Obrigada pela receita, Selma. O trabalho compensa quando se vê aquele sorriso no fim, o bolo fica mesmo bonito (e não chegou aos calcanhares do teu). Vai ser precisa coragem mas acho que quero repetir.
Ontem fui surpreendida por 3 flores vermelhas na nossa varanda. Espanto-me sempre com a beleza das flores dos cactos. E surgiram de um dia para o outro, nos pedacinhos de cacto trazidos do terraço da casa de Tondela há mais de um ano.
(fotografias de qualidade sofrível, tiradas com o telemóvel - era o que estava mais à mão)
Este ano não consegui organizar-me e senti a falta dos jacintos, túlipas e narcisos habituais cá em casa. Em 2011 terá que regressar o colorido. Preciso de uma varanda grande, um terraço, quintal ou jardim. Falta-me aldeia na cidade.
Os próximos dois dias são de descanso. Há tanto tempo que não tinha tempo assim, e logo dois dias seguidos! Depois de muitas ponderações, dúvidas e indecisões: definitivamente, prefiro ter tempo a ter dinheiro. Quero mais tempo para estar em casa e fazer as coisas devagar. Sim, porque descanso é força de expressão, há sempre muito trabalho em casa. Até me apetece fazer limpezas, a sério!
Quando trabalhava em Évora e ia a pé de casa para o trabalho (sim, sim, um verdadeiro luxo!), pelo caminho passava sempre em frente à a que sabe a lua. Muitas das coisas bonitas que de lá ia trazendo continuam a animar a nossa casa em Lisboa. Livros, almofadas, cremes e sabonetes, trava-livros, ambientador, candelabros, crachás, malas, travessas, colheres, postais, papéis... (não tenho tempo para procurar todos os links!)
A nova "aquisição" convida a um dia bem passado em Évora. Gosto tanto!
A Graça está primaveril e já comecei a esvaziar e juntar ovos para colorir. Este ano apetece-me voltar a fazer dessas coisas que fazia quando era miúda. Acho que foi este Inverno tão chuvoso que me relembrou as molhas que apanhava ao regressar da escola e a alegria que tinha sempre que Março chegava e voltava a pisar a areia da praia e a apanhar as conchas trazidas pelas grandes ondas e marés de Inverno. Não sei é onde encontrar os papéis coloridos que a minha mãe colocava em água a ferver para tingir os ovos. Mas hei-de pensar em alguma alternativa entretanto.
Acabei de encontrar isto que a Rosa escreveu e agora fiquei intrigada: haverá alguma particularidade neste início de Março que nos lembre o pão? É que foi mesmo coincidência e tenho passado os dias com tanta vontade de sentir aquele cheirinho a pão acabado de cozer.
Sempre gostei muito de pão. Gosto mais ainda de fazê-lo em casa, com ingredientes escolhidos por mim (não é o caso deste), e as máquinas do pão vieram ajudar muito nisso. Desde há algumas semanas não encontro a pá misturadora da minha máquina e a preguiça tem-me impedido de o amassar à mão. Mas sinto falta do cheirinho a espalhar-se pela casa e da manteiga a desfazer-se no pão quente, por isso, este fim-de-semana vou meter as mãos na massa.