Mostrar mensagens com a etiqueta escolhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escolhas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de fevereiro de 2020

perspectiva


É sábado e estou de folga. Desde que comecei a ter de trabalhar alguns sábados, a minha perspectiva acerca dos fins-de-semana mudou muito. Mudou muito também a minha atitude para com os profissionais com quem me cruzo fora de horas, quando não estou a trabalhar mas eles estão. Antes era uma idiota. Vivi a maior parte da minha vida a assumir que os serões e os fins-de-semana eram uma coisa boa garantida. Sabia que não era assim para toda a gente mas agia como se fosse (desligava o cérebro para isso). E sentia como se fosse. E tanta gente trabalha fora de horas! Se acordamos às 6h da manhã e ainda estamos a preguiçar por casa mas ligamos a rádio ou a TV, há quem esteja lá em direto para nos animar a manhã ou contar as novidades do dia (e muitos mais escondidos para que esses cheguem até nós). Farmácias, hospitais, quartéis de bombeiros, restaurantes, padarias, grande parte da indústria, algumas lojas, mercados... tudo a funcionar para que uns quantos privilegiados achem que a sexta-feira à tarde é o momento mais incrível da semana!

sábado, 2 de fevereiro de 2019

local, sazonal, biológico, sem necessidade de rótulos e sem embalagens




Gosto de boa comida. Não necessariamente em quantidade, mas sou exigente na qualidade. Cá em casa, ambos gostamos de cozinhar e quem cozinha sabe que os ingredientes certos fazem toda a diferença. Acredito que "ser barato" não deveria nunca ser o critério quando falamos de alimentos - coisas que vão literalmente fazer parte do nosso corpo (e sim, neste contexto posso usar "literalmente" sem estar a ser ursa. Vão mesmo literalmente entrar nas nossas células e fazer parte de nós). Prefiro comprar menos, mas o melhor, do que trazer para casa coisas que não vão fazer bem a ninguém. E isto não implica necessariamente gastar mais. Felizmente, por enquanto, os melhores alimentos até são quase sempre os mais acessíveis. E isso é tão bom! Ainda por cima, quando escolhemos o que é local e sazonal, estamos a poupar o ambiente da poluição desnecessária dos transportes, a promover a economia da nossa região, a adquirir alimentos mais frescos e os mais saudáveis nessa altura do ano para o clima específico dessa zona geográfica. Uma opção, tantas implicações! Até parece fácil. Acho que muita gente não faz ideia de como se poderia sentir bem e ficar doente menos vezes se comesse só um bocadinho melhor. Os alimentos a sério não nascem com rótulos de ingredientes estranhos. Mas é possível que isto seja só eu armada em moralista e todos sabemos que não há paciência (nem espaço!) para mais moralistas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Inverno, a quanto obrigas!



Com o frio que faz na rua, Janeiro é o mês em que menos me apetece sair de casa. Todas as alternativas a sair e congelar ou apanhar uma chuvada, me soam apelativas.

Muito logicamente, esta é também a altura do ano em que realmente apetece mexer em lãs e ficar perto de tecidos quentinhos. Encontrei uns novelos nacionais Ecofriendly que são 100% lã, em cores lindas, e têm sido uma companhia do caraças estas semanas. Uma das coisas que fiz (a mais simples) foram capas destas para sabonetes. Comprei sabonetes de alfazema com manteiga de karité, sem aditivos ou químicos de síntese nocivos e desnecessários, para rechear as capas de lã pura e isto é o esfoliante mais eficaz que já se viu. E perfumado! E amigo do ambiente e da pele. E bonito, vá! Estou orgulhosa da ideia.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

acerca do equilíbrio




Comer pode ser um prazer mas, em última análise, os alimentos são o nosso combustível. Quando nos esquecemos dessa função essencial de nutrição e nos focamos apenas no prazer, acabamos por alimentar-nos de forma errada (acho que isso acontece em todas as áreas da vida, à mesa é só mais uma). Nós asneiramos bastante. E às vezes nem é por gulodice ou descontrolo, é só pela estética do momento. Que mesa é que não fica melhor com vinho? Que mesa não fica mais composta com pão e "entradinhas"? Que mesa não nos parece mais completa se houver sobremesa?

O frio lá fora também não ajuda.

O equilíbrio é tão difícil e tão necessário (a todas as áreas da vida).

