segunda-feira, 31 de outubro de 2011

outono

O meu irmão tira fotografias assim, como esta. É o maior, não é? Pois é.

A hora mudou. O fim-de-semana teve um dia com vinte e cinco horas. O sol voltou a espreitar. Não fosse estar cheia de trabalho e ter que trabalhar amanhã, mesmo sendo feriado, e estaria feliz da vida. Assim, estou só um bocadinho feliz da vida. Tenho sempre esperança de me sobrar tempo para alguma das mil coisas que quero muito, muito fazer. Como é que as outras pessoas conseguem? Aquelas que parecem ter sempre tempo para tudo? Sempre me intrigaram.

domingo, 30 de outubro de 2011

quando é ele a cozinhar...

... percebe-se logo que a abordagem é masculina. Na maior parte das vezes inventa coisas a correr e eu nem sequer me atrevo a provar. Quando se dedica a sério, vale muito a pena.




Da última vez chegou inspirado: hamburgueres grelhados (feitos e temperados em casa), salada de tomate chucha, maçarocas de milho grelhadas... e até trouxe o vinho. ♥

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

romãs e conversa fiada



A chuva e o frio chegaram. Tenho a certeza que, para algumas pessoas, esta é uma boa notícia. Eu prefiro, de longe, os dias de céu azul, calor e sol intenso. Ainda assim, os anos foram-me ensinando que aprecio muito mais esses dias (e a chegada da Primavera) quando precedidos de um Inverno frio e chuvoso. E gosto de ver as árvores cobertas de folhas vermelhas, cor-de-laranja e amarelas que se vão soltando e não tarda nada estão nos passeios a cobrir tudo como um tapete colorido a estalar sob os nossos passos. É a época das castanhas e começam a encontrar-se as romãs. Também começa a apetecer mais ficar dentro de casa, ter a família e amigos por perto, fazer coisas bonitas e conversar com os nossos botões. Novembro está quase aí. É o meu mês de introspecção.

o mundo continua a girar

Não é costume ausentar-me daqui tantos dias. Ao muito trabalho e à chegada do frio e consequente falta de inspiração, juntou-se uma viagem inesperada a Tondela para o funeral da avó do meu marido. Despedimo-nos do Sol e da última avó que tínhamos connosco. No meio do que há sempre de triste em qualquer despedida, senti-me feliz por termos estado lá há pouco tempo e termos podido conversar com ela, mostrar que nos preocupávamos e saber que estava bem. Completou 90 Primaveras, teve sempre família por perto e ainda andou na apanha da batata e nas vindimas deste ano. Agora descansa.

sábado, 22 de outubro de 2011

scones

Cada vez gosto mais de sábados.




Hoje fiz scones a partir de uma receita encontrada, imaginem só, no catálogo do Continente (sim, do hipermercado). Compro livros e mais livros de cozinha e depois dou por mim com vontade de fazer antes as receitinhas simples que encontro aleatoriamente por aí no dia-a-dia. Andava com saudades de fazer scones quentinhos para o pequeno almoço (não para o lanche, como sugeria a receita) e estes saíram mesmo bons. Fiz o dobro das quantidades e deu para 14 scones. Estou a pensar congelar alguns e depois basta colocá-los no forno ou torradeira para ter scones quentinhos ao longo da semana. Porque não podia ser mais fácil e comprovei que ficam muito bons, partilho a receita (ignorem as nódoas no papel... amassar à mão é sempre uma tarefa com consequências). Bom fim-de-semana!



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

blue


Nos momentos em que só me apetecia carregar no "pause" e esperar um bocado antes de avançar, vejo-me nesta situação aborrecida da vida não ter essa função disponível. É mais desafiante assim e ficamos todos em igualdade de circunstâncias. Mais ou menos. Que alguns de nós lidam melhor com os dias maus que outros. Há esse eterno paradoxo de serem as diferenças entre as pessoas o que há de mais horrível e, em simultâneo, de mais maravilhoso. Somos todos diferentes, pensamos de forma diferente, atribuímos diferentes significados às mesmas ideias ou palavras, gestos, expressões... e isso é tão incrível como desgastante.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

do Amor


Quando era criança e pedia à minha avó roupas para vestir as bonecas, ela poderia limitar-se a dar-me uns trapos atados com fitas ou a comprar qualquer coisa barata, porque eu não reclamaria. Mas não. Passava tardes e serões a trabalhar, dava a máxima atenção a todos os detalhes e depois oferecia-me perfeição. Se isto não é amor...




segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sabor






Foi demorado, feito com muito gosto e saiu perfeito. O aspecto podia ser melhor mas, para o meu paladar, o sabor estava perfeito. Toda a receita foi improvisada, tanto nos ingredientes como nas quantidades, mas posso dar-vos uma ideia para o caso de quererem experimentar. O bolo de chocolate levou 2 ovos, açúcar amarelo, farinha (não medi as quantidades dos ingredientes em pó, fiz a olho, é mais uma questão de gosto, equilíbrio entre as quantidades e de se obter a consistência pretendida - no fim acerto sempre com mais farinha ou mais leite conforme pretenda tornar a massa mais espessa ou mais fluida), uma colher de chá de fermento, cacau magro em pó (usar conforme a cor pretendida), aroma de rum, um bocadinho (menos de 50g) de becel, café, 1/2 chocolate culinário derretido em pouco leite e 200ml de natas. Foi ao forno a 180º numa forma redonda sem furo untada com margarina e pão ralado. Está pronto quando se espetar o palito e ele não trouxer massa líquida agarrada.

