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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

móveis antigos - integrar ou transformar?



Faz uns meses que esta beleza clássica veio morar cá para casa. Uns amigos estavam a precisar de mais espaço e de fazer algumas obras e melhoramentos na sala (num apartamento, com 3 filhos rapazes e uma cadela labrador, todo o espaço é pouco) e não sabiam bem o que fazer a este aparador (eles chamam-lhe louceiro!). Como conhecem o meu fraquinho por móveis antigos e sabiam o quanto eu gosto deste aparador em particular, ofereceram-mo (!!) e só tive de pagar a mudança/transporte (o que ainda foi considerável, mas valeu bem a pena pelo tanto que gosto dele!).

Agora, a razão pela qual vos estou a contar isto tudo: o móvel é um espanto, em madeira maciça com aquele cheirinho bom, mas parece-me que um restauro com um toque de modernidade lhe podia assentar mesmo bem. Só que custa arriscar pintar por cima de madeira de qualidade sem ter a certeza do que quero. E também gosto muito dele assim, mas não estou completamente convencida com um móvel tão escuro na nossa sala que já tem chão em madeira escura. Essencialmente, estou a pedir-vos opiniões. Uns amigos sugeriram-me apenas a substituição dos puxadores, o que já faria muita diferença, mas os originais são grandes e deixam marca na madeira, a menos que os substitua por outros ainda maiores...

... help!



domingo, 23 de outubro de 2016

pró-BIO



Sempre dei muita atenção aos ingredientes que entram cá em casa (só não controlo todos porque a casa não é só minha e eu não sou assim tão bossy - ainda por cima, com o tempo, ele tem vindo a descobrir um certo talento para a cozinha...) e apesar de ter fases em que não cozinho propriamente as receitas mais saudáveis do mundo, pelo menos os ingredientes são os melhores. Razão pela qual, mais facilmente como demais e me excedo em casa, do que fora. Sei o que tenho no prato!

Tenho vindo a aperceber-me que a questão de o gosto se educar é muito real. Cada vez mais me apetecem os alimentos que sei que me fazem bem e menos os que não acrescentam nada.

Não vão ver-me para aqui a agitar bandeiras a favor ou contra determinado alimento (tenho muito pouca paciência para as modas alimentares e as palermices de agora meio mundo ter a mania que é alérgico ao mesmo) mas tenho a certeza que a melhor dieta alimentar é a mais variada possível e que todos devíamos poder comer bio. Tudo bio. Nenhum alimento é bom em excesso e também nada faz assim tanto mal em doses pequenas (excepto em casos muito específicos de doenças, claro), mas tudo devia ser bio. E, sempre que possível, devíamos ter tempo para fazer em casa de raiz e fugir dos alimentos processados (e dos rótulos com muitos ingredientes!).

Há tanto a fazer e tanta coisa que pode melhorar! Por exemplo, não concordam que os restaurantes portugueses servem doses individuais que chegam para 2 a 3 pessoas? E que se servissem quantidades racionais e aproveitassem bem o potencial dos alimentos, podiam usar produtos de melhor qualidade e continuar a ter lucro?

Conhecem/recomendam restaurantes que SÓ usem produtos provenientes de agricultura biológica?



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

energia para os dias escuros (já chegaram!)




Isto não é propriamente uma receita. É tão óbvio e fácil que não tem pretensões para tanto. É só um dos meus pequenos-almoços preferidos, para um dia em que vos falte a inspiração.

Batido matinal

1 banana
5 morangos
1 copo de leite (qualquer leite)
1 colher de chá de sementes de cânhamo descascadas

Tudo biológico, claro.




terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vão-se os dedos, ficam os anéis?



Planear com tempo é a única forma que encontro para não ser refém do consumo na altura do Natal, mas ter na mesma o prazer de dar. A verdade é que eu gosto de presentes no geral, de embrulhos em particular; das trocas, de pensar no que poderá ser útil ou encher as medidas das pessoas que me são próximas, e tiro um prazer tão grande daí que nem precisa de ser associado a uma data específica. Aliás, prefiro que não seja mesmo! Natal é outra coisa. Este ano quero costurar algumas coisas para oferecer e já comecei da melhor maneira - a coser um dedo.

sábado, 1 de outubro de 2016

avançar no calendário


Hoje passamos dos meses com um dígito para os de dois. Aqueles três meses que chegam no final do ano e são repletos de coisas boas. Sempre gostei muito desta época, apesar de nos últimos quatro anos, a trabalhar num colégio, ter experimentado a outra face do interminável primeiro período escolar. Se não é o vosso caso, acreditem, para quem dá aulas ou lida diariamente com muitos miúdos, Outubro e Novembro parecem um túnel sem luz no fundo. Entre as coisas novas de Setembro (o choque do regresso às rotinas, do fim das férias e o matar das saudades) e as festas de Dezembro (mais os feríamos e as mil actividades extra) há este interminável deserto outonal.