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Bodas de Cristal



Casámos há 15 anos. Completam-se hoje que, curiosamente, é Dia Mundial dos Animais. Casar, aprender a viver casado e continuar casado, é comparável a domar um animal selvagem. A efeméride não fica a despropósito. Tem sido tão bom e tão mau! Tão maravilhoso e tão terrível! Amo-o muito mais hoje do que em 2003 e não imagino a minha vida sem ele. É o melhor companheiro de viagem que poderia desejar. Deus foi muito engenhoso quando nos juntou. E é isto. Até daqui a mais 15!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Quadrados de millet tufado






Achei que era o dia de voltar. Estava com saudades.



Ainda não tive férias este ano. Aliás, mudei de trabalho no finalzinho de Fevereiro e, legalmente, ainda nem sequer tenho direito a férias para já. Para quem passa o ano inteiro a sonhar com a praia, o Sol e tempo de qualidade... isto é duro, gente!




A minha técnica de sobrevivência passa por fingir que os finais de dia (quando não são passados a trabalhar) são férias. Ajuda muito! Sou fácil de enganar (principalmente quando quero muito, muito ser enganada). Finais de dia a passear, numa esplanada, em fugida até à praia, a jantar num sítio diferente, cocktails na varanda... tudo serve. Até experimentar receitas novas divertidas, como estes quadradinhos de millet puffs. Muito fáceis, muito bons e relativamente saudáveis. Aliás, a receita é do livro "Nem acredito que é saudável", da muito querida Sara Oliveira (autora do blog com o mesmo nome do livro) que tive o prazer de conhecer durante os meus tempos na Maria Granel. Os quadradinhos ficam uma delícia mas não precisam de acreditar em mim: experimentem vocês e comprovem.




Entretanto, vamo-nos encontrando mais por aqui.


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

almofadinhas com alfazema



Antes de mais, bem vindos a 2018! Estamos cá todos.
Tenho andado desaparecida daqui mas muito produtiva (e semi-prendada, vá!). Foi um final de ano muito bom - com muito trabalho mas também com muita família.

No coração do Inverno, os dias parecem mais curtos e os serões mais longos (provavelmente porque saímos menos de casa). O tempo continua a ser um recurso escasso e precioso mas tenho tentado usá-lo o melhor que sei. Comecei este ano como terminei o anterior: a costurar, bordar, tricotar e crochetar em grande ritmo... e a adorar fazê-lo! Mesmo coisas simples como estas mini-almofadas de alfazema para colocar em gavetas ou pendurar nos roupeiros (sabiam que a alfazema repele as traças e o seu aroma ajuda a relaxar e chamar o sono?) são um prazer enorme de fazer com as nossas próprias mãos. Apanhei as flores de alfazema no Verão, sequei-as à sombra cá em casa e têm um aroma muito mais intenso do que as que se encontram à venda. Nunca mais é Verão outra vez!  ;) Falta muito?







domingo, 26 de novembro de 2017

low maintenance me


@elsabillgren

Encontrei esta cozinha num instagram que é de sonho e podia mudar-me já para lá. É tão simples e informal, sem nada muito elaborado, nada moderna... mas mesmo como gostava que fosse a minha! E, vamos lá ser sinceros, não é difícil ter uma cozinha assim! Nada aqui é propriamente proibitivo. É tão bom ter gostos acessíveis!

casa com aroma natural de pinho





Nunca tive uma árvore de Natal artificial em casa dos meus pais e, por isso, muito naturalmente, nunca me apeteceu ter uma em nossa casa. A ideia de um monte de plástico e arames no meio da sala provoca-me alguns arrepios. Até há alguns pinheiros artificias bonitos, concedo. Mas esses são caríssimos (ainda por cima gosto deles altos!) e depois nunca saberia bem onde o guardar de uns anos para os outros (mesmo desmontados ocupam bastante espaço) e, por isso, vou continuando a ter verdadeiros, com raiz. Uns pegam no solo depois do Natal e sobrevivem, outros nem por isso... mas são óptima lenha para a lareira. E, entretanto, cheira tão bem a pinheiro na nossa sala!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ritmos




Não sei como é convosco mas por aqui os dias têm chegado na catadupa habitual. Parecem-me sempre demasiadas as coisas para fazer em tão pouco tempo. Sinto que na cidade o relógio não dá tréguas. Como não quero passar os dias inteiros a correr, decidi correr o dobro durante parte do tempo para depois poder abrandar e aproveitar bem e com calma a outra parte. É uma estratégia como qualquer outra. Não é perfeita, mas estou a testá-la.

caril de chocos à casa

O jantar, mesmo quando é improvisado, encaixa na melhor parte do dia.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

férias em Setembro




Setembro ainda é verão, está bem? Não esquecer. Comecei o mês em férias e a ouvir toda a gente falar no regresso às aulas, na chegada iminente do outono, em como já apetecia pegar em lãs, cozinhar pratos de forno e beber chocolate quente...  Calma, gente! Muita calma.