Por cima do bolo, levou uma camada de suspiro de chocolate: 2 claras batidas em castelo a que juntei, uma a uma, 8 colheres de açúcar branco, 1/2 colher de chá de vinagre de framboesa, 1 colher de chá de farinha maizena e cacau em pó magro. Espalhar o preparado num tabuleiro (coberto com papel vegetal ou um tapete de silicone próprio para biscoitos) conferindo-lhe uma forma arredondada ligeiramente menor que o diâmetro da forma usada no bolo (porque o suspiro cresce um bocadinho). Aquecer o forno a 180º mas baixar para 140º assim que se coloca o tabuleiro. Demora cerca de 40 a 50 minutos, está pronto quando a superfície estiver solidificada ou quando começar a rachar. Desligar o forno e deixar arrefecer lá dentro, não de forma brusca.

Quando o bolo e o suspiro arrefeceram, derreter cerca de 8 quadrados de chocolate culinário com um bocadinho de leite e misturar para formar uma pasta que, enquanto quente, vai servir para barrar o topo do bolo e colar-lhe o suspiro. No final, cobre-se com 200ml de natas batidas com 1 saqueta de açúcar baunilhado e enfeita-se com ginjas frescas em calda (descaroçadas e bem escorridas) e raspas de chocolate.

Só provei uma fatia. Desapareceu em minutos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Farófias

A velha história: gosto muito de farófias mas nunca tinha feito em casa por pensar que era muito difícil. Não é. Deixo-vos a receita, fotografada d'O grande livro de Natal (uma pechincha trazida da Feira do Livro de Lisboa).



sábado, 15 de outubro de 2011

feira da ladra

Amanhã é novamente dia de acordar cedo para passear. Na semana passada aproveitei o sol e fui caminhar para aqueles lados. Mesmo que não compre absolutamente nada, regresso a casa cheia. São os sons, a confusão, as cores, as árvores, os "oh minha linda!", os pratos antigos, os bules, o rio... ganha-se o dia.





um aparte completamente desnecessário

Não é habitual falar de filmes no ervacidreira. Fazia isso no antigo blog, mas aqui armo-me em cozinheira amadora, bordadeira de fim-de-semana e pouco mais. Se vou abrir uma excepção, é porque as duas últimas semanas foram generosas comigo: um filme bom, um divertido e um excelente.

Aviso já que a minha opinião nesta matéria não é para ser levada em muita conta, que tenho um cinéfilo a sério em casa e, por isso, "sei que nada sei". Mas é a minha opinião e, se este é o meu blog, para alguma coisa há-de servir.

O bom:
Gostei muito. Foi das poucas vezes em que, logo no final da sessão, me apeteceu regressar à sala e rever o filme. É leve apesar de ter conteúdo. Lembrou-me algumas noites de Coimbra, pessoas que por lá passaram e como era ter vinte anos. Não daria para explicar. Gostei muito.

É isso. Um bocado muito bem passado e umas gargalhadas sentidas. Dentro do género, tem a particularidade de, no fundo, ser um filme ternurento mais do que idiota. É uma visão um bocado feminina, calculo.


Uma pessoa sai de lá sem saber muito bem o que a atropelou. Se eu volto a ver algum dia a Rita Blanco pelas ruas de Lisboa, vou ter de perder a timidez, dar-lhe os parabéns e espetar-lhe um abraço. Dá gosto ser portuguesa.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ano novo, casa nova


Há um ano atrás, as temperaturas eram bem diferentes e a nossa casa era outra. Tinha um ar Outonal.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

pink

Soubemos no início da semana que, em princípio, é uma sobrinha que vem a caminho. Mais uma menina. Claro que, a partir desse momento, só penso em vestidinhos, flores e laçarotes, até me esqueço do blog!

Beringelas gratinadas


Forno a 200ºC.
Beringelas,
Alecrim,
Queijo de cabra curado,
Alho fresco ralado,
azeite v.e.,
Pimenta preta,
sal.


Servir a acompanhar uma salada colorida.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nazaré









A toda a gente que tenho ouvido (ou lido) reclamar pelo calor dos últimos dias: não só não estou solidária, como não vos entendo. Vamos ter tantos meses de frio e chuva pela frente que, por mim, não há um único raio de Sol que não seja bem-vindo. Há tempo para tudo. Ainda vos hei-de ouvir (ler) a reclamar pelo frio e não há-de faltar muito tempo para isso.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

as casas e quem as habita

Se é verdade que "quem vê caras, não vê corações", quem vê casas pode muito bem estar a espreitar mais além.


Facilmente se encontra quem defenda que a forma como uma pessoa se veste diz muito acerca dela. Claro que há constrangimentos financeiros e que nem tudo aquilo de que gostamos nos assenta bem. Mas há sempre escolhas envolvidas. Por exemplo, eu gosto mesmo muito de amarelo mostarda mas é uma cor que fica tão mal com o meu tom de pele, que prescindo dela (a custo...). Também prescindo de muitas outras coisas por a minha carteira ter fundo ou, simplesmente, por uma questão de prioridades. Mas as casas, os sítios que escolhemos (ou não) para viver, sejam grandes ou pequenos, antigos ou modernos, ufanos ou modestos, cheios ou despovoados, dizem sempre alguma coisa de nós. Seja pela forma como ordenamos tudo (o muito ou o pouco), pelo asseio, pelo perfeccionismo ou pelo desleixo, seja pelas cores, materiais e opções em geral.

Nos dias em que estivemos fora, passámos duas noites na casa de férias da minha tia Ruth. É uma casinha pequena, muito simples e despretensiosa, sem exageros nem luxos, mas à qual não falta absolutamente nada. É o reflexo da minha tia.











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