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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Até já!



Às 21h30, em Almada, com entrada livre (podem levantar-se bilhetes no local, a partir das 20h). Até logo!

(Os créditos da imagem vão para o Tiago Ramos, que é quem manda na bateria!)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

dias em que acredito nos contos de fadas




Esta é a sobrinha em quem vejo mais de mim própria quando era pequenina. Identificarmos em nós características herdadas de outros nem sempre é uma experiência agradável (detesto quando sou teimosa como o meu pai, distraída como a minha mãe ou desconfiada como a minha avó paterna), ao passo que conseguir ver ou sentir traços nossos nas crianças é tão bom! Não é?

Estas fotografias têm quase 3 meses, foram tiradas numa zona de pinhal com vista para a praia, no casamento de primos de quem gostamos muito. Era o meu primeiro dias de férias. É por isso que estava com este ar cansado e de quem ainda não tinha apanhado Sol ... mas é também muito por isso que estava tão feliz!

O primeiro dia de férias é um dos meus preferidos do ano! Aquela sensação de antecipação chega a ser quase melhor do que as férias em si, não acham? Eu escrevi "quase".

sábado, 18 de outubro de 2014

12 meses no calendário



Chegados ao décimo mês do ano, 5/6 de 2014 já passaram por nós!


Janeiro é o famoso mês das resoluções, dos recomeços. É também, frequentemente, o mês em que essas mesmas resoluções caem por terra. Mês do regresso à realidade a que se segue o Fevereiro cheio de depressões e em que toda a gente já desespera pela Primavera que ainda demora a chegar. Passa um par de meses e as "limpezas de Primavera" são um clássico. É incrível a quantidade de artigos com sugestões, dicas e listas que se encontram online a propósito disso.

Depois vem aquela altura do ano em que toda a gente parece obcecada com o corpo e vem a avalanche das dietas milagrosas e dos exercícios infalíveis. Mil e uma propostas por todo o lado.

Passa o Verão. Ai que saudades do Verão!

Chega Setembro e muita gente que se rege pelo calendário escolar fala novamente em "início do ano". Apesar de trabalhar num colégio, não consigo ver Setembro como um início, para mim é o final do Verão e por isso é mais um mês. Começam os bombardeios com coisas natalício-comerciais misturadas com o execrável halloween e só tenho vontade de hibernar. Cá em casa não há lugar para o halloween nem para o natal comercial.

Novembro é o mês de fazer merendeiras para oferecer no Dia do Pão por Deus e tempo de gratidão e ThanksgivingEm Outubro, apesar do mês já ir a meio, estou a pensar instituir as "revoluções de Outono". Uma espécie de "Limpezas de Primavera" mas mais profundas. Sinto que tudo cá em casa pede renovação. Estou um bocadinho cansada de ver as coisas erradas nos sítios errados. Preciso de uma revolução. E como a palavra tão bem expressa, não é nada superficial, revolucionar é mudar mesmo: substituir móveis, pintar tectos, alterar candeeiros, deitar fora tapetes, acrescentar almofadas, trocar os sítios. Mudar! E daqui a um mês e meio, aí sim, podemos começar a falar de Natal, mas do Natal com maiúsculas e que não tem nada a ver com velhos gordos de barbas, doces, família ou presentes. É claro que guardo muito boas memórias dos últimos Invernos, dos jantares passados em família, das coisas bonitas que apetece oferecer a quem se gosta, da criatividade que chega quando as noites se alongam e a chuva e o frio convidam a serões em casa com as pessoas mais aconchegadinhas umas às outras... tudo isso é bom, mas o Natal não é isso. O que celebramos todos os anos com renovado entusiasmo é a verdadeira história do Natal: o facto de Deus ter habitado entre nós e se ter dado em Jesus para realizar a maior (e mais dura) história de reconciliação que alguma vez existiu. Só assim é que pode (e deve) ser Natal o ano inteiro!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

arroz de pato sem pato em tolha de chita de Alcobaça



Ir a Alcobaça e não trazer chitas pareceu-me um absurdo. Sábado, ao fim da tarde, resolvi dar uma volta a pé sozinha na zona histórica para provar doces conventuais e procurar uma retrosaria. Ambas as decisões se provaram muito acertadas!