Vão por mim. Em caso de dúvida, anotem já aí para o próximo ano: "guardar uns dias de férias para gozar em setembro".


 
 






domingo, 27 de agosto de 2017

turistando por Lisboa




Aproveitar uns dias de férias na cidade que nos acolhe o ano inteiro também sabe bem. Se tanta gente escolhe Lisboa para passear nas suas férias, não há razão para não experimentarmos a sensação. :)


E aquela sensação boa de podermos demorar-nos mais nas tarefas habituais que até não são más de todo?


E agora vou pegar nas malas e abalar, como se diz no Alentejo. Que as férias são curtas e há que aproveitar bem. Até já!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

leite de amêndoas (e bolachinhas com as sobras!)



Não tenho nenhuma restrição alimentar, nenhuma intolerância ou desconforto, nem nada contra o leite de vaca - mas também não tenho nenhuma razão para não gostar de leites vegetais. Na verdade, porque só compro leite de vaquinhas criadas em modo de produção biológico, o preço não fica assim tão abaixo do dos leites vegetais e essa deve ter sido a principal razão para ter começado a experimentar alternar entre ambos. Produtos de soja não consumo mas os leites de amêndoa, avelã, caju, aveia, trigo sarraceno, alpiste ou arroz, têm vindo a ganhar um lugarzinho generoso no meu coração. Mais ainda, desde que percebi como é fácil fazê-los em casa. E são só vantagens: não só somos nós que selecionamos os ingredientes que queremos usar e a qualidade deles, como, ainda por cima, o sabor fica incomparável. E aproveita-se tudo!


Leite de amêndoas

100g de amêndoas cruas com pele
1 tâmara medjool
água

É mesmo só isto! E até podia ser mais simples (a tâmara é só por causa da minha gulodice).

Coloco as amêndoas de molho em água durante a noite (num frasco no frigorífico) e depois de bem ensopadinhas é fácil apertá-las e retirar-lhes a pele. É fácil mas pode demorar um bocadinho. Cultivem a paciência. Aproveitem o tempo enquanto descascam as amêndoas para abrandarem e organizarem os pensamentos. :) 

Depois de bem descascadas, só têm de lhes acrescentar a tâmara (sem caroço), água (mais ou menos 1 litro) e triturar muito bem num robot de cozinha ou liquidificadora potente (com a varinha mágica também dá). E pronto! Podem filtrar com um pano poroso e têm a vossa bebida vegetal de amêndoas pronta. Há quem goste de acrescentar também uma pitada de sal, eu dispenso mas testem ao vosso gosto.


Com o que resta dentro do paninho que serve de filtro, depois de muito bem apertado e espremido, podem fazer bolachinhas de amêndoa. Juntei 1 ovo, 50g de manteiga, farinha de espelta e açúcar demerara, baunilha e uma pitada de sal. Não são a coisa mais saudável do mundo mas são deliciosas (e bem melhores que quaisquer bolachas compradas fora de casa!)

terça-feira, 18 de julho de 2017

considerações sobre o veraneio



Desde há vários anos, tinha sempre a obrigatoriedade de gozar as minhas férias em Agosto. Nada contra. Gostava era de, além de Agosto, ter também Junho, Julho e Setembro livres. :) E depois umas duas semanas na Páscoa, mais duas no Natal... (sim, eu sonho alto!)

Regressemos ao mundo real. Tendo que escolher, sempre achei que Junho e Setembro seriam os melhores meses. Este ano estou a testar parcialmente a minha teoria mas ainda a meio do estudo, já acho que férias recortadas não proporcionam o mesmo descanso. Não chegamos a sentir aquela vontade ligeira de regressar, não sentimos saudades e voltamos ainda a precisar de distância da realidade quotidiana. Como uma noite em que não durmamos as horas necessárias, sabem? Vocês como fazem?

Entretanto, o desafio é aproveitar Lisboa o melhor possível nos tempos livres durante os meses de Julho e Agosto - e fugir tantos fins de semana quantos for possível! Essencialmente, queria dizer-vos que vou andar mais por aqui e tentar voltar a ter alguma assiduidade erva-cidreiresca. (sim, eu sonho alto!)

Bom Verão, gente!


