolia nos tenta abalroar como um tractor desgovernado.

Mantenho a minha esperança no regresso de uns últimos dias com cheiro a Verão este ano. Vocês já sentiram o virar da estação ou também continuam à espera?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

homens na cozinha



Sobremesas cheias de camadas e pormenores, muito trabalhosas e que demoram eternidades a preparar não são o meu forte. Gosto de coisas saborosas mas, de preferência, muito simples e que quase se cozinhem sozinhas, sabem? Como bolos, pudins ou crumbles maravilhosos que preparamos e 5 minutos e depois só temos de os pôr no forno e o calor faz o resto. Às vezes gasto um bocadinho de tempo a rechear em camadas ou a decorar bolos, mas aí já quase nem sinto que esteja a cozinhar, é mais brincar! :)

Quando temos de cozinhar com frequência, é difícil continuar a ter o mesmo prazer nos pormenores. Tenho conseguido manter o meu entusiasmo à custa de raramente cozinhar alguma coisa que demore mais de 30 minutos a estar na mesa pronta a atacar. É inegável que, salvo raras honrosas exceções, eles continuam a cozinhar muito menos frequentemente que elas. Assim, manter a vontade de "complicar" torna-se mais fácil, claro!

Esta sobremesa foi obra dele, não minha. Demorou séculos a preparar e não faço ideia de mais de metade dos ingredientes que levou (suspeito que seja melhor assim para não me pesar a consciência ao comer!). É tão complicada e demorada como parece... mas também estava tão boa como parece!




sábado, 20 de setembro de 2014

fim de Verão de treta



Lá fora chuvisca. Cá dentro está calor e estamos nós. Esta noite soube-me tão bem ouvir a chuva lá fora e saber que podia virar-me e continuar a dormir! Os sábados são . São tudo de bom. A chuva não. Pela primeira vez acordei e senti saudades do Sol e do Verão. Logo hoje que ele se despede para dar lugar ao Outono (como se não se tivesse ido embora há tanto tempo!). Nestes dias não vos custa tanto decidir o que vestir? O que calçar? Espero ansiosa o verão de S. Martinho!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

tempo, sempre o tempo




Mais do que pela meteorologia ou pelo calendário, posso ter alguma certeza de que o verão está a terminar e o outono a instalar-se quando volto a sentir uma vontade irreprimível de ir buscar as lãs e quando passo a semana a ansiar por tempo livre para pegar nos tecidos que tenho em casa. Mais ideias do que tempo, as usual

Preciso mesmo de continuar a trabalhar a noção de tempo na minha vida. Quero sempre fazer tão mais do que consigo! Escusam de olhar para o lado e assobiar para disfarçar que eu sei bem que não estou sozinha nisto...



terça-feira, 16 de setembro de 2014

fotografias que nos embalam


AllTheBeautifulThings

A Loreta é uma talentosa fotografa que vai partilhando cenários absolutamente idílicos num blog que não poderia ter um melhor nome: allthebeautifulthings. Right?

Para comemorar o aniversário, a Loreta está a oferecer um conjunto de postais outonais lindos, lindos, lindos. Teoricamente o Verão só termina no Domingo mas, como por cá o Outono já está mais que instalado, rendo-me!

Há também o allthebeautifulchristmas, mas para esse ainda não estamos psicologicamente preparados, certo? É Setembro. Calma.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

pintura de interiores DIY




A decisão de ser eu própria a pintar a casa foi tomada antes das férias de Verão. Posso agora dizer com segurança que foi uma decisão idiota e um bocadinho leviana, típica de quem tem memória curta e já não se lembrava do trabalho que dá pintar tectos. É muito bom para quem quer praticar exercício e, em simultâneo, gosta de se emporcalhar - pessoas que gostam das "color run" e experiências afins são bons candidatos. Eu dispensava a parte da tinta por todo o lado! Roupa e sapatos tiveram de ir directamente para o lixo no fim da etapa.

Entretanto chegou a chuva e ficou em standby uma última demão no tecto da sala e outra nas paredes cinza. Escolhi um cinzento tão clarinho que em determinadas horas do dia nem sequer se distingue do branco. É mesmo o que queria.

As arrumações vão-se fazendo (acabei ontem a dos livros). Os móveis já voltaram quase todos ao sítio, a vida à normalidade e eu estou muito feliz com a luz que nos invade agora os dias.




sábado, 13 de setembro de 2014

lotaria da hereditariedade










Os ruivos têm a cor de cabelo mais rara nos humanos. Ocorre espontaneamente em apenas 1 a 2% da população. Hoje em dia vê-se mais porque há muita gente que pinta os cabelos com tons cenoura e avermelhados. Eu venho de uma família materna com alguns ruivos. A minha mãe é. As tias, a avó, uma prima... e esta menina que é filha do meu único primo direito (porque de resto são só primas!) ainda alia aos cabelos cenoura uns olhos de um azul profundo a que a minha máquina fotográfica não consegue fazer justiça. Com uma família de ruivos (e alguns louros escandinavos como o meu irmão), peles clarinhas, sardas e olhos azuis, eu fui herdar só mesmo as sardas. Na lotaria da hereditariedade, pode-se dizer que passei ao lado do jackpot. Uma cara sardenta é a única coisa visível que fui buscar à minha mãe. Talvez seja por isso que sempre gostei tanto das minhas sardas!


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

tartes de frutos do bosque frescos




Depois das tartes salgadas, as doces. Pouco doces, mas doces.

Faço uma massa simples (ovo, açúcar, farinha e manteiga) com que forro as formas de tartelete devidamente untadas. Levo-as ao forno até tostarem ligeiramente. Depois de arrefecerem, cubro as bases de bolo estaladiço com creme pasteleiro (ou então custarda) e frutos do bosque. Toque final: polvilhar com icing sugar.

Há coisa melhor?









quinta-feira, 4 de setembro de 2014

tartes salgadas





Se me pedissem para escolher entre tartes doces e salgadas, a tarefa seria difícil e demorada.

Quais são as que preferem? Conseguem responder facilmente, assim logo de caras?


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

contar histórias com pedrinhas da praia




Esta semana ouvi uma especialista confirmar o que há muito me parecia óbvio. O tempo excessivo que as crianças despendem com jogos e palermices solitárias nos iPads, iPhones e afins é tempo em que não estão a aprender o que era suposto naquela idade. Várias competências de socialização e criatividade principalmente. Claro que é muito fácil falar, para quem não tem filhos. Mas azar, é a verdade. Ser-se bom pai ou boa mãe dá trabalho e ninguém precisa de o ser para saber isso.

Uma ideia de Verão para se colocar em prática com e para os miúdos:

Apanhar pedrinhas na praia, pintá-las e criar um "jogo" para as tardes e serões do que resta das férias. As pedras são retiradas uma a uma do saco e quem as vai tirando tem de ir inventando uma história em que os elementos desenhados entrem. Eu fiz um para oferecer e as pedras foram apanhadas com ajudantes de palmo e meio, mas o mais giro deve ser envolverem-se também os miúdos mais velhos nas pinturas e produção do saco. Divirtam-se!



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