Encontrei lenços tradicionais lindos e chitas de Alcobaça com uma variedade que nem sequer esperava. Acabei por ter de me refrear e escolher apenas dois padrões com cores bastante diferentes. Comprei alguns metros de cada um mas ainda não tenho planos muito concretos para eles. O que já é certo é que uma boa parte serão toalhas de mesa. Estes padrões antigos lembram-me tanto a minha avó paterna, a avó portuguesa, a pessoa que toda a vida conheci vestida de preto e que, ao mesmo tempo, era quem mais gostava de cores garridas e padrões floridos. Ver a mesa assim trouxe-me tão boas memórias!




Fiz o que parece (e sabia a) arroz de pato mas usei, alternativamente, frango. Um peito de frango grandinho, cozido e desfiado. Para além de ser muito mais fácil de encontrar e mais acessível, é também muito menos gordo. Cozi o peito de frango em caldo de galinha com vinho branco e sumo de limão e depois usei esse caldo para cozinhar o arroz no forno. Ficou óptimo. Muito melhor do que esperava!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Almofada roda de bicicleta :)



Uma almofada do tamanho do tampo de um banco redondo, bem pequenina e com ar de menina. Feita especialmente para a sobrinha Marta que completou 5 anos no final de Setembro.

Já antes tinha feito almofadas semelhantes, mas muito maiores que esta - uma é tão grande que até a usamos como pouf cá em casa.

Podem encontrar o tutorial e moldes no Cluck Cluck Sew. Não é propriamente fácil mas o resultado final é sempre giro. Divirtam-se!


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

sobrinhos


Os sobrinhos, por ordem decrescente de idades: Pedro, Marta, Júlia, Zé e Tiago

Tendo em conta que eu só tenho um irmão e o meu marido só tem uma irmã, as contas da natalidade não vão nada mal na família. Temos 5 sobrinhos.

Por razões geográficas (mas também pelo difícil que é juntar 5 crianças e mantê-las minimamente sossegadas alguns segundos em simultâneo), nunca tínhamos conseguido tirar uma fotografia com todos. Foi no final de Julho que se reuniram as condições improváveis e a Selma conseguiu a proeza de nos tirar, não só uma, mas, várias fotografias com todos. Não há nenhuma em que estejamos todos direitinhos, alinhados e sorridentes mas a vida também não é sempre direitinha, alinhada e sorridente. Com crianças não há monotonia!

São as fotografias perfeitas da vida real.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

babete grande - DIY





O sobrinho Tiago vai-se revelando uma adorável máquina de sorrisos e baba. Os sorrisos ficam todos para nós mas, quanto ao resto... "babetes precisam-se". Voltei a este tecido de que gosto tanto, aos moldes, à tesoura, à máquina de costura e às linhas. Para babetes grandes uso como molde um dos babetes do ikea. Continua a ser verdade que acabar alguma coisa feita pelas nossas mãos é um prazer difícil de explicar. Oferecer o que fomos nós que fizemos, nem se fala.

sábado, 13 de setembro de 2014

lotaria da hereditariedade










Os ruivos têm a cor de cabelo mais rara nos humanos. Ocorre espontaneamente em apenas 1 a 2% da população. Hoje em dia vê-se mais porque há muita gente que pinta os cabelos com tons cenoura e avermelhados. Eu venho de uma família materna com alguns ruivos. A minha mãe é. As tias, a avó, uma prima... e esta menina que é filha do meu único primo direito (porque de resto são só primas!) ainda alia aos cabelos cenoura uns olhos de um azul profundo a que a minha máquina fotográfica não consegue fazer justiça. Com uma família de ruivos (e alguns louros escandinavos como o meu irmão), peles clarinhas, sardas e olhos azuis, eu fui herdar só mesmo as sardas. Na lotaria da hereditariedade, pode-se dizer que passei ao lado do jackpot. Uma cara sardenta é a única coisa visível que fui buscar à minha mãe. Talvez seja por isso que sempre gostei tanto das minhas sardas!


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

verão de 2014 - o regresso



Foi mais de um mês passado fora de casa. Pouca rede no telemóvel, zero internet quase até ao fim, televisor com 4 canais desligado dias inteiros, muita praia, caminhadas e banhos de mangueira no quintal ao fim do dia. Gostava de poder dizer que me soube bem regressar e que já estava com saudades, mas não seria verdade.