(todos os meses e estações do ano escritos em maiúsculas são propositados porque essa regra do Acordo Ortográfico irrita-me particularmente)


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Menos é Mais





O meu sítio preferido do planeta não tem ar condicionado nem aquecimento central. Tem muita natureza (o que inclui aranhas, aranhões, mosquitos, bezouros, moscas, abelhas, traças, centopeias, gaios, esquilos, piscos de peito ruivo, rouxinois, gaivotas, pilritos, cobras, águias, gralhas, mariposas, borboletas, formigas, sardaniscas...). Não tem rede móvel e apanha só 4 canais de TV (e mal). O meu sítio preferido do planeta não tem lojas nem luxos. É perfeito. Tem zero glamour, mas com cheiro a camarinhas e som de ondas. É só perfeito. Volto já!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Os melhores dias do ano já cá estão!



Chegaram as festas e arraiais populares, o calor, os grelhados pelas ruas, flores e grinaldas coloridas a enfeitar as varandas, os jacarandás em flor por toda a cidade, as férias no horizonte e a feira do livro de Lisboa!

Este ano coloquei dois cadeirões de exterior na mini-varanda e não sobra espaço para mais nada. Claramente uma situação em que tive "mais olhos que barriga". :) Ainda assim, com muito boa vontade, é possível almoçarmos lá fora umas saladas leves e tudo o que não ocupe muito espaço e possa ser comido com o prato ao colo. :/ E o prazer de poder recostar-me naquelas almofadas ao pequeno almoço ou ao fim de alguns destes dias quentes também não é de desprezar.

Vejo-vos mais logo pelas ruas de Lisboa?




quinta-feira, 18 de maio de 2017

Papas de aveia - sem limites :)



As papas de flocos de aveia são uma daquelas coisas que sempre fizeram parte da minha vida. A minha mãe fazia-as, a minha avó também, habituei-me a prepará-las de mil e uma maneiras mas nunca lhes dei grande  atenção por serem tão habituais lá em casa. Fáceis de fazer, saborosas, rápidas e muito saciantes, eram a escolha frequente nos dias em que apetecia um pequeno almoço mais substancial ou quando faltavam ideias para despachar o jantar. Durante muito tempo, as minhas preferidas eram as que fazíamos ao jeito do arroz doce: flocos cozidos em leite com um pau de canela, raspa de limão e açúcar integral de cana. Hoje já não sou grande fã de misturar canela e limão, mas antes era assim mesmo que gostava! Cozidas em água também não aprecio, ficam pouco cremosas. Mas agora não faltam alternativas de leites vegetais bem saborosos como os de amêndoa, avelã, caju, arroz ou mesmo de aveia (tentem fazer em casa porque são mesmo fáceis ou tenham atenção e evitem comprar os que tenham açúcares adicionados).

Nunca abandonei completamente a aveia mas, durante uns tempos, apeteciam-me mais as papas não cozidas - as "overnight oats" como estas de que vos cheguei a falar - que ficam a amolecer durante a noite e nos esperam prontinhas ao pequeno almoço. Recentemente redescobri o prazer de uma boas papas cozidas e cremosas porque percebi que não há muitos limites para a criatividade - e a aveia é mais bem digerida depois de cozida. Há versões que não acabam e podemos sempre inventar e descobrir novas formas de as melhorar.

Na imagem, a preferida do momento: com curcuma e cardamomo, entre várias outras coisas deliciosas. Fica boa e bonita, além de nos fazer muito bem. Dá para prepararmos doses maiores e despacharmos logo vários pequenos almoços de uma vez ou um lanche/almoço pronto a levar (se colocarmos num frasco, fica fácil de transportar).

Uma descoberta boa que fiz com a Catarina Beato no workshop na Maria Granel foi a maravilha que é adicionar uma colher de sopa de farinha de coco e/ou farinha de batata doce às papas porque ficam muito mais cremosas e o sabor também sai a ganhar.

Estou rendida. É bom voltar aos sabores de sempre e encontrar aquele conforto do que nos é familiar sem que deixe de nos surpreender todas as vezes!


GuardarGuardar

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tróia num fim-de-semana grande




Amanhã, terça-feira, é feriado. Isso quer dizer que muito boa gente terá aproveitado para fazer uma ponte hoje e gozar um fim-de-semana prolongado de 4 dias - o que são praticamente umas férias! Não foi o meu caso (que já fui trabalhar - e bastante! - hoje) mas é bom fazê-lo já com a mira no facto de que a próxima segunda-feira também será feriado.

Tanto amanhã como na próxima semana, devo ficar por casa - tenho demasiadas coisas para fazer - mas, se estiverem mesmo a precisar de espairecer, deixo-vos a sugestão de umas das mini-férias recentes que fizémos: Tróia. Aquele sítio onde não se passa nada e que, por isso, é perfeito para descansar. Além de que fica "já ali" e é muito, muito bonito.

Vão ver que 3 dias lá vos hão-de saber a uma semana inteira de férias. :)















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...