Este ano volto a ter vida além da escola. Vai ser bom e espero que possa ser também contagiante. Conto também com a vossa boa influência desse lado. Olá Outubro, bem vindo!


Vêm aí os serões em casa, os jantares no forno com amigos à volta da mesa, a manta no sofá, as novas séries e novas temporadas, os novelos e a vontade de voltar a pegar na máquina de costura. Haja tempo. Por enquanto, vamos aproveitar mais uma semana de calor com um feriado de presente pelo meio. Como não agradecer?



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

adeus Verão?



Aproveitar bem os últimos figos da temporada. Pelo menos para já. Sábado é dia de ir descobrir o que há de novo nos frutos e legumes da época (quem sabe não há ainda figos bons?). Se temos de nos despedir do Verão e abraçar o Outono (é mentirinha, para a semana parece que volta o calor! :) ), quero fazê-lo como deve ser e começar a planear bem as minhas compotas doces e conservas salgadas. Frascos a postos e aqui vamos nós!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

casa verde



A capacidade de sobrevivência e adaptação das plantas surpreende-me todos os Verões. Costumamos passar uma temporada grande fora de casa e elas ficam entregues à sua sorte, ninguém as vem regar. Claro que tento deixá-las abrigadas e que as rego abundantemente antes de sairmos, mas fecho sempre a porta de casa com a suspeita de que muitas delas não vão aguentar as temperaturas que Lisboa oferece em Agosto.
Ano após ano, sou surpreendida à chegada. É uma das razões pelas quais tenho alguma dificuldade em compreender quando alguém me diz que não tem sorte nenhuma com as plantas porque elas morrem todas. Aqui, portam-se com uma valentia admirável. A que está à direita, na fotografia de cima, resiste a tudo (incluindo todas as mudanças de casa) há mais de uma década. 






terça-feira, 13 de setembro de 2016

comer melhor, viver melhor



Associamos a Setembro o regresso dos miúdos à escola, o nosso ao trabalho e o de toda a família às rotinas. Para mim, este ano está a ser completamente diferente. Setembro trouxe-me sítios para descobrir, novos horários, pessoas para conhecer e, por enquanto, muito pouca rotina.

Uma das melhores coisas que estou a redescobrir é o prazer de poder voltar a fazer as minhas refeições em casa. É tão bom podermos escolher, sabermos de onde vêm e confiarmos na qualidade dos ingredientes que nos chegam à mesa. Se for descobrindo receitas que valham realmente a pena, partilho convosco. Vamos a isto?



quinta-feira, 21 de julho de 2016

a uma semana


Marina do Parque das Nações, vista de bicicleta

Daqui a uma semana, precisamente, começam as minhas férias. Em rigor, começa uma nova etapa da minha vida. A grande decisão de que aqui vos falei por alto implica que, depois das férias, já não regresse ao mesmo trabalho. Digamos que, na balança de todas as escolhas, voltar a ter tempo para os outros (e para mim) pesou mais. E a possibilidade de me dedicar a algo novo, fresco e diferente de tudo o que já fiz até hoje. O desafio, o friozinho na barriga... 


Vai deixar de ser tão fácil ir trabalhar de bicicleta (numa cidade famosa pelas suas 7 colinas, eu tinha a sorte de trabalhar a 11km de ciclovia plana!) e esta vista fica "só" para os finais de tarde à janela. Mas há coisas boas em todo o lado e eu quero é abrir bem os olhos para estar atenta a elas!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

brunches, lunchiners, ou o que for...