O que posso dizer é que trago muito para contar e as memórias dos cheiros e silêncios para continuar a saborear demoradamente.

Das minhas coisas preferidas: acordar mais cedo para tomar o pequeno almoço sozinha - torrada, café com leite, uma revista, cheirinho a camarinhas com maresia e o som de fundo das ondas e dos pássaros a cantar.

Grelhados na rua, mesmo depois de uma noite de chuva e com as brasas encharcadas. Tudo é possível.

"Casa" cheia de amigos

As melhores férias de sempre da gata Pataias (completou 11 anos!).

A praia só para nós 2.

Água mais quente do que é habitual, poucas ondas e lagoas na maré-baixa- viva o Oeste!

Flores frescas do mercado.

A Lua sempre por lá.

Posso voltar? Compreendem?!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

quem sai aos seus



A minha avó materna era como eu (aliás, eu é que sou como ela!), não conseguia deitar fora restos de lãs ou retalhos de tecido e guardava tudo. Quando os restinhos de fios e mini novelos guardados por todo o lado em sacos e caixinhas começavam a ser demasiados, inventava formas de os usar mesmo que não soubesse muito bem o que ia sair dali ou para que serviriam os produtos finais. Herdei essas manias mas, por causa delas, acabei por herdar também vários círculos, quadrados e rectângulos coloridos em crochet (os da fotografia são alguns deles).

Estou a pensar uni-los assim, de forma irregular, para criar um "corredor de mesa" ou runner pouco simétrico. Claro que também podem ficar como estão e servir de napperons... mas quem é que precisa de tantos? E almofadas? :/ Outra opção, é forrá-los e nunca mais voltar a precisar de pegas de cozinha até ao virar do século. Não os aproveitar é que está fora de questão, gritam todos os genes da avó em mim!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Parabéns mamã!


A minha mãe completa hoje mais um ano, um daqueles aniversários com números bem redondos que merecem comemorações intensas e extensas.

Bem, por mim, ela deveria ter comemorações intensas e extensas todos os dias.

És a maior, mamã!

sábado, 3 de maio de 2014

cheirinho a bebé



"Olá Mundo, sou o sobrinho Tiago e a tia Raquel está completamente derretida comigo!"


sexta-feira, 2 de maio de 2014

flores "lá da terra"





Há uma semana estávamos à beira mar na zona do Pinhal de Leiria. Trouxe flores colhidas no dia 25 que ainda duram assim bonitas e continuam a perfumar a cozinha. Sinto-me mais em casa cada vez que olho para elas.

É estranho perceber que, agora que moro em Lisboa há mais de 5 anos, também sou daquelas pessoas que "vão à terra" visitar a família. E não me revejo nem um bocadinho nisto. Sempre gostei de ser uma pessoa do lugar que habita e faço por me sentir em casa no sítio onde estou, seja ele qual for. Quando vivia em Coimbra, sentia-me conimbricense. Quando vivia em Évora, sentia-me eborense. Lisboa não se presta a isso.

Já me mentalizei que provavelmente terei de viver aqui por muitos anos ou talvez para sempre. Até gosto de Lisboa e nem sei se conseguiria voltar a viver noutra cidade portuguesa depois de experimentar esta. Mesmo assim, não sou nem quero nunca vir a ser lisboeta.

Estou sozinha nisto? Qual é a terra que sentem como vossa? Somos do sítio onde nascemos, onde crescemos, onde temos mais família, onde vivemos mais tempo, onde moramos no momento, cidadãos do Mundo?


Nasceu!


(obviamente, esqueci-me do "A" em casa... e o "It's a boy" do bolo ficou desfalcado!)

Nasceu hoje o meu 2º sobrinho de 2014, o Tiago. É lindo (nem parece um recém nascido!) e tanto ele como a mamã foram uns valentes. Não vos avisei que Maio iria ser um grande mês?

Para quem só tem duas cunhadas (e nenhuma irmã), chegar a Maio com 5 em vez de 3 sobrinhos é muito assinalável nos tempos que correm. É como vos disse, vivo numa bolha atípica de natalidade.







terça-feira, 29 de abril de 2014

parentalidade e tabús pessoais



No mundo dos blogues há muita maternidade. Muita paternidade. Muita parentalidade. Em alguns sítios até demasiada. Discute-se tudo até ao ínfimo detalhe, toda a gente tem opiniões e muitos as debitam constantemente. Não sou mãe, logo, por razões óbvias, não é um tópico que me chame particularmente a atenção. A rúbrica Motherhood Mondays da Joanna Goddard é das poucas que leio porque vem no meio de vários outros temas genéricos que me despertam uma espécie de curiosidade sociológica. A mais recente entrada nesse tópico teve uma colaboração da Mara Kofoed de A blog about love e abordou o inesperado "What if you can't have a baby?".

Não me identifico com a autora em vários aspetos, nem encaro as questões da mesma forma, porque não acredito que nós humanos sejamos a medida de todas as coisas, nem que as respostas estejam dentro de nós. A minha fé leva-me num percurso distinto. Sinto-me em paz e cultivo a gratidão pela minha vida como ela é - e não como eu gostaria que fosse. É por isso que me identifiquei muito com:

"we're trying to cultivate as much excitement and hope as we can for a life that looks nothing like we had planned."

No filme "The Village" (em português, "A Vila") de M. Night Shyamalan havia a referência a "those we don't speak of". Muitos de nós temos tabus pessoais que constituem "aqueles sobre os quais não falamos" na nossa vida. No meu caso, o facto de não termos filhos é o tal assunto que nunca puxei e evito o mais possível. Não por me custar ou ser desagradável mas, principalmente, porque não sei o que dizer. Sempre quis ter filhos e sempre achei que viria a ter uma família grande mas isso não aconteceu e nós fomo-lo aceitando.

Desde há pouco menos de 2 anos trabalho com crianças diariamente e, se há características notáveis das crianças, a falta de pudor e filtro são algumas delas. Dizem o que pensam e perguntam o que querem. É por isso frequente perguntarem-me se tenho filhos e à resposta "não" reagirem com um espantado "Porquê?". Já houve tempo em que essas perguntas me incomodaram mais. Agora respondo "Porque não" e mudo de assunto, mas já por várias vezes fiquei enternecida ao perceber que o espanto deles é carinhoso por acharem que os nossos filhos seriam uns sortudos. Fico mesmo enternecida. E quem sabe um dia? Se Deus quiser.

quarta-feira, 19 de março de 2014

abrir a casa aos outros - dicas de anfitrião



Duas semanas de pausa (só aqui no blog) para aproveitar o calor, ler, planear, fazer reformas e arrumações necessárias em casa, viajar até ao Porto para o casamento de uma prima e receber um hóspede durante quase uma semana - sem ter férias pelo meio. Tudo se passou e, com o regresso do nevoeiro esta manhã, regresso também eu à minha rotina habitual e ao blog.

Convidar amigos e/ou família para almoçar ou jantar não é bem o mesmo que acolher alguém para "viver connosco" durante vários dias e noites. É bem verdade que, ocasionalmente, temos cá familiares a dormir em casa - nas ocasiões em que pernoitar na capital dá jeito (como antes de apanharem um voo que parte cedo! Para a semana é uma tia que vem!). Ainda assim, por vários dias consecutivos não é usual e muito menos fácil, principalmente quando precisamos de ir trabalhar em simultâneo.

Gosto que quem cá fica se sinta em casa e, para isso, foi muito bom encontrar inspiração nas sugestões da IláriaUma cama confortável, uma manta extra, um candeeiro de leitura, as casas de banho impecavelmente limpas, toalha de rosto e lençol de banho, haver o que petiscar durante a noite no frigorífico e ingredientes para bons pequenos-almoços, são o básico. Do que gostei mesmo (mesmo!) foi da sugestão da cesta à beira da cama com revistas (na língua do hóspede), garrafa de água (carboseificada para quem está mais habituado a ela), caneca e chinelos de andar por casa. As flores frescas e o sorriso são só as cerejas no topo do bolo. Abram as portas à casa!

quinta-feira, 6 de março de 2014

memórias de sons e cheiros



A minha avó portuguesa dizia: "Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão", e estes últimos dias têm-me trazido frequentemente à memória essa pérola da sabedoria popular. Pelos vistos, não sou a única.

Que saudades dela e do som e cheiros de quando a avó passava tardes na eira a malhar os carolos de milho recém descamisados e a ralhar connosco por chutarmos a bola contra o portão de zinco. Acho que serei sempre uma mulher da cidade com o coração no campo, nada a fazer.

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