O pequeno-almoço tardio generoso, que de "pequeno" não tem mais nada além do nome, e que substitui logo o almoço, é uma das minhas refeições preferidas. Chamam-lhe brunch e, desde que passámos a atribuir-lhe um nome, parece que ficou mais famoso. Só que não, ele já existia... era o pequeno almoço de fim de semana ou das férias, aquela refeição maravilhosa de quem não precisa de olhar para o relógio nem de se justificar por estar a comer ovos com salmão fumado ao pequeno almoço.

Com nome estrangeiro importado ou não, eu gosto muito de bruncheslunchiners e todas as outras fugas à rotina que me sugiram férias, nem que seja durante uma ou duas horas, num sábado quente entre duas semanas de trabalho. Vale a pena!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Obrigada Aristóteles!


A ler sobre ética (e descontextualizando completamente este excerto) sinto-me enquadrada.

"No que respeita a virtudes morais (prudência, justiça, coragem, temperança), Aristóteles caracteriza cada uma como um meio entre os dois extremos do excesso e da deficiência. Uma pessoa corajosa, por exemplo, não é nem imprudente (um excesso) nem cobarde (uma deficiência); uma pessoa corajosa tem a correcta disposição para assumir os riscos e para, ao mesmo tempo, recear proceder dessa maneira."
Humberto D. Rosa, em Bioética para as Ciências Naturais

Sou só corajosa. Obrigada Aristóteles!

terça-feira, 5 de julho de 2016

posts que falam, falam e não dizem nada



Acho que, com a idade, vamos sendo cada vez mais cautelosos. É provável que seja o acumular de sabedoria e experiência que nos torne mais ponderados - e a cautela seja só a consequência natural. Gosto de pensar que sim. Na prática, apercebo-me que arrisco muito menos hoje do que há 10 ou 15 anos e em quase todas as áreas da vida. Talvez também por ir aprendendo a ser mais serena e grata pelo que tenho, em vez de continuar sempre insatisfeita à procura de ninguém sabe bem o quê. Mas também me sinto menos aventureira e, em geral, mais medrosa. Ora, se é a excepção que confirma a regra, a minha excepção está a acontecer. Na semana passada, tomei uma decisão daquelas arrojadas que nos viram a vida ao contrário. Agora estou a processá-la. Ao entusiasmo mistura-se, a tempos, um medo quase inexplicável do desconhecido. Se contassem à Raquel com 20 anos (sim, estou a referir-me ao meu "eu passado" e na terceira pessoa, isto aconteceu), cheia de gosto pela novidade, que haveria de, um dia, sentir-se assim insegura, ela não iria acreditar.
Dito isto: siga! :)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

sítios onde apetece ficar






Sábado, em Coimbra, entrei neste espaço (que nem sei como se chama ou a quem pertence) e senti-me em casa. Podia trabalhar num lugar assim. Mais do que paredes e objectos, há sítios que parecem respirar e onde a criatividade entra e circula a maior velocidade. O caos organizado é uma das minhas coisas preferidas de sempre. E Coimbra!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

viver mais devagar - viver mais



Ouve-se muitas vezes por aí que "parar é morrer". Deixem que vos diga: não parar é a verdadeira tragédia dos nossos tempos. Por estes dias, tenho sentido (mais ainda que o habitual) urgência em abrandar. Parar. Saborear os minutos. Viver a sério. Estou em contagem decrescente para as férias.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

por estes dias, a mini-varanda é o sítio preferido cá em casa



Aparecer menos por aqui pode ter muitas razões mas há duas preponderantes e quase opostas: estar demasiado cansada ou andar ocupada com muitas coisas boas. Felizmente, a desculpa para as ausências recentes tem mesmo sido a segunda. O calor é o meu melhor combustível.



Quanto a vocês não sei, mas tudo me sabe melhor quando chega este tempo bom de Sol a brilhar e céu azul, com termómetros acima dos 20ºC. Até a comida estival é melhor! Mais saudável e mais simples. 

Apetecem mais as saladas, os sumos de fruta, os alimentos que se comem crus, pouco cozinhados e sem grande elaboração. Os gelados... ai, os gelados... é tudo bom! Credo, não consigo ser imparcial nisto das alturas do ano, desculpem. :) Até a roupa que vestimos é mais simples no Verão! Os dias são mais longos e as noites agradáveis. Não há meias para lavar! Nem são necessários guarda-chuvas! É mesmo tudo bom!


segunda-feira, 23 de maio de 2016

refeições na varanda? nem com binóculos



A esquizofrenia climatérica das últimas semanas afecta-me os humores mais do que gostaria. É muito difícil nunca se saber com o que se conta e os finais de dia - que costumam ser o meu escape preferido nesta altura do ano - não têm dado conta do recado. Tenho saudades das refeições lá fora.


Hoje a temperatura nem está terrível e resolvi vir trabalhar de bicicleta. Péssima ideia. Foi quase uma hora a pedalar contra o vento. Estou a desesperar por férias. Não está fácil ver o copo meio cheio. Parece que amanhã chove outra vez. É sorrir e acenar. Sorrir e acenar.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

carrinho de arrumação - DIY



Ainda na linha do Do It Yourself, mas passando das tartes de caramelo para mobiliário alternativo.

Os rodízios são uma solução prática em várias situações. Encontram-se em muitos sítios e, normalmente, estão disponíveis em diferentes tamanhos, com capacidade para suportarem pesos distintos, uns vendidos em packs, outros individualmente, mas sempre versáteis e, quanto a mim, a valerem o investimento (que é mínimo).

Há uns anos fiz o "divã" de leitura que temos na sala, só com 8 rodízios dos maiores e 2 paletes normais de madeira. Desde essa altura, fiquei com vontade de encontrar caixas de fruta em bom estado (entenda-se: limpas) que pudesse pintar e usar como móvel de apoio. Finalmente consegui. Duas caixas, tinta branca (ou outra(s), ou nenhuma... é uma questão de gosto) e 4 rodízios pequenos com os respectivos parafusos. As caixas estão apenas apoiadas uma sobre a outra mas o peso faz com que fiquem estáveis e se possa mesmo empurrar a "estação" sem que nada caia. Tem-me dado tanto jeito! Já vos mostro como entretanto está a abarrotar. Para já, duas fotografias meio manhosas tiradas com o telemóvel mas que servem para ilustrar que é tão simples de fazer como descrevi. Mãos à obra?



segunda-feira, 2 de maio de 2016

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Aquilo que tentei colocar em palavras há uns dias foi, em larga medida, o mesmo que a Sílvia Silva fez tão bem aqui. Sinto uma espécie de saturação que não consigo definir nem explicar. Saturação não como aborrecimento, nem necessariamente negativa, mas quase no sentido químico - sinto-me cheia, a abarrotar, no limite, como se não conseguisse absorver mais nada. Isto é novo.

Não sei se o silêncio é a resposta que procuro. Ainda não sei.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

sossegar o desassossego


"Sábio é quem monotoniza a existência, pois então cada pequeno incidente tem um privilégio de maravilha. O caçador de leões não tem aventura para além do terceiro leão. Para o meu cozinheiro monótono uma cena de bofetadas na rua tem sempre qualquer coisa de apocalipse modesto. Quem nunca saiu de Lisboa viaja ao infinito no carro até Benfica, e, se um dia vai a Sintra, sente que viajou até Marte. O viajante que percorreu toda a terra não encontra mais de cinco mil milhas em diante novidade, porque encontra só coisas novas; outra vez a novidade, a velhice do eterno novo, mas o conceito abstracto de novidade ficou no mar com a segunda delas."
Livro do Desassossego
Reflexões sobre a Arte
Bernardo Soares

terça-feira, 5 de abril de 2016

na horta


com a mão na massa

Não sei o que se passa comigo por estes dias mas anda a ser difícil resistir ao apelo da terra. Nunca antes tinha sentido tanto a falta de ter um jardim ou quintal em casa. Na verdade, gosto muito de viver em apartamentos porque são mais quentes que as casas térreas, menos húmidos, com menos aranhas e formigas a entrarem por todo o lado e são mais seguros - entre várias outras vantagens que só descobri quando saí de casa dos pais aos 18 anos, mas de que nunca mais prescindi.

Só que este ano já enchi a varanda com vasos, tal como a sala e a cozinha, mas continua a saber-me a pouco. Do que gosto mesmo é dos espaços abertos, do campo e do contacto com a terra a sério e não a fingir. E não me importo com o trabalho duro, a sério que não. Dizem que quem trabalha por gosto não se cansa mas eu sei que isso não é verdade. Só que há cansaço e... cansaço. Gostava de passar os dias assim.

Tenho de repensar o que quero fazer quando for grande.

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